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Dia do Funk: 5 produtores que moldam o som do gênero no Brasil

Conheça DJs que ajudam a definir o som nas plataformas e nos bailes

Papatinho, destaque do funk brasileiro

Papatinho (AsfotosdoJoão)

Este domingo, dia 12, marca o Dia do Funk. No Brasil, o gênero vive uma fase em que o produtor deixou de ser apenas o nome escondido na ficha técnica. Em muitos casos, é ele quem organiza o encontro entre MCs, define a estética da faixa, assina o projeto e ajuda a levar o som do baile para o pop, para o rap e para o mercado internacional.

A lista abaixo reúne cinco nomes que explicam parte desse momento, especialmente neste Dia do Funk, em 12/7. O recorte passa por veteranos que atravessaram diferentes gerações do gênero, beatmakers ligados a astros do pop e DJs que ajudaram a consolidar formatos hoje centrais no streaming, como os sets longos e as colaborações com vários MCs.

Quem são os produtores que moldam o funk brasileiro atual?

Lembrando sempre que essa não é uma lista definitiva. A seleção da Billboard Brasil prioriza nomes com presença forte em hits recentes, trânsito entre artistas grandes e impacto claro na forma como o funk chega hoje às plataformas, aos palcos e aos feats.

1. Papatinho

Papatinho é um dos nomes mais sólidos quando o assunto é a ponte entre funk, rap e pop. Vindo da escola do beat e da música urbana carioca, ele se tornou um produtor procurado por artistas de diferentes gerações e estilos, com trabalhos ao lado de Anitta, Ludmilla, Xamã, Lulu Santos e nomes internacionais como Snoop Dogg, Black Eyed Peas e Kanye West. Em 2026, reforçou esse lugar com “Baile do Papato Vol. 2”, projeto que inclui Anitta, Biel do Furduncinho, L7NNON e Jason Derulo, além de levar a estética do DJ set para o audiovisual.

2. Dennis

Dennis é uma peça histórica do funk carioca, mas sua presença no som atual não é só memória. Ele segue produzindo para o mainstream e conectando o gênero a estruturas de pop e música eletrônica. A parceria com Kevin O Chris em “Tá OK” ganhou remix com Karol G e Maluma e virou um dos exemplos mais claros da circulação internacional recente do funk. Em 2026, Dennis e Kevin deram sequência ao projeto “EU E KEVIN, DENNIS E EU”, com “Pente e Rala”, faixa também com MC Tuto.

3. DJ Gabriel do Borel

Gabriel do Borel é um dos produtores centrais na tentativa de transformar o funk em linguagem global sem apagar sua origem de baile. Ele assina produções ligadas a Anitta em “Funk Generation”, incluindo faixas como “Funk Rave” e “Mil Veces”, e aparece como um dos responsáveis por levar elementos do funk carioca para uma vitrine internacional. Além de Anitta, seu nome está ligado a Luísa Sonza, Ludmilla, Rosalía e Bad Gyal, com uma estética que mistura batida de baile, pop latino e vocação para refrões de alcance amplo.

4. DJ GBR

DJ GBR representa uma frente importante do funk paulista: a dos sets longos, coletivos, cheios de MCs e feitos para dominar plataforma, baile e redes sociais ao mesmo tempo. A série “Let’s Go” virou uma marca desse formato, reunindo nomes como MC IG, MC Ryan SP, MC PH, MC GP, MC Don Juan e outros. “Let’s Go 4” passou dos 400 milhões de streams e chegou ao topo do Spotify Brasil por nove semanas consecutivas.

5. Mu540

 Mu540 é um dos nomes mais importantes para entender a zona de contato entre funk, rap e música eletrônica no Brasil atual. Cria da Baixada Santista, o produtor e DJ ficou especialmente associado à parceria com Kyan, em uma estética que mistura funk paulista, trap, drill e grime sem tratar o baile como ornamento. Essa leitura aparece em projetos como “Dois Quebrada Inteligente”, álbum em que a dupla trabalha a ideia de “frap” (a fusão de funk e rap) como linguagem própria. Ele levou o funk brasileiro ao Lollapalooza Índia em janeiro de 2026 e já vinha sendo apontado como um produtor capaz de conectar mandelão, bruxaria, house e música de pista sem perder o vínculo com a rua.