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Spotify fecha acordo com Merlin para remunerar remixes e covers com IA

Ferramenta será vendida como adicional do serviço Premium

Plataforma de streaming musical Spotify. (Divulgação/Spotify)

Plataforma de streaming musical Spotify. (Divulgação/Spotify)

O Spotify ampliou o número de detentores de direitos envolvidos em sua futura ferramenta para criação de covers e remixes por fãs. A plataforma assinou um acordo de licenciamento com a Merlin, organização que negocia direitos digitais em nome de gravadoras e distribuidoras independentes de mais de 70 países e representa cerca de 15% do mercado global de música gravada.

O novo recurso usará inteligência artificial generativa e será oferecido como um adicional pago aos assinantes Premium. Artistas ligados a selos abrangidos pelo acordo entre Spotify e Merlin poderão decidir se querem ou não disponibilizar suas músicas para a ferramenta. A empresa afirma que os participantes serão creditados e remunerados pelas criações feitas a partir de seus trabalhos.

O modelo acrescenta uma nova camada ao negócio de streaming: em vez de remunerar apenas a reprodução da gravação original, o Spotify quer gerar receita também a partir de versões derivadas criadas dentro de sua própria plataforma. Os detalhes de como esse dinheiro será dividido entre Spotify, detentores de direitos, artistas e compositores ainda não foram divulgados.

A Merlin reúne independentes como Domino, Epitaph, Nettwerk, Ninja Tune, Polyvinyl, Secretly, Stones Throw, Sub Pop, Symphonic Distribution e Warp, entre centenas de outros membros. Segundo a organização, sua rede responde por aproximadamente 15% do mercado mundial de música gravada.

Merlin amplia catálogo disponível para ferramenta do Spotify

O acordo com a Merlin vem depois de uma parceria semelhante anunciada pelo Spotify com a Universal Music Group (UMG) em maio. Na ocasião, as empresas detalharam que a ferramenta será baseada em IA generativa e que os acordos abrangem direitos de música gravada e publicação musical de artistas e compositores participantes.

Com a Merlin, o Spotify leva o projeto para uma parcela maior do mercado independente. O princípio continua sendo o opt-in: a existência do acordo de licenciamento não significa que todo artista representado pela organização terá seu catálogo automaticamente liberado para remixes e covers.

Charlie Hellman, vice-presidente sênior e chefe global de música do Spotify, afirmou que o acordo pretende garantir crédito e pagamento aos artistas participantes e fazer com que as criações direcionem o usuário de volta à obra original. Já Charlie Lexton, CEO da Merlin, destacou que os membros poderão escolher se querem participar da nova fonte de receita.