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Stray Kids: ranking de todas as faixas de ‘THIS & THAT’

Billboard classificou todas as 7 músicas, da menos marcante à melhor

Stray Kids

Stray Kids (JYP Entertainment)

Neste ponto de suas carreiras, o Stray Kids transformou o topo da Billboard 200 em quase uma tradição.

Desde que assinaram com a Republic Records nos EUA, em 2022, todos os álbuns do octeto, “Oddinary”, “Maxident” (2022), “5-Star”, “Rock-Star” (2023), “ATE”, “HOP” (2024), “KARMA” e “DO IT” (2025), estrearam em 1º lugar, tornando o grupo o primeiro artista na história da parada a estrear no topo com seus oito primeiros lançamentos.

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A nova era do grupo começou no fim de junho, quando o Stray Kids anunciou um novo álbum e uma turnê mundial, com o single “RUN IT” lançado 48 horas depois.

A música traça a trajetória do grupo desde suas origens humildes em Seul até a conquista dos palcos mundiais, recusando-se a se acomodar e prometendo seguir em direção ao próximo objetivo.

Com a chegada de “THIS & THAT”, essa ambição permanece em foco, com faixas de K-pop que falam sobre a cultura da luta, lealdade e nostalgia, ao mesmo tempo em que exploram novos sons, gêneros e técnicas vocais.

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Veja o ranking de “THIS & THAT”

7. “After You”
A faixa mais próxima de uma tentativa deliberada de alcançar sucesso em outros gêneros é cantada quase inteiramente em inglês, com exceção de alguns trechos do segundo verso e do refrão.

O trio 3RACHA compôs a música com The Monsters & Strangerz e German, produtores de hits da Billboard Hot 100 como “As I Am”, de Justin Bieber, e “Nobody’s Love”, do Maroon 5, o que evidencia o estilo pop limpo e descomplicado da faixa.

A quebra eufórica de eletrônica parece ter sido criada especificamente para incendiar o público ao vivo e deve fazer sucesso durante a turnê, mas soa como uma música muito convencional para o grupo que construiu a carreira em cima de surpresas sonoras.

6. “I Do”
O Stray Kids construiu uma reputação por se especializar em canções reconfortantes, geralmente faixas de rock-pop em ritmo moderado, destinadas a confortar um ouvinte que está tendo um dia difícil.

“I Do” é a mais recente incursão do Stray Kids nesse estilo, abrindo com um refrão de forte apelo emocional sobre solidariedade e presença constante diante da dor do outro.

Prestando atenção, é possível notar detalhes inesperados, porém adoráveis e espontâneos: o sotaque australiano de Bang Chan aparece na pronúncia de algumas palavras em inglês, conferindo à faixa um tipo especial de intimidade, seja intencional ou acidental.

Changbin, por sua vez, encerra o primeiro verso com toda a sua potência vocal, entregando um dos maiores momentos vocais de sua carreira.

5. “RUN IT”
Eles sabem exatamente como cativar os ouvintes logo na primeira faixa, e vem aperfeiçoando essa prática há anos: “Hall of Fame”, em “5-Star”; “MEGAVERSE”, em “Rock-Star”; “MOUNTAINS”, em “ATE”; “BLEEP”, em “KARMA”.

Agora, “RUN IT” se junta a essa linhagem de hinos de abertura de álbuns do grupo com o que talvez seja o mais grandioso de todos: um arranjo de metais, com sonoridade de estádio, acompanhado por tambores imponentes, na maior declaração do grupo até hoje.

Lee Know e I.N dividem os versos iniciais em uma promessa de correr pelo mundo, dia e noite, construindo cada vez mais.

4. “Back Then”
“Back Then” é uma canção de final de verão no verdadeiro sentido da palavra, com um som caloroso, tranquilo e levemente melancólico, ostentando uma clara influência dos anos 80 que soa particularmente original na discografia do Stray Kids.

Com 3min45s, “Back Then” é a faixa mais longa do álbum, com um toque nostálgico e metáforas fascinantes que merecem ser exploradas e ocupar todo o espaço necessário.

Composta inteiramente por HAN, é mais uma prova de sua afinidade com o rock, que também se manifesta em sua carreira solo, e proporciona à tracklist uma sequência elegante de duas músicas após “Way Out”, antes de encerrar com chave de ouro com o remix de festival “This & That”.

3. “FARMING”
A música mais estranha do álbum, mas também a mais gratificante, “FARMING” é uma experimentação inquieta e satisfatória de 2min31s.

A batida, com participação de Bang Chan, tem um ritmo irregular e descompassado que remete às fases mais criativas de Missy Elliott e Timbaland, com percussão rítmica pulsante, sons metálicos e distorções vocais curiosas.

Conceitualmente, “FARMING” se apropria de gírias de jogos e da internet para comentar sobre a cultura da correria.

Sabendo o quanto o Stray Kids trabalha duro, tanto como grupo quanto individualmente, o rouco de Felix, ao entregar os versos sobre trabalhar e correr até o limite, impacta ainda mais.

Para um grupo que já lançou músicas sobre o medo do tempo, essa é a única canção que não poderia ter vindo de mais ninguém, ao mesmo tempo em que possui apelo universal suficiente para se conectar com ouvintes que podem estar se sentindo esgotados pela vida, mas que precisam continuar lutando para realizar seus sonhos.

2. “Way Out”
Inegavelmente um destaque, “Way Out” abraça uma vibe descontraída, misturando produção de electro-R&B com batidas trap, enquanto adiciona dedilhados de guitarra tão orgânicos que criam uma fascinante fricção entre a instrumentação sintética e a ao vivo.

Bang Chan produziu a faixa com Jun2, colaborador de longa data do Stray Kids responsável por uma série de faixas subestimadas e emocionantes, favoritas dos fãs, como “Lonely St.”, “Leave” e “Mixtape: Time Out”, e essa parceria nunca soou melhor do que nessa canção de despedida sem pressa.

Vocalmente, “Way Out” também apresenta alguns dos melhores momentos do Stray Kids, como Hyunjin e Bang Chan harmonizando em um verso multilíngue que reúne diferentes formas de dizer adeus, recriado posteriormente por Felix e I.N com o timbre característico da dupla.

A ponte também oferece outro momento musical imperdível, quando a produção corta, restando apenas algumas batidas trap e hi-hat, e a linha vocal de Seungmin e I.N brilha com um falsete terno, porém breve.

O Stray Kids, com sua energia contagiante e a mistura de diferentes cores vocais, cria uma poderosa declaração musical que parece um tanto perdida nas boy bands atuais.

Essa faixa, em particular, coloca o inegável talento musical do octeto em destaque.

1. “THIS & THAT”
Musicalmente, o Stray Kids construiu uma reputação por sua música estridente e maximalista, dando a seus álbuns nomes como “Maxident”, “Circus” e “NOEASY” (trocadilho com a palavra “noisy”, barulhento, em inglês), com singles que historicamente chegaram como verdadeiras bolas de demolição do K-pop.

Mas o mais intrigante na faixa-título de “THIS & THAT” é justamente o quão minimalista ela é.

Sua estrutura hip-hop descontraída convida o ouvinte a se envolver, com a interpretação do grupo se aproximando do mumble rap, no melhor sentido da palavra, sendo fácil o suficiente para cantar, fazer rap ou falar junto já na primeira audição.

O refrão repetitivo é exatamente o tipo de gancho que pode facilmente se fixar em diversos vídeos nas redes sociais, dando à faixa muito mais potencial para alcançar sucesso comercial significativo do que uma música como “After You”, que claramente tenta se encaixar nos sons populares das rádios Top 40.

O videoclipe que acompanha a música acrescenta ainda mais curiosidades, com os integrantes manipulando um exército de dançarinos sem cabeça entre cenas de coreografias de grupo cheias de energia. Neste ponto da carreira do Stray Kids, abraçar a contenção é uma demonstração de força singular.

Escute “THIS & THAT” do Stray Kids

[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].