Faltam palavras para explicar a emoção de assistir Djavan ao vivo
Cantor e compositor alagoano fez uma performance memorável no Allianz Parque

O cantor e compositor Djavan (@stephansolon / Ticketmaster Brasil)
O cantor e compositor Djavan deu início à sua turnê “Djavanear – 50 Anos de Sucesso” ontem no Allianz Parque, em São Paulo. Em pouco mais de duas horas, ele entreteu uma platéia estimada em 45.000 pessoas graças a hits como “Eu te Devoro”, “Sina”, “Oceano” e “Meu Bem Querer”. O alagoano retorna ao local para mais uma apresentação e depois parte para outras capitais do país –entre elas Salvador, Maceió, Fortaleza e Curitiba.
No jornalismo cultural, o parágrafo acima chama-se “lead”. É ele quem introduz o leitor à matéria. Leads, no entanto, podem ser traiçoeiros. Por mais explicativos e necessários que sejam, eles não conseguem transmitir a emoção de assistir a um dos maiores nomes da MPB em todos os tempos e receber a apreciação merecida.
Ontem, no palco gigante do Allianz Parque, Djavan lembrou que São Paulo foi a primeira cidade a recebê-lo de braços abertos, 50 anos atrás, quando participou do festival “Abertura”, da Rede Globo. De certa maneira, ela continua a receber e ser influenciada por sua música. Grupos como 5 a Seco e o cantor e compositor Dani Black, para ficarmos entre os mais conhecidos, foram assumidamente impactos pela MPB/pop/ jazz do alagoano.
O “Só Sucessos” do título pode soar enganoso. Porque mais do que um criador de hits, Djavan é um artista que se reinventou continuamente. O início da apresentação traz “Sina”, um de seus cavalos de batalha, mas traz muito de sua produção dos anos 1990, quando se bandeou para um pop jazzístico –presente, por exemplo, em canções como “Eu te Devoro”.
O set acústico onde, acompanhado apenas de seu violão, Djavan se aproxima do público, é um dos momentos mais importantes da apresentação. São desfilados sucessos como “Meu Bem Querer”, “Oceano” e “Lambada de Serpente” (que, ora vejam só, entrou no repertório até do pagodeiro Belo) que acabam cantados em uníssono pelo público.
A banda retorna ao palco para mais uma batelada de hits, muitos deles referendados por astros de alta patente do universo internacional. “Quase de Manhã” contou com o saxofone do jazzista David Sanborn quando foi gravada no disco “Meu Lado”, de 1986. E “Samurai” trazia nada menos que a gaita de Stevie Wonder no disco “Luz”, de 1982. O final com a compilação de sambas “Flor de Lis”, “Fato Consumado” e “Cerrado”, além do hino “Lilás” coroa a performance de Djavan e banda.
Leads, como deixamos registrados, não traduzem a emoção de conferir Djavan ao vivo. Faça então um favor a si mesmo: vá assistir ao astro hoje, no Allianz Parque, ou em dezembro, no Mercado Livre Arena Pacaembu, para onde ele volta para mais uma apresentação.
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