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Mulheres no funk: ‘Estamos aqui para somar’, diz Alana Leguth

Idealizadora da Hervolution fala à Billboard Brasil

Alana Leguth falando sobre mulheres no funk no WME 2026

Alana Leguth no WME 2026

O fortalecimento da presença feminina nos bastidores e nos palcos da música periférica ganhou um novo capítulo durante a décima edição do Women’s Music Event (WME). Quem esteve presente debatendo e acompanhando de perto essas transformações sobre as mulheres no funk foi Alana Leguth, profissional de destaque no mercado audiovisual e musical, amplamente reconhecida como a mente criativa por trás da Hervolution.

O projeto nasceu originalmente como uma frente interna na KondZilla, com o objetivo de dar visibilidade e abrir espaço para as minas na engrenagem do funk. Com o tempo, a iniciativa rompeu barreiras e se transformou em uma plataforma multimídia completa, que atua como gravadora, selo musical e produtora de conteúdo voltada exclusivamente para o público feminino periférico. O movimento foca na empregabilidade e no desenvolvimento de novas artistas, compositoras, produtoras e técnicas, redefinindo as narrativas visuais e sonoras da cultura urbana sob a ótica das mulheres.

Consolidada como uma liderança no setor, Alana Leguth também integrou os debates da edição de 2026 do WME, compartilhando sua experiência em um painel sobre os rumos do mercado.

Durante os bastidores do evento, em uma entrevista concedida à Billboard Brasil e publicada em celebração ao Dia do Funk, a idealizadora da plataforma contou que a relação com o WME não é recente, já que ela frequenta e apoia a iniciativa desde 2021.

Diante do marco de dez anos da marca, entre premiação e conferência, ela refletiu sobre o impacto histórico que o WME trouxe para o ecossistema da música nacional, apontando a iniciativa como um combustível direto para as suas próprias realizações. “Eu acho que mudou muita coisa. Inclusive, o WME, como já falei algumas vezes, me inspirou a criar o Hervolution também. Essa frente de mulheres dentro da KondZilla expandiu e virou um movimento gigantesco”, destacou.

Para ela, o fortalecimento do mercado passa obrigatoriamente pela multiplicação dessas redes de apoio. “Então, quanto mais iniciativas a gente tiver para as mulheres e em prol das mulheres, todas são bem-vindas”, completou.

Essa conexão profunda com os bastidores do evento foi moldada por parcerias de longa data com as fundadoras da plataforma, Monique Dardenne e Claudia Assef. “Com certeza, conversas nos bastidores foram a motivação para criar o projeto. Eu conheço a Monique e a Claudinha muito antes de participar dos eventos do WME, então elas sempre foram uma inspiração gigantesca para mim”, revelou. A profissional reforçou seus laços de cooperação mútua com a organização. “São muito queridas, elas podem contar comigo para absolutamente tudo e em todas as edições eu vou estar aqui com certeza”, garantiu.

Olhando para o futuro e projetando os próximos dez anos da indústria fonográfica e audiovisual, ela expressou um desejo claro de consolidação de espaço, pautado pela união e pelo fim das rivalidades alimentadas pelo mercado. “O meu sonho é que as mulheres continuem crescendo, continuem dominando esse cenário musical e audiovisual, porque a gente já mostrou que é mais do que competente e capacitada para ocupar esses espaços, e sem competição. Estamos aqui para somar com todo mundo”, enfatizou à Billboard Brasil.

Ao avaliar especificamente o panorama atual das mulheres no funk e nas vertentes periféricas, a idealizadora da Hervolution celebrou a evolução coletiva que testemunha diariamente em sua rotina de trabalho. “Eu fico muito feliz e muito honrada de poder participar, nem que seja um pouquinho, desse crescimento. É incrível para mim ver hoje tantas mulheres maravilhosas na música urbana crescendo, brilhando e, cada vez mais, puxando as outras para subir também”, concluiu.