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E nasce uma diva pop: Liniker faz história ao estrear em estádio e celebrar CAJU

Cantora lotou o Nubank Parque, que recebeu 48 mil pessoas

Liniker no show Bye Bye Caju (Divulgação)

Liniker no show Bye Bye Caju (Divulgação)

“É a primeira vez que uma travesti faz um show sold out aqui. É a primeira vez que a gente pode ocupar esse espaço com grito, com verdade, com fé, com resistência e com excelência”. Em sua estreia em estádio, Liniker cantou, dançou, sorriu e chorou. Comemorando dez anos de carreira e dando adeus ao álbum “CAJU”, que a catapultou a novos patamares, ela fez história em uma noite de Nubank Parque lotado. Os fãs também viram algo único: o nascimento de uma diva pop – em um show de quase três horas e com ingressos esgotados.

Em dez anos, Liniker passou de revelação a talento consagrado. E de cantora a mulher de negócios, à frente da sua empresa, a Breu. O resultado foi colocado à mostra à frente de 48 mil pessoas em São Paulo, na mini-turnê Bye Bye CAJU, que ainda passa por Rio (22/8), Belém (19/7) e Salvador (7/11). E Liniker cumpriu o que prometeu, com altas doses de emoção, comoção e tudo que um show pop precisa.

Em uma carreira que se iniciou no R&B e no soul, Liniker transcendeu os gêneros e trouxe à arena muita black music, pop, samba, rock, samba-rock, reggae, pagode… O repertório passeou por todos os seus discos, mas se dedicou a repassar “CAJU” em detalhes.

A Liniker diva pop

O show estava programado para as 19h e começou 40 minutos depois. Durante a apresentação, um filme produzido especialmente para a ocasião misturou depoimento e poesia. Enquanto todos assistiam a ele, Liniker surgiu de um elevador à frente da passarela que se estendia no meio da pista premium. Com um vestido vermelho com brilhos, começou com “TUDO”, mostrando uma banda com 19 integrantes – com seis nos metais e oito nos backing vocals.

 

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Em seguida já apareceram os dez bailarinos que se revezaram durante o repertório e foram um dos aspectos principais desse mergulho pop de Liniker. A cantora participou de coreografias, dançou sozinha e desfilou um físico impecável, ainda mais para um show tão longo.

Uma das surpresas não anunciadas foi a presença de uma orquestra em diversas músicas. Os arranjos das músicas foram um cuidado especial para o show, com alguns clássicos ganhando nova roupagem – ainda que alguns tenham dado saudade do original, como “Zero”, que veio em ritmo acelerado.

Desde o início Lineker se mostrou emocionada com a conquista. “É surreal ver esse tanto de gente”, admitiu ela. “Eu sonho, eu sinto, eu choro, eu tenho dias maravilhosos, eu tenho dias ruins, eu sou humana, sou cantora, sou filha, sou amiga, sou mãe – de cachorras -, sou filha de santo”, definiu-se Liniker.

 

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Os momentos de emoção e até de choro foram muitos. “VELUDO MARROM” teve um dos grandes coros do público, com Liniker não escondendo as lágrimas. Em outro momento, Liniker foi para a galera, desceu do palco e passeou pelas grades do Nubank Parque. E chorou ao encontrar de surpresa Linn da Quebrada, amiga de longa data.

“POPSTAR” veio para consolidar a Liniker diva pop, encaminhando a sequência final do show. “FEBRE”, com seu pagodinho delicioso foi uma das mais cantadas e comemoradas. “POTE DE OURO” teve nada menos que Priscila Senna , permadividindo as vozes com a cantora e se declarando à paulista. “Pode contar comigo sempre”, prometeu Priscila. Teve momento até pra cantar em inglês.

Ao fim, Liniker fez tudo que um show de estádio pode entregar: impôs uma passarela para ela e seus dançarinos brilharem, deu espaço à banda, usou pirotecnia e fogos de artifício, foi pra galera, usou orquestra, promoveu chuva de papel picado e comemorou tudo isso levando a produção para o palco no encerramento de uma festa impecável.

 

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Ficou clara a transformação de Liniker para uma nova fase, que ainda é mantida sob mistério. À Billboard Brasil, ela comentou que já pensa num novo ciclo e álbum, mas quer dar adeus a “CAJU” antes de falar sobre isso. Mais importante foi ver Liniker no palco e seus fãs sentindo toda a representatividade daquele momento. Se houve uma pessoa que mais se divertiu na noite de sábado, foi a própria Liniker, como se viu em seus pulos, danças, giros e ao reger o público e ser respondida com muito barulho. Tão importante quanto a conquista, é o exemplo para os que vêm em seguida. “Isso não pode parar só na Liniker”, avisou ela. E certamente não vai.

Veja o repertório

Ato 1

“TUDO”
“Caeu”
“Zero”
“De Ontem”
“Sem Nome”
“Bem Bom”
“Calmô”
“Intimidade”

Ato 2

“Clau”
“Antes de Tudo”
“Presente”
“Psiu”
“Baby 95”

Ato 3

“CAJU”
“VELUDO MARROM”
“AO TEU LADO”
“ME AJUDE A SALVAR OS DOM ”
“NEGONA DOS OLHOS TERRÍVEIS”
“MAYONGA”
“PAPO DE EDREDOM”
“MELHOR NOTÍCIA

Ato 4

“POPSTAR”
“FEBRE”
“POTE DE OURO” (com Priscila Senna)
“DEIXE STAR”
“SO ESPECIAL”

Encerramento

“CHARME”

 

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