Conheça Rô Rosa e o universo de ‘Achei Que Era Doce’
Cantor mistura rap, forró e pop em disco sobre as fases do amor

Rô Rosa (divulgação)
Rô Rosa, cantor e compositor paulistano, é um dos nomes em ascensão da nova música brasileira, e acaba de lançar seu primeiro álbum de estúdio, “Achei Que Era Doce”. Com 13 faixas, o disco chegou pelo selo EME Lab e marcou o momento em que o artista deixou de buscar uma identidade musical para finalmente apresentá-la ao público.
Rô Rosa construiu sua trajetória a partir do rap, mas consolidou uma identidade própria ao aproximar o gênero de elementos da música popular brasileira, do forró, do pop e de outras sonoridades que dialogam com sua vivência. Sua escrita intimista e narrativa aborda relações, afetos e amadurecimento, transformando experiências pessoais em canções que criam identificação com diferentes públicos.
À Billboard Brasil, Rô Rosa detalhou o significado desse novo momento na carreira:
“Esse álbum representa uma nova fase da minha trajetória. Passei muito tempo fazendo música, experimentando sonoridades e entendendo como juntar todas as minhas referências de um jeito que tivesse a minha cara. Quando percebi que essas músicas conversavam entre si e contavam uma história, senti que era a hora de apresentar esse universo por inteiro. Espero que o público conheça um Rô mais maduro e mais livre, mas que continua usando a música para falar de sentimentos, criar identificação e acolher as pessoas”.
Mais do que um disco sobre relacionamentos, “Achei Que Era Doce” funciona como uma linha do tempo dos sentimentos. As faixas conduzem o ouvinte por diferentes fases do coração, da paixão ao desencontro, do luto à cura. A ordem das músicas foi pensada para que cada momento conversasse com o seguinte, como capítulos de uma mesma história.
Sobre o significado do álbum, Rô Rosa explicou: “É uma vivência de coração. Uma experiência de quem tentou amar alguém, acreditou que daria certo e não deu. A faixa que dá nome ao álbum resume essa sensação, mas o disco inteiro fala das diferentes fases do amor”.
O processo de criação levou cerca de um ano. Nesse período, Rô Rosa escreveu mais de 60 músicas até chegar às 13 faixas que compõem a versão final do álbum. Algumas composições são recentes, mas a faixa de abertura, por exemplo, foi escrita ainda em 2022 e ficou guardada até encontrar o lugar certo na narrativa.
Musicalmente, Rô Rosa não abandonou o rap, mas ampliou seu repertório sonoro. O álbum transita entre forró, pop, funk, boom bap e elementos da música brasileira, sempre conectado por uma identidade melódica própria.
O projeto ainda contou com participações de Yago Oproprio e Sotam, além da produção assinada por Patrício Sid, com colaboração de Rapha Renó. A capa do álbum, criada pela artista visual Julia Rodrigues, nasceu de uma pintura original revelada aos poucos durante a campanha dos singles.
No audiovisual, dirigido por Jean Furquim, um Fusca funcionou como fio condutor da história, presente nos visualizers das faixas e carregando diferentes significados ao longo da narrativa.
Para Rô Rosa, o objetivo do álbum foi além da música. “Eu espero que minhas músicas curem as pessoas. Acho que meu maior dom não é só cantar, é conseguir acolher alguém e a música é a minha ferramenta para isso”, afirmou o artista.
Ouça ‘Achei Que Era Doce’, de Rô Rosa
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