
Stray Kids (JYP Entertainment)
Stray Kids celebra show no Rock in Rio: ‘Vamos aprender com a paixão do Brasil’
Octeto fala à Billboard Brasil sobre ser o primeiro K-pop headliner do festival
Um dos maiores festivais do mundo, o Rock in Rio está na contagem regressiva para fazer história. A edição de 2026, marcada por um line-up com encontros inéditos no palco e celebrações da carreira de grandes artistas, vai levar um gênero musical ao palco pela primeira vez.
O K-pop, que surgiu na Coreia do Sul nos anos 1990 sob forte influência do hip-hop norte-americano, tornou-se um fenômeno global. No Brasil, o consumo do gênero cresceu 213% entre 2020 e 2025 no Spotify.
Entre as dezenas de grupos que impulsionam a popularidade do K-pop mundo afora — e também por aqui —, está o Stray Kids, que debutou pela JYP Entertainment em 2018.
BANG CHAN, LEE KNOW, CHANGBIN, HYUNJIN, HAN, FELIX, SEUNGMIN e I.N transformaram o topo da Billboard 200 em tradição: desde 2022, todos os álbuns do octeto — “Oddinary” e “Maxident” (2022), “5-Star” e “Rock-Star” (2023), “ATE” e “HOP” (2024), “KARMA”, “DO IT” (2025) e “THIS & THAT” (2026) — estrearam em 1º lugar no chart, fazendo do grupo o primeiro artista da história da parada a estrear no topo com seus nove primeiros lançamentos. O grupo está empatado com os Rolling Stones na segunda posição entre os grupos com mais primeiros lugares na Billboard 200.
Demorou, mas o Rock in Rio finalmente abriu as portas para o K-pop. No dia 11 de setembro, o Stray Kids sobe ao Palco Mundo para se tornar o primeiro artista do gênero a ser headliner no festival.
No show, o público terá a oportunidade de ver a nova era do octeto, acompanhada do lançamento do álbum “THIS & THAT”, que está mais que fresquinho: ele foi lançado no último dia 7 de agosto. As faixas abordam lealdade, nostalgia e a ambição de crescer, além de explorar novos gêneros musicais e sonoridades.
O octeto esteve no Brasil em 2025 com a turnê “dominATE”, com dois shows em São Paulo e um no Rio. A passagem por aqui foi marcada como a maior turnê de K-pop no país até então e também por momentos de lazer, relembrados por eles com muito carinho.
“Uma das minhas memórias favoritas é jogar bola com pessoas do Brasil na praia. Foi uma experiência tão divertida que ainda fica comigo, e se eu tiver a chance, adoraria jogarmos todos juntos de novo”, disse CHANGBIN em entrevista à capa digital da Billboard Brasil. “Mesmo sendo um trajeto longo, foi divertido ver todo mundo se divertindo jogando bola”, completa FELIX.
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Leia a entrevista completa com Stray Kids na Billboard Brasil
Billboard Brasil: Quando chegarem ao Brasil, há algo que vocês estejam especialmente ansiosos para viver ou algum lugar que realmente gostariam de visitar?
CHANGBIN: Uma das minhas lembranças favoritas é jogar bola com algumas pessoas do Brasil na praia [em 2025, durante a turnê “<dominATE>”. Foi uma experiência tão divertida que ficou marcada na minha memória e, se eu tiver a chance, adoraria que todos nós jogássemos juntos novamente.
FELIX: Eu adoraria visitar as praias onde fomos durante a nossa última turnê. Embora a viagem de carro tenha sido longa, foi divertido ver todo mundo se divertindo e brincando com uma bola de futebol.
O Rock in Rio deste ano conta com uma programação incrível de atrações principais ao lado do Stray Kids. Existe algum artista que vai se apresentar no festival que você sempre quis conhecer?
FELIX: Honestamente, não consigo escolher apenas um artista em particular. Cada artista tem sua própria identidade e energia, então estou animado para assistir a todas as apresentações. Acho que sempre há algo para aprender e que serve de inspiração quando vemos outros artistas no palco; por isso, estou muito ansioso para vivenciar o festival tanto como artista quanto como fã.
Para muitas pessoas, este festival pode ser a primeira oportunidade de ver o Stray Kids se apresentar ao vivo. Após a apresentação de vocês, o que esperam que o público leve dessa experiência? Que tipo de impressão ou lembrança esperam que eles guardem?
HYUNJIN: Espero que, após assistir à nossa apresentação, as pessoas pensem: “Os shows do Stray Kids são muito divertidos; com certeza quero voltar”. Vamos aprender com a paixão incrível do Brasil e continuar crescendo ainda mais como artistas.
LEE KNOW: Espero que as pessoas saiam pensando: “Foi incrível”. Também espero que isso desperte nelas a curiosidade de conferir mais das nossas apresentações e shows. Acima de tudo, espero que elas consigam sentir a nossa energia e levar um pouco dela consigo.

“RUN IT” tem uma energia que combina perfeitamente com estádios e festivais de música. O que inspirou vocês a criar essa faixa? Tem alguma letra ou verso favorito que se destaque para vocês?
BANG CHAN: Desde o início, quando criamos essa música, imaginamos milhares de pessoas cantando juntas; ela tem aquela vibe de Copa do Mundo [risos]. Meu verso favorito é, provavelmente, “RUN IT”. É simples, mas diz tudo o que a música tenta expressar.
Após tantos anos juntos, em que medida a identidade de vocês como indivíduos se funde com a identidade do grupo? É fácil separar as duas coisas?
HYUNJIN: Para mim, o grupo sempre vem em primeiro lugar. Eu sempre foco primeiro nas nossas atividades em grupo e, sempre que tenho tempo livre, dedico-o às coisas que quero melhorar ou desenvolver.

O Stray Kids está sempre explorando e apresentando uma grande variedade de gêneros musicais aos seus fãs. Se tivessem a oportunidade, vocês teriam interesse em colaborar com um artista brasileiro?
HAN: Se a oportunidade surgisse, eu adoraria criar música com muitos artistas diferentes. Espero ter mais chances de fazer isso daqui para frente. Quanto ao gênero, estou aberto a tudo. Como gosto de experimentar estilos diferentes, não me sinto preso a nenhum gênero em particular.
Depois de se apresentarem juntos como os oito integrantes do Stray Kids por tantos anos, o que significa para vocês dividir o palco como grupo?
BANG CHAN: Dividir o palco em oito pessoas continua sendo algo especial todas as vezes. Passamos muitos anos crescendo juntos e acho que construímos um nível de confiança em que podemos contar uns com os outros, sem nem precisar dizer uma palavra. Antes de cada apresentação, lembramos uns aos outros de aproveitar o momento, manter a segurança e garantir que todos saiam com memórias inesquecíveis.
Se pudessem voltar no tempo e dar um conselho ao Stray Kids de 2018, na época da estreia, o que diriam?
LEE KNOW: Se eu pudesse voltar aos dias da nossa estreia, diria a mim mesmo para nunca me acomodar e para continuar trabalhando duro.
Na trajetória de vocês, o que tiveram que deixar ir ou desaprender para crescer?
CHANGBIN: Em vez de focar nas coisas que tive que deixar ir ou abandonar, acredito que é mais importante manter a humildade, nunca me acomodar e ser sempre grato pelo que tenho. Esses são os dois valores que tento levar comigo todos os dias.

Vocês costumam ter conversas sinceras sobre seus sonhos e desejos?
HAN: Hoje em dia, todo mundo está tão ocupado que não passamos tanto tempo juntos quanto costumávamos. Mas, sempre que alguém tem um sonho que está buscando realizar ou algo que o preocupa, sempre arranjamos tempo para ouvir e ser sinceros uns com os outros.
Existe algum ritual ou hábito que vocês tenham antes de subir ao palco que ninguém de fora imagina?
SEUNGMIN: Normalmente, mantenho as coisas bem simples antes de um show. Faço uma refeição leve para não ficar muito cheio e depois passo um tempo aquecendo a voz antes de subir ao palco. Percebi que se apresentar de estômago cheio não é a melhor ideia.
I.N: Geralmente, gosto de ter um tempinho só para mim antes de subir ao palco. Isso me ajuda a limpar a mente, acalmar os nervos e manter o foco antes da apresentação.
Qual é a fórmula para conciliar não apenas seus objetivos e desejos pessoais, mas também as demandas da indústria?
SEUNGMIN: Na verdade, não vejo essas coisas como separadas. Eu simplesmente espero retribuir a todos que apreciam música, continuando a compartilhar canções que sejam significativas e sinceras. Independentemente das exigências da indústria ou dos desafios que surjam, acredito que o mais importante é manter a gratidão e nunca perder isso de vista.
Qual foi a barreira artística mais difícil que você teve de superar para chegar onde está agora?
I.N: Parando para pensar agora, não consigo apontar um momento específico em que senti ter atingido meu limite. Talvez já tenhamos superado desafios que nem sabíamos que representavam nossos limites. Só quero continuar evoluindo e me tornar um artista que está sempre indo além deles.

