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9 de Julho: conheça 9 artistas paulistas em destaque na música

Do rap ao sertanejo, nomes refletem a diversidade da cena de São Paulo

Revolução Constitucionalista de 1932 (Reprodução)

Revolução Constitucionalista de 1932 (Reprodução)

O feriado de 9 de julho marca a Revolução Constitucionalista de 1932, um dos episódios mais importantes da história de São Paulo. Além de relembrar o movimento que reivindicou uma nova Constituição para o Brasil, a data também evidencia a força cultural do estado, responsável por revelar artistas que ajudam a moldar a música brasileira em diferentes estilos.

Do rap ao sertanejo, passando por samba, funk, rock, MPB e música experimental, São Paulo segue como um dos principais polos criativos do país. A Billboard Brasil reuniu nove artistas e projetos que representam um pouco da diversidade da produção musical paulista contemporânea.

NandaTsunami

Criada na Zona Leste de São Paulo, NandaTsunami desponta como um dos nomes mais promissores da nova geração do rap brasileiro ao unir trap, funk mandela, pop e música eletrônica em uma identidade própria. Antes de investir na carreira musical, produzia joias para artistas da cena hip hop, como Ajulliacosta, até decidir transformar suas próprias vivências em música durante a pandemia. Em 2025, lançou o álbum de estreia “É Disso Que Eu Me Alimento”, consolidando a ascensão iniciada com a mixtape “Tsunami Season”. Com mais de 170 milhões de reproduções no Spotify, ela emplacou o hit “P.I.T.T.Y. (Parecendo Uma Cafetina)”, que ultrapassou 50 milhões de streams, e integra o line-up do Palco Supernova do Rock in Rio 2026.

Paola Ribeiro

Paola Ribeiro é uma das vozes mais instigantes da cena experimental paulistana. Artista, cantora, pesquisadora e educadora, desenvolve um trabalho que investiga as relações entre voz, corpo e escuta, transitando entre música, performance, poesia e artes visuais. Em 2025, lançou o álbum de estreia “Circus”, construído em parceria com músicos como Kiko Dinucci, Marcelo Cabral e Romulo Alexis. Com nove faixas que exploram música, ruído e silêncio, o disco evidencia uma pesquisa sonora sofisticada e a posiciona como um dos destaques da produção contemporânea de São Paulo. Ver o que Paola faz no palco com apenas sua voz e um microfone é impressionante.

Patrick Henrique

Patrick Henrique é um dos nomes em ascensão do samba e do pagode paulistano. Criado em uma família de músicos e formado na tradição da Vai-Vai, iniciou sua trajetória ainda criança na bateria mirim da escola de samba. Antes da carreira solo, atuou como percussionista de artistas como Paula Lima, Luciana Mello e Oswaldinho da Cuíca, além de integrar o grupo Sambalegria por cinco anos. Hoje, aposta em uma sonoridade que aproxima tradição e contemporaneidade, com lançamentos como “Deixa de Bafafá” e o projeto “Resenha do PH”, roda de samba gratuita que reúne milhares de pessoas nas ruas do Bixiga e se tornou um dos eventos mais populares do gênero em São Paulo.

Kaique & Felipe

Naturais de Cabreúva, no interior de São Paulo, os irmãos Kaique & Felipe se consolidaram como um dos principais nomes da nova geração do sertanejo. Antes de ganhar projeção como intérpretes, construíram carreira como compositores, assinando sucessos gravados por Henrique & Juliano, Luan Santana, Gusttavo Lima, Guilherme & Benuto, As Patroas e Diego & Victor Hugo. O reconhecimento nacional veio com o hit “Saveiro”, parceria com Luan Pereira. Em 2026, iniciaram uma nova fase com “Mente Sã”, ao lado de Luan Santana, faixa que abre o projeto audiovisual “Origens”, gravado na cidade onde cresceram.

Renan Inquérito

Renan Inquérito é um dos nomes mais respeitados do rap brasileiro contemporâneo. Rapper, poeta e educador nascido em Campinas (SP), construiu uma trajetória que aproxima hip hop, literatura e reflexão social ao longo de mais de duas décadas e dez álbuns. Em seu trabalho mais recente, “Tireoide” (2026), transforma o diagnóstico de câncer de tireoide em um relato intenso sobre vulnerabilidade, resistência e reconstrução. Gravado durante o tratamento, o disco acompanha o enfrentamento da doença até a recuperação, resultando em uma obra profundamente pessoal que reafirma a força da palavra, da música e da esperança como instrumentos de transformação.

Ottopapi

Ottopapi é o projeto solo do músico, designer e produtor cultural paulistano Otto Dardenne, um dos nomes da cena atual da Zona Oeste de São Paulo. Cofundador da Seloki Records e ex-integrante das bandas Goldenloki e Gumes, lançou em 2026 o álbum de estreia “Bala de Banana”, produzido ao lado de Chuck Hipolitho (Vespas Mandarinas e Forgotten Boys). Misturando indie rock, new wave, punk e pop alternativo, o disco transforma o cotidiano nobre paulistano em canções confessionais e bem-humoradas, com guitarras marcantes e referências que vão de The Velvet Underground a The Strokes e ao uruguaio Juan Wauters.

Tubo de Ensaio

A Tubo de Ensaio representa a nova geração do rock experimental paulistano. Formada em 2021 e consolidada com sua formação atual em 2024, a banda reúne seis músicos que transitam entre rock progressivo, psicodelia e indie, explorando instrumentações pouco convencionais e composições de caráter experimental. Influenciado por artistas como Mutantes, Pink Floyd, King Crimson, Radiohead e Frank Zappa, o grupo lançou o álbum de estreia “Endofloema” em 2025, e apresentou o single “Tristes Cadeiras” no ano seguinte, reforçando sua proposta de expandir os limites da música alternativa produzida em São Paulo.

Pedro Bienemann

Natural de Santo André, no ABC Paulista, Pedro Bienemann é multi-instrumentista, produtor musical e compositor. Ao longo de mais de uma década de carreira, colaborou com artistas como Jadsa, YMA, Giovani Cidreira, Banda Uó, Saulo Duarte, Glue Trip, Antonio Carlos & Jocafi e Jorge Du Peixe, além de integrar o duo 131 ao lado de Lumanzin. Em 2025, estreou em carreira solo com “Ondas de Choque e Calor”, álbum que reúne influências da MPB dos anos 1970 e 1980, bossa nova, rock, blues e psicodelia, consolidando seu nome entre as grandes promessas da música brasileira contemporânea.

DJ Japa NK

Fechando a lista, DJ Japa NK é um dos produtores mais importantes da nova geração do funk brasileiro. Natural de São Paulo e criado entre Taboão da Serra, Amargosa (Bahia) e o Capão Redondo, trabalhou como ajudante de pedreiro antes de transformar a música em profissão. Em 2025, alcançou o topo do Spotify com “Posso Até Não te Dar Flores”, sucesso que permaneceu por 16 semanas como a música mais ouvida do Brasil. Também assina hits como “Amo Minha Favela”, “Gauchinha”, “Carnívoro” e “SET DO JAPA NK 2.0”. Com os álbuns “É o Japa NK Né Bebê” (2024) e “Beat que Te Deixa Alerta” (2025), tornou-se um dos principais responsáveis por renovar a sonoridade do funk nacional.