NAZE estreia no K-pop com álbum sobre viver o presente sem julgamentos
Em entrevista à Billboard Brasil, o septeto multinacional fala sobre projeto

NAZE (C9 Entertainment)
O grupo de K-pop NAZE, formado por sete integrantes de diferentes nacionalidades, conversou com a Billboard Brasil sobre o álbum de estreia, que reúne as faixas “People Talk” e “Awesome” em uma proposta centrada em viver o presente sem se prender à opinião alheia.
Segundo YOUNKI, o disco não trata de “grandes sonhos ou histórias fantasiosas”, mas sim da vivência do grupo neste “momento presente”. Já ATO destacou a dificuldade de manter o foco na felicidade em meio às pressões do dia a dia: “É tão fácil perder de vista a felicidade no momento presente hoje em dia, porque estamos todos muito preocupados com o futuro ou presos ao que os outros pensam.”
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Questionados sobre qual música capta melhor a essência do NAZE, os integrantes se dividiram. Para TURN, é a faixa-título “People Talk”, que traz o verso “vamos em frente sem barreiras” — uma expressão usada pelo próprio grupo no cotidiano. Já KAISEI escolheu “Seoul”, que fala sobre o momento em que um lugar desconhecido passa a parecer um lar: “Nós sete nascemos e crescemos em lugares diferentes, mas agora estamos todos reunidos em um só lugar.”
Com integrantes vindos de diferentes países, o NAZE também comentou os desafios de comunicação no início do grupo. TURN afirmou que as barreiras linguísticas e culturais deram lugar a uma conexão mais profunda: “Passamos a nos conectar mais por meio de sentimentos do que de palavras e, agora, somos como verdadeiros irmãos e amigos.”
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Leia a entrevista com o NAZE
Billboard Brasil: O álbum captura “o momento presente” da vida de vocês. Quão importante é, para vocês, aproveitar o presente e tentar evitar a ansiedade em relação ao futuro e o peso do passado?
YOUNKI: Nosso álbum de estreia não trata de grandes sonhos ou histórias fantasiosas. Em vez disso, ele captura a vivência do NAZE enquanto atravessamos esse “momento presente”. Acredito que aproveitar o agora pode ser fácil para alguns e difícil para outros. É por isso que nossa faixa de estreia, “People Talk”, traz a mensagem de que somos felizes independentemente do que os outros digam, oferecendo também uma sensação de conforto e incentivo, na esperança de que todos que vivem neste momento encontrem sua própria felicidade.
ATO: Acho que aproveitar o presente é importante não só para mim, mas para todos que estão vivendo “este momento”. É tão fácil perder de vista a felicidade no momento presente hoje em dia, porque estamos todos muito preocupados com o futuro ou presos ao que os outros pensam. Por isso, espero que as pessoas possam curtir nossa música com leveza e alegria, com a mentalidade de “estou feliz neste momento!”, pelo menos enquanto ouvem nossas faixas. Espero que nossos ouvintes consigam deixar de lado todos os pensamentos complicados e aproveitar este momento conosco.
Qual faixa vocês acham que representa o NAZE da maneira mais autêntica e por quê?
TURN: Para mim, acho que é definitivamente a nossa faixa-título, “People Talk”. Por ser a faixa-título, acredito que ela captura da melhor forma a mensagem que queremos transmitir. Há um verso específico na letra – “Vamos em frente sem barreiras” – que é, na verdade, uma expressão que nós, integrantes, usamos o tempo todo. Assim como esse verso nos representa e reflete os momentos que vivenciamos, essa música transmite nossa energia com total autenticidade.
KAISEI: Para mim, é “Seoul”. É uma música que fala sobre aquele momento em que um lugar, antes estranho, começa a parecer um lar. Nós sete nascemos e crescemos em lugares diferentes, mas agora estamos todos reunidos em um só lugar; acho que essa música mostra o nosso lado mais autêntico e natural.

“People Talk” fala sobre escolher a felicidade, independentemente do que os outros dizem. Houve algum momento específico durante o período de pré-estreia em que isso pareceu mais difícil do que soa?
DOHYEOK: Pessoalmente, consegui me conectar mais com a mensagem por trás da música. Nossa agenda de pré-estreia estava cheia por causa da série, mas eu fiquei genuinamente feliz durante todo esse processo. Claro, houve momentos de cansaço físico, mas, de alguma forma, sempre que eu subia no palco e encontrava os fãs, eu me sentia muito feliz. Alguns poderiam pensar: “Isso não é exaustivo?”, mas eu sabia que estava fazendo algo que amava; por isso, o cansaço e a opinião dos outros nunca me afetaram de verdade.
YUYA: Desde a época de trainee até a estreia agora, sempre disse a mim mesmo para dar o meu melhor em cada momento. Houve vezes em que fiquei ansioso por não ver resultados ainda, mas me apeguei à ideia de evoluir um passo além de onde eu estava no dia anterior. Especialmente durante o período de pré-estreia – já que era a primeira vez que eu me apresentava ao público –, lembro-me de me dedicar profundamente até aos mínimos detalhes em todas as áreas, não apenas na atuação. Enfrentei momentos difíceis, mas segui em frente lembrando a mim mesmo de que estava vivendo a fase mais feliz da minha vida, sem deixar que a opinião de ninguém abalasse isso.
“Awesome” fala sobre coragem e autoconfiança. Qual foi o momento mais recente em que um de vocês realmente precisou se esforçar para ser corajoso?
KIMKUN: Pessoalmente, identifico-me muito com a mensagem de “Awesome”. É uma música sobre aqueles momentos em que precisamos acreditar em nós mesmos e ter coragem. A vida real exige muito isso, então tentei manter a confiança e a coragem comigo durante todas as etapas da nossa estreia. Especialmente durante a preparação deste álbum de estreia e a divulgação, houve muitos momentos que realmente exigiram muito de mim fisicamente. Mas, mesmo com a agenda lotada, eu pensava no verso de “Awesome” que diz “vamos simplesmente fazer isso” e encontrava coragem para confiar em mim mesmo e dar mais um passo à frente.
Com sete integrantes de diferentes nacionalidades, como funciona a comunicação no dia a dia?
TURN: No início, enfrentamos alguns desafios devido às barreiras linguísticas e às diferenças culturais. Mas, ao conviver e trabalhar em equipe, passamos a nos conectar mais por meio de sentimentos do que de palavras e, agora, somos como verdadeiros irmãos e amigos. Houve momentos difíceis, é claro, mas também momentos divertidos — e, sem dúvida, os momentos divertidos foram maioria. Também temos preferências e opiniões variadas sobre música e dança, mas, em vez de transformar isso em conflito, criamos uma nova sinergia: conversamos abertamente e encontramos, juntos, o melhor caminho a seguir.
KAISEI: Quando cheguei à Coreia, tudo era culturalmente muito diferente, e eu me preocupava bastante sobre como me adaptaria à vida aqui. Mas, ao conhecer os outros integrantes, senti que todos realmente tentavam suprir as necessidades uns dos outros; foi assim que naturalmente nos aproximamos e passamos a nos comunicar bem. Claro, continuo estudando coreano com dedicação e sou muito grato por ter a ajuda dos meus colegas ao meu lado.

Antes da estreia oficial, vocês participaram do drama “DREAM STAGE”. O que essa experiência ensinou ao grupo antes do lançamento de músicas?
YUYA: Ficamos muito gratos por poder realizar atividades antes da estreia. Foi a minha primeira vez atuando, então eu estava muito nervoso, mas, com tanto apoio dos diretores e dos veteranos no Japão, adquiri muita experiência durante as filmagens. Além disso, ter fãs antes mesmo de estrearmos significou muito para mim. Isso me inspirou a trabalhar ainda mais duro como artista de K-pop.
O álbum fala sobre viver o presente com honestidade, mas, artisticamente, onde vocês querem estar daqui a cinco anos?
YOUNKI: Daqui a cinco anos, quero ser um artista que evoluiu musicalmente. Não apenas alguém que canta e dança bem, mas alguém que realmente sabe fazer uma bela apresentação no palco. Acredito que o que emociona o público é aproveitar o palco e ter uma aura única. Quero passar os próximos cinco anos adquirindo diversas experiências de palco e aprofundando a minha própria identidade artística.
ATO: Espero que o NAZE mantenha a mesma química entre os membros e continue mostrando nossa essência natural, assim como fazemos agora. Acredito que nossa melhor sinergia surge quando somos nós mesmos, de forma natural. Mesmo após cinco anos, quero que mantenhamos nossa identidade e conexão, comunicando-nos bem com nossos fãs. Continuaremos sendo um grupo cativante, fazendo com que a essência única e natural do NAZE se torne nosso maior diferencial.
Vocês conhecem alguma música ou artista brasileiro?
KIMKUN: Samba e bossa nova são as primeiras coisas que me vêm à mente quando penso no Brasil. Para ser sincero, ainda não conheço músicas ou artistas brasileiros específicos, mas adoro a paixão e o charme característicos da música brasileira.
YOUNKI: Também adoro a paixão e a vibe descontraída da música brasileira, então gostaria muito de descobrir mais músicas e artistas. Fãs do Brasil, por favor, compartilhem suas recomendações!
Podem deixar uma mensagem para os fãs no Brasil?
DOHEYOK: Aos nossos fãs brasileiros que nos enviam tanta energia positiva de tão longe: estamos muito ansiosos para conhecê-los!
TURN: A todos os nossos fãs brasileiros que apoiam o NAZE! Vamos nos apresentar no Brasil um dia, e esperamos encontrar vocês lá e nos divertir muito juntos! Vamos nessa!
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