Setlist do Black Pantera no Allianz: veja o que esperar

Black Pantera (Thiago Henrique/Divulgação)
O trio mineiro Black Pantera sobe ao palco do Allianz Parque, em São Paulo, neste sábado (16) como o ato de abertura do aguardado show do Korn. A banda de Uberaba inicia os trabalhos na arena paulistana às 17h45, dando o tom de uma noite dedicada ao peso e à diversidade no metal. O público que chegar cedo encontrará uma das performances mais enérgicas e politizadas do rock nacional contemporâneo.
Charles Gama (guitarra e vocal), Chaene da Gama (baixo e vocal) e Rodrigo Pancho (bateria e percussão) dominam o palco com movimentação constante e pulos sincronizados. A interação com a plateia é um pilar fundamental da apresentação, transformando o show em um manifesto contra o racismo e a violência estrutural.
Realizado pela 30e, o pequeno “festival do Korn” está com ingressos esgotados. No entanto, ainda é possível garantir acesso à pista premium, open food e open drink com pacotes do Backstage Mirante.
O que esperar do show do Black Pantera
Um dos momentos mais aguardados do set nacional é a tradicional “Roda das Minas”, que ocorre durante a execução da faixa “Cola”. O grupo interrompe o fluxo comum para incentivar um mosh pit exclusivo para mulheres, visando garantir um espaço seguro e protagonista. Essa iniciativa reforça o compromisso da banda com a inclusão e o respeito coletivo dentro da cena pesada.
Provável setlist do Black Pantera
- “Padrão é o Caralho”
- “Provérbios”
- “Legado”
- “Candeia”
- “Mosha”
- “Perpétuo”
- “Fogo nos Racistas”
- “Tradução”
- “Fudeu”
- “Cola”
- “Boto pra Fuder”
- “Revolução é o Caos”
O repertório foca nos sucessos dos álbuns “Ascensão” e “Perpétuo”, discos que elevaram o grupo ao topo das paradas do gênero no Brasil. A canção “Fogo nos Racistas” funciona como o grande hino da noite, gerando o momento de maior catarse coletiva. O encerramento com “Revolução é o Caos” sintetiza a proposta estética e ideológica que o trio defende em sua vitoriosa trajetória.
+Leia mais – Korn em São Paulo: o que esperar do show e provável setlist
Leia a entrevista do Black Pantera à Billboard Brasil
Qual é a expectativa para o show do Korn?
Charles: Expectativas maravilhosas, realização de um sonho, tocar em um estádio, em um horário bacana, com uma banda que a gente adora, o Korn é super referência para a gente. Então, aquele nervosismo gostosinho que dá, né?
Pancho: A gente tinha uma banda, que a gente tocava alguns covers e as músicas do Korn estavam nessa nesse repertório. Então, poder tocar no mesmo palco que eles vai ser, sim, a realização de um sonho.
O Korn é uma referência?
Pancho: Bastante. Tanto no estilo de música, quanto na estética também, né, os dreads…
Como nasceu a “roda das minas”?
Pancho: Teve uma vez que eu vi um show do Devotos no Marco Zero, em Recife, aí vi o Cannibal chamando as minas ali, né, para fazer um mosh só de meninas. Aí eu chamei os meninos para ver, né? Eu falei: “Gente, olha isso aqui, cara. Olha que que incrível, né?” E no nosso show sempre teve muita adesão das meninas, né? Então, a gente falou: “Cara, vamos começar a fazer isso, meu, porque é muito legal. Abriu nossos olhos. A gente falou: “Cara, a gente precisa fazer isso também, porque ó o tanto de mina que que tá ali de fora ali, às vezes com medo de tomar um socão ali e vai se sentir mais confortável. E para a gente isso é a inclusão, né? Todo mundo se sentir bem no nosso show. Então, a gente começou a fazer e no primeiro já deu muito certo. E aí a gente não parou mais. Então, através de uma grande referência de banda que é o Devotos.
Só fazendo um parênteses aqui, o show de vocês é um show confortável para as meninas entrarem na roda mesmo na roda de homens. Como vocês se sentem em relação a isso?
Chaene: É verdade. A gente já vem construindo essa questão há muito tempo, então até os caras que já vão, eles já sabem. Então eles mesmo na hora do cordão, eles já fazem aquele cordão, eles mesmos já separam, às vezes um ou outro entra, eles falam: “Não, mano, eles já puxam, não, aqui agora são as meninas”. Mas as meninas também, às vezes, no geral, elas se sentem confortável e as meninas, as pessoas trans, as pessoas LGBTI…
Pancho: Criança, né? É, até a gente vê. Emocionante. Quando é um show público assim numa praça, no SESC, a gente vê crianças no mosh. Então é um show muito democrático. É para todo mundo. É isso, existe a roda das minas, mas as minas são bem-vindas em todas as rodas. A gente sempre frisa isso, né? Todo mundo é bem-vindo qualquer momento do show. Cuidem uns dos outros.
Veja os horários do Korn no Allianz
- Abertura dos portões: 16h00
- Black Pantera: 17h45
- Seven Hours After Violet (SHAV): 18h45
- Spiritbox: 20h00
- Korn: 21h30
Ouça “Tradução”, de Black Pantera
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