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Gloria Groove celebra 10 anos de carreira: ‘Sonhos da minha criança’

Cantora relembra trajetória, era Lady Leste e planos para a próxima década

Glória Groove (Divulgação)

Glória Groove (Divulgação)

De um sonho que começou ainda na infância aos maiores palcos do país, Gloria Groove completa dez anos de carreira e transforma autenticidade, talento e versatilidade em uma trajetória que já rendeu hits marcantes, turnês internacionais e projetos consolidados como parte relevante do pop brasileiro contemporâneo.

Em entrevista ao Gshow, a cantora relembrou a última década e admitiu que nem ela mesma imaginava a rapidez com que o próprio trabalho se desenvolveria.

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“Jamais imaginei que, com menos de 10 anos de carreira, já teria feito três turnês pela Europa, por exemplo”, contou.

Ainda assim, ela reconheceu que sempre acreditou nesse tipo de sucesso: “Sempre projetei muito esse sucesso. Uma parte de mim sempre acreditou que seria possível. Sinto que a confirmação veio de 2018 em diante, depois daquele verão com ‘Bumbum de Ouro’.”

Entre tantos projetos, Gloria Groove não hesitou em apontar o divisor de águas de sua trajetória: a era Lady Leste.

“Sinto que em 2021 e 2022 eu consegui imprimir ainda mais as minhas origens na música, e o resultado foi um momento de muita criatividade, identificação e um álbum que vai ficar pra sempre na história do pop brasileiro”, afirmou.

Segundo ela, o projeto também foi o mais desafiador de sua carreira até hoje.

“Um álbum completo multiestilos, mais de 10 visuais numa estética cinematográfica, duas turnês pelo Brasil e mundo, fora os dois programas de TV que apresentei no mesmo ano… Ali eu ralei, viu?”, brincou.

Antes da fama, Daniel Garcia, nome de batismo por trás da personagem Gloria Groove, já acumulava experiências no universo artístico que se mostrariam fundamentais para sustentar a versatilidade da carreira que seguiria.

“Ter um repertório musical vasto, facilidade com outros idiomas, presença cênica, noção técnica e prática de produção vocal. Devo tudo isso à minha vivência em espaços como os concursos de calouros, as gigs como backing vocal, os estúdios de dublagem e o teatro musical”, disse.

“Hoje, sinto como se todas essas funções viessem me preparando para viver a complexidade da minha carreira como GG.”

Ao longo dos dez anos, Gloria Groove transitou com naturalidade entre rap, R&B, pop, pagode e outros estilos, sempre priorizando a liberdade artística acima das expectativas do mercado.

Gloria Groove e seu padrinho Belo na gravação do 'Serenata da
Gloria Groove e seu padrinho Belo na gravação do ‘Serenata da GG’ (Steff Lima/Divulgação)

“Procuro sempre focar no que mais faz sentido para o meu amadurecimento pessoal. O sucesso é passageiro e as canções ficam aí, então me mantenho em busca sempre do que mais me apaixona”.

Sobre eventuais pressões da indústria, a cantora afirmou ter encontrado respaldo dentro da própria equipe e associou esse tipo de desafio muito mais à relação com o público.

“Tive a sorte de viver estes 10 anos num ambiente empresarial muito acolhedor e cheio de fé no meu potencial. Acabo associando este tipo de pressão muito mais ao público, que às vezes se mostra um pouco apegado a uma determinada fase. Defendo muito o direito do artista de se reinventar e experimentar.”

A relação próxima com os fãs também esteve entre os momentos mais marcantes destacados pela artista, que contou ao Gshow se emocionar ao descobrir o impacto de seu trabalho na vida das pessoas.

“Sempre me emociono com as histórias de quem encontrou um amor ou se reconciliou com a família através do meu trabalho. Me sinto fazendo parte da vida dessas pessoas de uma forma muito especial”, disse.

Reconhecida como referência para artistas e público LGBTQIAPN+, ela encara essa responsabilidade como incentivo criativo.

“Ser referência na verdade só tem me ajudado a criar com cada vez mais paixão. É sobre entender que a sua liberdade é capaz de encorajar a liberdade de toda uma geração.”

Para os próximos capítulos, Gloria Groove projeta continuar dedicada à música e à conexão com o público ao redor do mundo.

“Espero continuar dentro do estúdio fazendo música, o que mais amo fazer. Espero me comunicar com o mundo todo através da minha arte, pois acredito que a música desconhece barreiras. Sobretudo, espero seguir realizando todos os sonhos da minha criança interior!”, declarou.

Entre os sonhos ainda não realizados, a artista destacou o desejo de colaborar diretamente com duas de suas maiores referências.

“O maior deles seria um dia trabalhar e aprender diretamente com as minhas grandes referências, como Beyoncé e Lady Gaga“.

Se os últimos dez anos virassem um documentário, o título já estaria escolhido pela própria artista: “Da Leste Pro Mundo: Uma Década Gloriosa”.

E, a julgar pelos planos que traça para o futuro, a próxima década deve seguir levando a potência da Zona Leste de São Paulo para cada vez mais lugares do mundo.

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