Viradouro busca bi com enredo afro-indígena e tecnologia na comissão de frente
Escola de Niterói desfilou com chapéus voadores e efeitos impactantes

Desfile da Viradouro no Carnaval 2025 (Reuters)
Atual campeã da Sapucaí, a Unidos do Viradouro desfilou no primeiro dia do Grupo Especial de 2025 do Carnaval do Rio com o enredo “Malunguinho: o Mensageiro de Três Mundos”, assinado pelo carnavalesco Tarcísio Zanon.
Em busca do bicampeonato consecutivo, a escola de Niterói mergulhou na trajetória do líder quilombola João Batista, conhecido como Malunguinho, figura de resistência do século XIX no Quilombo do Catucá, em Pernambuco.
A proposta buscou conectar a história de Malunguinho à espiritualidade da jurema sagrada, explorando elementos místicos e culturais das religiões afro-indígenas.
A comissão de frente protagonizou um dos momentos mais aplaudidos do desfile. Com o título “Sobô Nirê Mafá”, a ala utilizou drones para fazer chapéus levitarem, simbolizando o transe de Malunguinho ao entrar em contato com os encantados da mata.

O efeito foi combinado a um tripé que misturava fogo real e cenográfico, representando a batalha espiritual entre Malunguinho e seus algozes.
Por conta disso, o elemento cenográfico precisou ser liberado pelo Corpo de Bombeiros, que exigiu uma distância de segurança entre ele e o casal de mestre-sala e porta-bandeira.
As alegorias e fantasias valorizaram a força dos caboclos e mestres juremeiros. O samba-enredo, interpretado por Wander Pires, teve bom desempenho e funcionou na avenida.
No entanto, problemas de evolução no final da apresentação podem comprometer a nota da escola na apuração.

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