‘Vão lembrar de mim pra sempre’, diz Oruam sobre lei que carrega seu nome
Rapper falou sobre 'Lei Anti-Oruam' em entrevista e ensaio para a Dazed

Oruam na capa da Dazed (Pedro Napolinário)
“Tem um projeto de lei com o meu nome, então sou muito famoso. Eles vão se lembrar de mim para sempre”, disse Oruam em entrevista à Dazed, revista londrina de cultura e lifestyle, ao comentar a “Lei Anti-Oruam”. A declaração surge poucos dias depois de Poze do Rodo ser preso no Rio de Janeiro por associação e apologia ao tráfico de drogas.
Filho de Marcinho VP, o dono de “22 Meu Vulgo” comentou a relação com a prisão do pai (“Eu chorava todos os dias naquela época”, diz o rapper) e como a mãe o ajudou na caminhada para se tornar um dos maiores artistas do país (“Quando mostrei meus primeiros poemas a ela, ela me disse que eu era muito bom nisso, e todos que os liam acabavam chorando. Se você recebe esse tipo de reação, isso é arte.”).
Maior alvo da extrema-direita no Brasil, o rapper é uma espécie de anti-herói no trap nacional. “Não consigo descrever esse sentimento, é como se eu tivesse que ser um herói”, diz ao repórter Felipe Maia. “Na verdade, eu sou um anti-herói”, ele remenda.
Lei Anti-Oruam
Parlamentares de diferentes esferas governamentais, incluindo vereadores de 12 capitais, deputados estaduais, federais e um senador, propuseram projetos de lei com o objetivo de vetar apresentações de artistas que promovam a apologia ao consumo de drogas e ao crime organizado em eventos financiados pelo poder público.
A proposta, chamada de “PL anti-Oruam”, faz referência ao rapper carioca, filho de Marcinho VP, líder do Comando Vermelho, preso em 1996, foragido e recapturado em 2000.
Rappers e funkeiros têm sido apontados como os principais alvos dessa iniciativa. O movimento ganhou força após a vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) apresentar um projeto de lei na Câmara Municipal de São Paulo. Medidas semelhantes já foram apresentadas em pelo menos 12 capitais, sendo a maioria de autoria de vereadores do União Brasil e do PL. Além de São Paulo, projetos foram protocolados em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campo Grande, Fortaleza, Curitiba, Vitória, João Pessoa, Porto Alegre, Cuiabá, Porto Velho e Natal.
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