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Felipe Vassão fala sobre IA, produção musical e mercado no ‘Cabos e Cases’

Produtor inteligência artificial, fraudes no streaming e seu processo criativo

Felipe Vassão no 'Cabos e Cases'

Felipe Vassão no 'Cabos e Cases' (Billboard Brasil)

O produtor musical Felipe Vassão foi o convidado do podcast “Cabos e Cases”, da Billboard Brasil no Rio2C, e falou sobre o uso de inteligência artificial na música, os bastidores de seu trabalho com artistas como Emicida, Jota.pê e Chitãozinho e Xororó, e os riscos de fraude que a tecnologia tem trazido ao streaming.

Felipe Vassão foi direto ao criticar o uso da IA generativa como ferramenta criativa. “Até agora eu não vi uma pessoa defendendo a IA generativa falando algum benefício que seja realmente criativo. É sempre um benefício financeiro… você consegue produzir mais por menos. Isso não é uma vantagem criativa.”

Segundo ele, seu próprio interesse pela tecnologia nasceu de uma motivação financeira, ao produzir trilhas para publicidade que, segundo ele, “se mimetizaram” ao longo dos anos.

“Eu cansei de copiar Coldplay, Katy Perry, Anitta, Bonde do Sistema… o meu interesse nisso não veio de eu querer uma ferramenta criativa, é uma ferramenta financeira.”

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Assista ao ‘Cabos e Cases’ com Felipe Vassão

Apesar da crítica, o produtor reconhece usos legítimos da tecnologia como forma de autoexpressão, citando o caso de um artista coreano surdo que utiliza IA para compor.

“Pra ele aquilo quer dizer algo. Como autoexpressão, eu acho que super vale.” Já entre as ferramentas que utiliza no dia a dia, destacou o Moises — startup brasileira da qual é hoje embaixador da marca — usada para separar faixas de áudio e reconstruir gravações amadoras em produções profissionais.

Ao comentar sua abordagem como produtor, Felipe Vassão destacou a importância de preservar a essência do artista, citando o processo de produção do cantor Jota.pê.

“Eu simplesmente ajeitei o microfone e falei: ‘Cara, seja você, eu quero você. Eu não quero transformar você em outra pessoa.’ O papel do produtor é basicamente isso.” Segundo ele, a equipe chegou a descartar uma versão mais elaborada da canção para preservar sua simplicidade original.