Preta Gil: terceiro episódio de ‘Meu Nome é Preta’ estreia no Globoplay
Série destaca ativismo, Carnaval e relações da cantora

Preta Gil em publicação nas redes sociais (Reprodução/Instagram)
O terceiro episódio de Preta Gil em “Meu Nome é Preta” chega ao Globoplay nesta segunda-feira (3). O capítulo acompanha uma fase marcante da trajetória da cantora, mostrando como sua atuação artística se consolidou ao lado do ativismo em defesa das mulheres, da população LGBTQIA+ e do orgulho negro.
A produção também revisita momentos importantes da carreira da artista, como o sucesso da festa “Noite Preta”, o crescimento do “Bloco da Preta” no Carnaval do Rio de Janeiro e a construção de uma relação próxima com seu público. O episódio reúne depoimentos de familiares, amigos e parceiros que acompanharam sua trajetória.
Episódio destaca ativismo e legado de Preta Gil
Após abordar as origens familiares e o início da carreira nos capítulos anteriores, a série concentra o novo episódio na personalidade expansiva e na atuação pública da cantora. A narrativa mostra como sua postura sem filtros abriu espaço para debates sobre representatividade e diversidade, mas também a colocou no centro de críticas e julgamentos.
Entre os convidados estão Ivete Sangalo, Thiaguinho, Hugo Gloss, Regina Casé, DJ Zé Pedro e Tia Má, que compartilham lembranças sobre a artista.
A atriz Carolina Dieckmann relembra o impacto que os comentários públicos tinham sobre a amiga. “A Preta sentia as coisas que falavam dela. Ela queria ser amada e compreendida, mas sempre dava um jeito de responder. Não era uma coisa que não a afetava”, afirma.
+Leia mais: Preta Gil e sua eterna soberania de existir
‘Noite Preta’ e o fenômeno do Carnaval
O documentário recupera a temporada de apresentações da “Noite Preta”, realizada na casa The Week, no Rio de Janeiro. O projeto ajudou a formar uma comunidade de fãs e fortaleceu amizades que permaneceram ao lado da cantora até o fim da vida, como Gominho, Jude Paulla e Duh Marinho.
O episódio também mostra a influência de Preta na projeção de novos artistas, destacando o apoio dado no início da carreira de Ludmilla e Pabllo Vittar.
Outro destaque é a trajetória do “Bloco da Preta”, que se transformou em um dos maiores fenômenos do Carnaval carioca. “Eram famílias, senhoras, senhores e crianças, o bloco dela era isso. É muito doido parar para pensar que ela saiu desse lugar super nichado e virou o que ela virou”, relembra Gominho.
Para a diretora Mini Kerti, o Carnaval sintetizava a forma como a cantora enxergava o mundo. “O Carnaval é esse lugar da mistura, da confusão das diferenças, da ausência de barreiras. A música e a rua reúnem todo tipo de gente, todos os gêneros de música. A Preta da ‘Noite Preta’ era uma mestre de cerimônias de um público que ia ali celebrar a vida em toda a sua plenitude”, diz.
Série chega ao último episódio no aniversário da cantora
Descrita pela família como uma pessoa “passional”, Preta também é retratada como alguém que vivia intensamente suas relações pessoais. A produtora Luisa Barbosa destaca a coerência entre a figura pública e a vida privada da artista.
“O que mais surpreende é a coerência radical entre a pessoa pública e a privada. Aquela personalidade expansiva e generosa era exatamente quem ela era na intimidade, alguém que vivia de peito aberto”, afirma.
Dirigida por Mini Kerti e produzida pela Conspiração, “Meu Nome é Preta” terá seu quarto e último episódio disponibilizado no próximo sábado (8), data em que Preta Gil completaria mais um aniversário. O primeiro episódio permanece disponível gratuitamente para não assinantes do Globoplay.
Ouça Preta Gil
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