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Saiba o motivo da preferência do público pelos palcos gigantes no Só Track Boa 2026

NSD é um dos favoritos dos fãs de música eletrônica

Só Track Boa 2026

Só Track Boa 2026

Conferir os sets em palcos de tamanho gigantesco e com diversos efeitos pirotécnicos, além de luzes e lasers de última geração, é quase unanimidade para o público que frequenta as grandes pistas. Para a maioria das pessoas que conversou com a Billboard Brasil durante o Só Track Boa, a imponência visual é o que realmente dita o ritmo da experiência, mostrando que a grandiosidade das estruturas impactantes nos festivais é um dos combustíveis principais para a fritação perfeita.

O Só Track Boa aconteceu nesta sexta-feira (5) e sábado (6) no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo. Mesmo com um frio intenso, o festival encontrou a atmosfera certa para aquecer as 80 mil pessoas que passaram por quatro palcos de diferentes tamanhos.

Fernando Nunes, 37, contou que gosta de grandes palcos e que é fácil se apaixonar por eles. “Eu gosto no palco maior, acho que o som é mais alto, tem as luzes, quando solta os fogos é bem bonito e aí você fica meio apaixonado assim pelo palco, pelas luzes, então eu prefiro o maior.”

O coordenador de inteligência artificial vestia uma fantasia da personagem Stitch, do filme “Lilo e Stitch”, e também garantiu que o look faz parte da diversão do festival. “É claro que eu penso no look. Minha amiga que está lá no front nos esperando, ela está vestida de girafa hoje, então a gente já veio fantasiado, mas um mês antes a gente já estava pensando como que ia. O look é uma coisa essencial pra vir pra festa, né?”

Ele contou que a apresentação do Artbat na sexta-feira no palco NSD “foi memorável e que ainda vai lembrar por muito tempo de como foi o set”. Mas além de curtir o som dos DJs, ele conta que para ser inesquecível é preciso estar com as companhias certas.

“É o que a gente fala, né? Quem faz a festa somos nós. Então, se está com a galera maravilhosa, o show vai ser maravilhoso. Se você está com uma galera meio pra baixo, vai ser mais chato. E a galera está super animada. Ontem viemos em 30 pessoas, hoje veio um pouquinho menos, mas a gente está muito feliz”.

Fernando Nunes no Só Track Boa 2026
Fernando Nunes no Só Track Boa 2026

Bruno Dabelo, 28, concorda que estar com quem se ama transforma a experiência. “As companhias tornam as ocasiões experiências incríveis, né, então os amigos, o meu amor, então a dinâmica fica completamente diferente. Claro que é sempre bom um mainstage, mas também sempre acompanhado de uma boa companhia, incrível.”

Ele foi ao Só Track Boa para comemorar os três anos de relacionamento com o namorado, Felipe Leonardo, 31, que explicou o que é preciso para o DJ criar uma apresentação memorável:

“Acho que ele primeiro tem que entender como o que o público dele está se sentindo e conduzindo ali. Acho que ele não pode perder a condução e perder as velocidades, as ondulações do público, porque é isso que vai fazer com que o público fique ali com ele. E os DJs daqui têm conseguido fazer isso muito bem. Com certeza.”

O biólogo explicou que o seu palco favorito é o NSD e que, no geral, gosta de acompanhar as megaestruturas, mas que os palcos mais intimistas também têm seu charme.

“Eu acho que nos palcos maiores a estrutura é sensacional, eles são muito bem elaborados, a dinâmica dos fogos, tudo, o DJ está muito conectado com a pista geralmente, mas os menores também, eu acho que tem sua energia, tem a sua dinâmica, tem sua pesquisa, isso é muito, muito divertido, mas os maiores nos chamam mais a atenção.”

Ele contou o que achou da edição do festival em 2026: “É sensacional. É muito bem elaborado, por exemplo, se você observar a estrutura, é uma estrutura bastante industrial, se você observar o festival no todo, ele é muito bem conectado, isso é incrível. E aí você consegue se dividir entre os palcos sem perder qualidade, mas o Main Stage é sempre o Main Stage.”

Felipe Leonardo e Bruno Dabelo no Só Track Boa 2026
Felipe Leonardo e Bruno Dabelo no Só Track Boa 2026

Geize Ernandes, 26, veio de Cuiabá, no Mato Grosso, justamente para conferir de perto o Só Track Boa e realizar o sonho de assistir ao Vintage Culture. Ela contou que nunca foi ao festival nem a uma apresentação do DJ e produtor, então resolveu vir com um amigo para São Paulo e assistir ao ídolo de pertinho.

“O meu sonho era ir a um show do Vintage, eu nunca tinha ido, então aproveitei e vim pro Só Track Boa. Na sexta-feira (5) eu fiquei perto do front e no sábado (6) novamente”.

O anfitrião se apresentou no palco NSD em uma megaestrutura. A servidora pública garantiu que é exatamente o seu espaço favorito do festival. “Eu prefiro os palcos maiores, porque eu gosto da galera, eu gosto das luzes, dos efeitos, eu acho que dá uma experiência bem bacana”, contou.

Geize Ernandes no Só Track Boa 2026
Geize Ernandes no Só Track Boa 2026

O casal Gisele Rodrigues, 25, e Vinicius Lima, 24, também veio de longe para o festival. Moradores de Minas Gerais, eles descobriram juntos o amor pela música eletrônica e garantiram que o Só Track Boa é um dos festivais mais comentados, e que não pretendem parar de viajar para frequentá-lo.

Eles disseram que não era possível escolher entre um palco maior ou um mais intimista, porque curtem os dois espaços e, principalmente, várias vertentes de música eletrônica.

“A gente estava ali agora no Organic e estava maravilhoso. Agora vamos dar uma passada no Oca. Então é difícil escolher, porque nós ouvimos música eletrônica quase o dia inteiro, então pode ser qualquer DJ, mas saberemos aproveitar porque estamos na companhia um do outro”, contam.

Eles revelaram que preferem ir ao festival em dupla, porque assim podem passear pelos palcos sem o compromisso de assistir a uma lista feita por amigos, por exemplo, e não precisam ficar em espaços que não estejam na mesma vibe.

Gisele Rodrigues e Vinicius Lima no Só Track Boa 2026
Gisele Rodrigues e Vinicius Lima no Só Track Boa 2026

No fim das contas, a pirotecnia e os lasers dos palcos gigantes funcionam porque a pista está aberta e animada para a experiência, seja no meio de uma galera com 30 pessoas ou rodando em dupla pelos cantos menores e mais intimistas do autódromo. O que torna realmente uma apresentação inesquecível vai além da estrutura do palco, e tem a ver com a conexão que o público cria com ele. É dessa forma que a estrutura ganha vida entre o visual planejado, o cansaço da viagem e a sintonia entre quem toca e quem dança.