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ONErpm fala sobre mercado musical e funk global no ‘Cabos e Cases’

Nando Machado e Luiz Garcia são os entrevistados do 11º episódio

Luiz Garcia e Nando Machado no 'Cabos e Cases'

Luiz Garcia e Nando Machado no 'Cabos e Cases' (Billboard Brasil)

Em entrevista ao podcast “Cabos e Cases”, Nando Machado e Luiz Garcia falaram sobre a trajetória da ONErpm, empresa de música e tecnologia que se tornou uma das principais plataformas de distribuição do mundo, além do momento de expansão internacional da música brasileira e da complexa discussão sobre o que significa ser um artista independente hoje.

Segundo Luiz Garcia, recém-chegado à ONErpm, a empresa seguiu um caminho inverso ao das gravadoras tradicionais. “As majors eram gravadoras que tinham poucos artistas e muitos funcionários para desenvolver a carreira dos artistas. As distribuidoras surgiram ao contrário: entrava muita gente e tinham poucas pessoas, porque era quase tudo do it yourself”, explicou. Hoje, segundo ele, a ONErpm não se encaixa mais em uma categoria fixa.

“Ela não é mais nem gravadora, nem distribuidora, nem nada. Ela é uma empresa de música e tecnologia.”

Nando Machado, com dez anos na empresa, destacou o profissionalismo com que a ONErpm atende artistas de diferentes perfis, incluindo aqueles que já foram grandes nomes de majors e hoje preferem carreiras independentes. Ele relembrou um comentário do fundador da Cooking Vinyl, Martin Goldschmidt. Você é a United Nations da música, você pode trabalhar com as majors, você pode trabalhar com os indies.”

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A dupla também comentou no “Cabos e Cases” o crescente interesse de artistas internacionais pelo público brasileiro, impulsionado por um movimento batizado nas redes sociais de “Come to Brasil”. Segundo Nando Machado, o fenômeno já foi tema de documentário produzido por uma cineasta americana que se surpreendeu com a intensidade do fandom brasileiro ao vivo. “O calor que o povo brasileiro tem com o artista é diferente. Todo artista fala isso”, afirmou.

Para os dois executivos, o momento é de aproveitar essa atenção internacional para exportar a música brasileira, com destaque para o funk. “A ONErpm começou abraçando os estilos urbanos — hip-hop, rap, funk — que não eram levados pelas gravadoras 15 anos atrás. A gente tem um papel primordial nessa exportação do funk, que está sendo comercializado no mundo inteiro”, disse Luiz Garcia, destacando que o escritório brasileiro da empresa representa quase metade da operação global.

Um dos pontos mais debatidos no “Cabos e Cases” foi a definição de artista independente na indústria atual. Para Nando Machado, a definição central é o controle sobre a carreira.

“Uma diferença de estar numa agregadora como a ONErpm ou numa major é que, na agregadora, o artista decide quando vai lançar, o que vai lançar e como vai lançar.” Como exemplo de artista independente “fora da curva”, os dois citaram Marisa Monte, que sempre teve autonomia total sobre o próprio calendário de lançamentos, mesmo antes de se tornar dona do próprio selo.

Veja o ‘Cabos e Cases’ com Nando Machado e Luiz Garcia