‘Música que Não Toca por Aí’: OSGEMEOS falam de infância e discos importantes

OSGEMEOS e Monique Dardenne (Marcos Bacon)
O último episódio da primeira temporada do “Música que Não Toca por Aí” chega com convidados à altura do encerramento: OSGEMEOS (Otavio e Gustavo Pandolfo). Ao longo de sete episódios, o videocast provou que acredita no poder da linguagem do afeto e nas informações do coração.
A produção foca nos encontros que acessam o que há de mais humano em quem faz e vive a música. Esta conversa é a síntese perfeita disso tudo. O papo começa leve quando Monique revela que fez um bolão para adivinhar quem nasceu primeiro.
Ela acerta ao dizer que foi Gustavo, uma informação rara que os próprios irmãos pouco comentam publicamente. O que se desenrola dali é uma viagem profunda por memórias, afetos e a construção de uma das trajetórias artísticas mais singulares do mundo.
A relação dos gêmeos com o vinil começa em casa, com os dois avós. O avô materno, lituano, era a grande referência musical da família. Já o avô paterno trabalhava em uma fábrica da Continental em São Paulo, onde os discos eram prensados.
Era costume ele trazer vinis para casa e, nos anos 80, eles mergulharam numa coleção imensa que plantou as primeiras sementes do que viriam a ser. Hoje, eles guardam discos desde 1983 e 1984, época da chegada do hip hop no Brasil.
Eles mantêm a coleção no estúdio que dividem e consideram o vinil algo quase mágico, como uma cápsula do tempo. O primeiro disco que escolhem comentar é a trilha de “Ultra Seven”, série japonesa de super-heróis que marcou a infância da dupla.
O que os fascinava não eram os heróis, mas os cenários das filmagens. Eles reproduziam isso na sala dos pais, que virava um mundo novo feito de caixas de papelão e facas esquentadas no fogão. Com três anos, os irmãos já criavam juntos.
O desenho veio como a primeira forma de se comunicar. Eles afirmam que, desde pequenos, só queriam um papel e uma caneta para se expressar. Desde muito cedo, tiveram visões de um universo que foi se aprimorando até chegar aos seres amarelos.
Anos mais tarde, nomearam esse mundo de Tritrez. Eles acreditam que nasceram materializando esse universo e assim continuarão até o fim. O que um pensava, o outro também pensava; o que um enxergava, o outro desenhava no papel.
Sobre levar o graffiti para museus, eles são categóricos ao dizer que levam o trabalho, como escultura e pintura, mas não o graffiti em si. Para eles, o graffiti é na rua, feito com improviso, insegurança e sem pedir permissão a ninguém.
No museu existe a permissão, enquanto na rua existe a lei e a contra-lei. São culturas diferentes e eles fazem questão de honrar ambas. Eles reconhecem os avanços tecnológicos, mas agradecem por terem crescido em uma época analógica.
Valorizam o caderno de desenho e o disco que se pega na mão, pois essa escola desenvolveu o lado criativo da dupla. Sobre a inteligência artificial, são diretos ao dizer que a essência humana não é artificial e que o importante é fazer com a mão.
Ao longo da conversa, eles foram puxando diversos vinis e quebrando o formato tradicional de cinco discos. Entre os citados estavam “Ultra Seven”, “Electric Boogies” e o clássico “The Wall”, da banda Pink Floyd.
Também apareceram “Boogie do Bebê” de Tony Campello, “With a Little Help from My Friends” de Joe Cocker e “Jardim da Fantasia” de Paulinho Pedra Azul. A lista seguiu com “No Sense” de D’Bora e “Buffalo Gals” de Malcolm McLaren.
Outros destaques foram “Born to Be Alive” de Patrick Hernandez, “Pump Up the Volume” de MArrs e faixas de Purple Disco Machine. Ouviram ainda “Rock the Box” e “Lovin’ Is Really My Game”, sucessos do cantor Sylvester.
A seleção contou com Dimitri from Paris, “Até Quando Esperar” da banda Plebe Rude e o hit “Billie Jean” de Michael Jackson. A primeira temporada se encerra com este episódio histórico, mas a segunda temporada já está confirmada.
O videocast continuará acreditando no poder do afeto e nos encontros que acessam o que há de mais humano na música. É com essa crença e com a busca pelas informações do coração que o projeto voltará em breve.
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