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Ivete Sangalo merece um grande documentário e história não falta

Veja a análise da semana do Billboard Em Cena!

Ivete Sangalo

Ivete Sangalo (Divulgação)

Antes de os serviços de streaming tornarem os documentários musicais um fenômeno global, os fãs brasileiros já acompanhavam os bastidores de seus ídolos por meio de um formato que, no caso de Ivete Sangalo, ganhou proporções quase cinematográficas: o making of.

Dois projetos em especial marcaram época e ajudaram o público a conhecer uma Ivete para além dos palcos. “Ivete no Maracanã”, lançado em 2007, e “Ivete Sangalo no Madison Square Garden” tornaram-se registros que ultrapassaram a função de meros documentos de show e se converteram em retratos da dimensão histórica que a artista já ocupava na música brasileira.

O primeiro revelou uma cantora vivendo um de seus maiores momentos: um estádio lotado, ensaios, nervosismo, decisões de última hora e a pressão inerente a um espetáculo daquela magnitude. Os bastidores, ao serem expostos, estreitaram o laço entre a artista e o público de uma forma que poucos formatos conseguem.

segundo projeto foi ainda mais simbólico. Levar um show ao Madison Square Garden, em Nova York, não era apenas uma conquista logística: era uma artista brasileira ocupando um dos palcos mais importantes do mundo. A preparação, a expectativa, a responsabilidade e os convidados especiais transformaram aqueles bastidores em um evento à parte, com peso histórico para a música nacional.

Esses registros cumpriam, à sua maneira, o mesmo papel que os documentários de streaming cumprem hoje: matar a curiosidade do público e criar a sensação de pertencimento àquele momento.

Décadas depois, com plataformas investindo cada vez mais no gênero, fica a pergunta inevitável: quando é que Ivete Sangalo vai ganhar a superprodução documental que revisita toda a sua trajetória? História, definitivamente, não falta.