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Muse Maya lança álbum ‘PERSONA’ antes de estrear no Rock in Rio 2026

Cantora se apresenta no dia 11 de setembro, no Palco Supernova

Muse Maya (Divulgação)

Muse Maya (Divulgação)

Muse Maya se apresenta no Rock in Rio 2026 trazendo na bagagem seu mais novo trabalho, “PERSONA”, terceiro álbum de estúdio da carreira, que foi lançado nesta terça-feira (17).

Em entrevista à Billboard Brasil, a cantora falou sobre o processo de criação do disco, a parceria com o produtor Nagalli e o significado por trás do título que batiza o projeto.

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“A palavra persona, originalmente do latim, significava ‘a máscara do ator’. Com o tempo, o sentido se ampliou para papel social, indivíduo ou personalidade. Existe uma interpretação da palavra ligada ao latim per-sonare, ‘soar através’, e eu particularmente gosto muito desse lugar. O álbum ‘PERSONA’, para mim, é exatamente isso: tudo aquilo que existe dentro de mim encontrando uma forma de soar através de quem eu me tornei, a Muse Maya”, explica.

Para ela, o nome artístico não é uma máscara para esconder quem é, mas o meio que escolheu para dar voz a diferentes versões de si mesma.

“No fim, ‘PERSONA’ é essa versão que assume a própria existência, sem precisar escolher entre ser forte ou vulnerável para agradar o outro. É o lugar que eu achei para não ficar presa na gaiola dos olhos alheios.”

A faixa “Predestinada”, escolhida como lead single, carrega esse espírito logo no título.

“É quase como um mantra de manifestação do que eu quero para mim mesma como protagonista da minha vida. Também é a música em que eu trabalhei muito a ideia da mistura do trap com o pop de maneira mais técnica. Me senti muito mais corajosa depois de escrever essa letra, e acredito que ela tem a alma do PERSONA.”

A direção musical de Nagalli foi determinante para moldar o resultado final do disco.

“Trabalhar com o Nagalli foi importante em muitos lugares. Primeiro, para eu entender, como artista, que o lugar que eu queria chegar não era só uma coisa da minha cabeça. Nossa primeira conversa sobre fazer um projeto juntos foi quase como se ele lesse minha mente sobre o que eu tenho tentado alcançar musicalmente e artisticamente desde o início da carreira, mas nunca tinha conseguido achar quem me ajudaria a alcançar esse equilíbrio entre os mundos do trap, pop e R&B preservando a minha identidade própria”, conta Muse Maya.

“Ele proporcionou que o álbum tivesse a qualidade sonora e o corpo de início, meio e fim. Por mais que metade das músicas eu tenha composto na minha casa ou com outros produtores, no final ele desenhou todo o corpo do álbum e me conduziu na gravação de voz de todas as faixas dentro de uma estrutura técnica que eu nunca tive acesso antes.”

Apesar da mistura de sonoridades e da presença de produtores diferentes, como Nagalli, Douglas Moda e Stick, a cantora garante que o processo de unir essas vozes num projeto só foi surpreendentemente leve.

“Foi muito fácil, por mais incrível que pareça, foi muito divertido. Acho que nunca me diverti tanto escrevendo um álbum, nunca me senti tão bem e livre para falar e fazer o que eu quisesse. Claro que levou tempo, e eu demorei meses em algumas músicas, mas cada música foi se encaixando tão bem no contexto que estávamos criando que foi simplesmente natural.”

Um dos momentos mais pessoais do álbum é a homenagem ao músico nigeriano Fela Kuti, presente em um interlúdio do disco.

“Eu lembro que, no início do processo, quando eu ainda nem sabia que o projeto poderia virar um álbum, eu vi o documentário do Fela Kuti, onde ele fala que nós, artistas, não devemos brincar com a música, por ser espiritual, e que, caso você desrespeite isso, pode morrer jovem. Eu sempre ouvi as músicas dele em casa desde muito nova, mas só adulta vi o documentário, e foi muito impactante. Eu estava num momento muito difícil da minha vida, tinha acabado de chegar em São Paulo e não tinha muita expectativa de como continuar com a carreira”, relembra.

Muse Maya (Divulgação)
Muse Maya (Divulgação)

“Depois de assistir ao documentário, tive coragem de enviar uma mensagem para o Nagalli dizendo que queria trabalhar com ele, e depois de quase dois anos eu tenho um álbum inteiro. Esse processo foi, com certeza, espiritual, porque me sinto curada. Eu não brinco de fazer música, eu vivo para isso. Foi por isso que coloquei ele como referência no interlúdio, por querer deixar claro as minhas intenções.”

Ao pensar no público que vai receber o disco, Muse Maya deseja que a escuta funcione como um espelho de acolhimento.

“Espero que elas escutem e encontrem liberdade de ser verdadeiramente quem se é. Espero que elas carreguem um pedacinho da esperança que eu coloquei nos meus versos, da autoestima, do autoperdão, da alegria de estar viva, da certeza de que tudo que a gente planta será manifestado. E quero muito que se sintam muito gostosas!”

Nascida em meio à cena musical independente, Muse Maya construiu sua trajetória transitando entre pop, R&B e trap, características que se consolidam em “PERSONA”, seu terceiro álbum de estúdio.

O disco ganha sua primeira apresentação ao vivo no Rock in Rio 2026, no dia 11 de setembro, no Palco Supernova.

Escute os sucessos de Muse Maya