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Jeninho: do futebol ao top 1 com ‘Peão Todo Tatuado’, a história do improvável

Em entrevista à Billboard Brasil, cantor fala como trocou chuteiras pela música

Jeninho, o MC Peão

Jeninho, o MC Peão (Reprodução)

Em entrevista à Billboard Brasil, Jeninho, também conhecido como MC Peão, contou como trocou o sonho de ser jogador de futebol pela música e revelou os bastidores da construção de uma carreira que hoje o coloca entre os nomes de maior sucesso do momento, mesmo vindo de fora do universo tradicional do sertanejo.

O cantor jogou futebol dos 6 aos 15, 16 anos, mas foi perdendo o interesse ao perceber a falta de acesso a empresários da modalidade. A virada aconteceu na transição para o terceiro ano do ensino médio, quando passou a frequentar o estúdio do pai, produtor musical e compositor.

“Acabei me encantando ali, me apaixonando mesmo. E aí eu senti no meu coração que talvez fosse aquilo que era o meu caminho”, contou Jeninho.

Antes de subir aos palcos, o artista investiu um ano se preparando, com aulas de canto, instrumento, dança e teatro. “Eu realmente era muito leigo, né? Não tinha um talento assim, sabe? Porque eu não sabia nada. Meu negócio era futebol, nada a ver.”

Veja a entrevista com Jeninho, o MC Peão, na Billboard Brasil

Seu primeiro show, em 2018, foi para um público de cerca de 3 mil pessoas — resultado de uma parceria com um grupo de empresários de eventos.

“Na hora em que eu subi no palco e vi aquele tanto de gente na minha frente, eu falei: ‘Meu Deus, que que eu estou fazendo aqui?'”, relembrou. Apesar do nervosismo, Jeninho descreve a apresentação como um marco em sua trajetória: “Não foi a melhor apresentação, mas foi marcante, eu nunca vou esquecer.”

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Um conselho do pai, também compositor, moldou o rumo profissional de Jeninho: nunca abrir mão de compor as próprias músicas. Esse hábito, segundo ele, foi decisivo no sucesso de “Peão Tatuado”, seu maior hit até hoje. “Eu sou um dos compositores da música. Talvez, se eu fosse buscar na mão de outras pessoas, dificilmente essa música chegaria até mim”, afirmou.

MC Peão descreveu como natural a sequência de conquistas dos últimos anos: a ida a Barretos, a gravação do DVD e o convite para uma parceria com a cantora Mariana, que resultou no hit “Peão Tatuado”.

“O convite para Mariana foi natural. Ela ter aceitado foi de uma forma muito leve, muito natural. O dia lá da gravação foi uma coisa muito simples… e a música hoje é a top 1 do Brasil”, contou.

MC Peão reconhece que sua trajetória é vista como incomum dentro do sertanejo — um MC de funk que conquistou espaço em um universo de forte concorrência. “Eu sei que eu era o improvável mesmo, principalmente no segmento do sertanejo… acho que o que aconteceu comigo fez muita gente voltar a sonhar”, disse.

Sobre os momentos mais difíceis da carreira, Jeninho relembrou períodos de dúvida em que chegou a cogitar desistir: “Cheguei a falar para o meu pai: cansei, não quero isso para a minha vida mais não.” Foi a partir de uma oração, segundo ele, que veio a virada que o levou a assumir sua identidade goiana e emplacar sua primeira música viral.

Para MC Peão, o maior legado de sua história vai além dos números e rankings: “O mais importante para mim é inspirar as pessoas, ter uma história para contar, porque amanhã o top 1 é outro… mas a história que você constrói é para sempre.”

Entre os planos futuros, o cantor revelou o desejo de ter sua própria gravadora e desenvolver novos artistas.

Ouça Jeninho, o MC Peão