Samuel Rosa relembra como a música ‘Resposta’ mudou os rumos do Skank
Cantor relembrou criação do sucesso gravado para o álbum 'Siderado'

Samuel Rosa (@monteiro.gab)
O cantor e compositor Samuel Rosa usou suas redes sociais para relembrar a história por trás de “Resposta”, um dos maiores sucessos de sua trajetória na época do Skank. Em vídeo publicado no Instagram, o músico detalhou como a composição acústica ao violão surgiu em um momento decisivo para a banda e acabou mudando os rumos do álbum “Siderado”, lançado no final dos anos 1990.
Na publicação, Samuel Rosa explicou que a faixa trouxe uma sonoridade inédita para o grupo, que até aquele momento focava em uma estética voltada para ritmos e batidas eletrônicas. A chegada da canção trouxe um alívio para os integrantes durante a produção do quarto disco de estúdio, época em que o projeto parecia desacelerado.
“Eu nunca tinha experimentado fazer uma canção assim ao violão. E o Skank vinha até o ‘Siderado’, muito dentro daquela, não digo fórmula, mas de uma estética mais de beats, né? Então foi uma grande surpresa, àquela altura do campeonato, fazendo o quarto disco, depois de tanto, vamos dizer, êxito mercadológico, que chegasse ao momento em que até chegar a resposta o álbum parecia não estar muito inspirado, a banda não parecia muito inspirada. E quando ela apareceu, foi aquele alívio geral, tipo, temos um hit, que assim, não se parece com nada que o Skank tivesse feito até aquela altura”, explicou Samuel Rosa no vídeo.
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Outro ponto marcante destacado por Samuel Rosa foi o processo de finalização da música no exterior. Durante a gravação dos solos de guitarra e a etapa de mixagem nos estúdios de Abbey Road, na Inglaterra, os produtores britânicos contratados para o projeto notaram a forte influência de bandas clássicas na estrutura da faixa.
“E quando eu coloquei o solo de guitarra na música, eu me lembro, os produtores eram ingleses e a gente ia mixar o disco em Abbey Road, e um deles falou: ‘Caramba, está soando Beatles’. Então, ela tinha o mérito da canção de trazer para a nossa discografia, para a nossa estética, algo que ainda não tinha aparecido, mas que estava ali no nosso DNA, né? Escutar Beatles, imagina. Então, começou ali a aparecer um Skank diferente e teve essa questão da música, não só era diferente das coisas que o Skank fazia, como também era uma séria candidata a primeiro single. Então, foi muito comemorada”, relembrou.
A canção se tornou uma das composições mais marcantes do repertório nacional e segue presente nas apresentações solo de Samuel Rosa. Para o músico, a faixa mantém um lugar de destaque em sua história nos palcos.
“O fato é que é uma música muito importante na minha trajetória, uma música que eu defendo ainda nos meus shows, espero defender por muito tempo, das melhores coisas que fizemos”, concluiu Samuel Rosa na postagem enviada aos fãs.
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