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LE SSERAFIM explica como transformou ‘Macarena’ em música sobre enfrentar medos

Grupo conversou com a Billboard Brasil sobre inspiração de 'BOOMPALA'

LE SSERAFIM

LE SSERAFIM (HYBE/Divulgação)

O comeback mais recente do LE SSERAFIM, “‘PUREFLOW’ pt. 1”, apostou em uma fórmula criativa: usar o hino “Macarena” para falar sobre as próprias inseguranças. Faixa-título do álbum, “BOOMPALA” pega o refrão icônico do sucesso latino dos anos 1990 e o transforma em um convite para encarar os medos.

Em entrevista à Billboard Brasil, KAZUHA, SAKURA, HUH YUNJIN, HONG EUNCHAE e KIM CHAEWON, as integrantes do LE SSERAFIM, falam sobre o processo criativo por trás do novo trabalho, desde a primeira vez que ouviram “Macarena” até os bastidores das sessões de composição – que incluíram, entre outras coisas, uma comemoração de aniversário com os brasileiros Tropkillaz e um Chuseok improvisado em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Para SAKURA, transformar um hino tão dançante em uma reflexão sobre medo fez sentido justamente pela universalidade do sentimento: “Em vez de deixar o medo nos abalar, podemos nos unir, acolhê-lo e quase celebrá-lo como se fosse um festival.”

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Leia a entrevista com o LE SSERAFIM

Billboard Brasil: “Macarena”, a inspiração para “BOOMPALA”, é um hino da música latina. Vocês se lembram de quando ou como ouviram essa música pela primeira vez?
KAZUHA: Eu não conhecia a música inteira, mas acho que já estava familiarizada com esse refrão mais icônico. Me lembro de ouvi-la pela primeira vez em uma festa, no meu último dia enquanto estudava balé no exterior. Assim que a música começou a tocar, todos os meus amigos imediatamente começaram a fazer a coreografia, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Achei isso fascinante e lembro de tentar ao máximo acompanhá-los.

Usar “Macarena” para falar sobre enfrentar medos é uma escolha bem inusitada. Como surgiu a ideia de transmitir uma mensagem mais séria por meio de uma música tão dançante?
SAKURA: Acho que o medo é algo que todo mundo vivencia com muita facilidade. Ele pode surgir da pressão de querer ter um desempenho excelente ou de amar algo a ponto de ter medo de perdê-lo. Como é uma emoção tão universal, queríamos passar a mensagem de que, em vez de deixar o medo nos abalar, podemos nos unir, acolhê-lo e quase celebrá-lo como se fosse um festival.

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Como é criar uma música que pode ter significados diferentes para gerações diferentes?
HUH YUNJIN: É algo extremamente especial e significativo para nós. Nossas mensagens vêm do coração e de nossas histórias pessoais. Por isso, quando alguém se conecta com elas, é uma sensação que aquece o coração. Acho que a interpretação é a magia de qualquer arte… Como uma mesma letra pode transmitir algo totalmente diferente dependendo do que você está vivendo. Esperamos que a música do LE SSERAFIM possa ter esse tipo de significado na vida das pessoas. Não haveria nada mais inspirador e gratificante para nós.

A coreografia de “Macarena” é tão popular que se tornou quase um código universal. Como foi incorporar essa influência em “BOOMPALA”? Foi um desafio?
HONG EUNCHAE: Como “Macarena” é uma música tão conhecida, sentimos tanto empolgação quanto uma certa pressão para transmitir aquela mesma energia divertida que agrada a todo mundo. Para o trecho de “Macarena” em “BOOMPALA”, realmente tentamos imprimir o estilo próprio do LE SSERAFIM e fazer dele um dos momentos de maior destaque da apresentação.

LE SSERAFIM
LE SSERAFIM (HYBE/Divulgação)

O Tropkillaz participou da produção de “Irony”. Eles comentaram, em entrevista à Billboard Brasil, como foi divertido trabalhar com vocês e também celebrar o aniversário da Yunjin durante a sessão de composição. Que outros momentos divertidos vocês viveram durante a criação de “’PUREFLOW’ pt. 1”?
HUH YUNJIN: Passar meu aniversário durante as sessões com pessoas tão incríveis foi inesquecível. Foi uma alegria imensa! Queria dizer muito obrigada aos Tropkillaz por fazerem parte disso. Também conheci muitas pessoas talentosas com quem mantenho contato até hoje!

Outra lembrança divertida foi o Chuseok. Normalmente, no Chuseok, comemos bolinhos de arroz, então decidimos fazer nossa própria pequena comemoração da data em Los Angeles. Foi tudo bem improvisado. Fomos a uma loja, pegamos os últimos bolinhos de arroz e yakgwa (doce tradicional coreano frito) que restavam e acabamos comemorando juntos no estúdio.

Vocês sempre tentam explorar habilidades diferentes a cada retorno do LE SSERAFIM. Como vocês lidam com as próprias expectativas durante o trabalho? Costumam ser muito rigorosas consigo mesmas?
SAKURA: Embora eu esteja nesta indústria há muito tempo, ainda sinto empolgação sempre que descubro um novo lado de mim mesma. Em vez de me pressionar para fazer tudo com perfeição, tento abordar cada música com curiosidade, me perguntando, por exemplo, como devo cantá-la. Acredito que essa mentalidade, na verdade, leva a resultados melhores. Para mim, a melhor maneira é aproveitar o que quer que eu esteja fazendo.

Em uma entrevista recente, Kazuha falou sobre o medo e as dúvidas criativas que surgem antes de criar algo novo. Como vocês lidam com isso? Teve alguma barreira artística mais difícil que vocês superaram?
HUH YUNJIN: Com certeza conversamos profundamente sobre isso. Sobre para onde estamos indo, para onde queremos ir, o que pareceu certo para nós e o que não pareceu. Mas acho que, para realmente entender isso, é preciso desafiar a si mesma e experimentar coisas diferentes.

A cada álbum, o LE SSERAFIM expande os limites do que podemos expressar e incorporar. A ideia é que a sensação seja um pouco desconfortável. Para mim, a barreira artística que mais superei foi a da minha dedicação e do meu empenho na nossa direção criativa, tanto no aspecto musical quanto no narrativo.

Como vocês gostariam que o legado do LE SSERAFIM fosse lembrado pelos fãs e pela indústria musical?
KAZUHA: Estamos constantemente tendo novas experiências, aprendendo e crescendo. Com “‘PUREFLOW’ pt. 1”, quisemos transmitir a mensagem de que o medo não é apenas algo negativo, mas algo que pode nos ajudar a crescer como pessoas e a nos tornarmos mais confiantes. Espero que a música que criamos a partir dessas experiências possa trazer, nem que seja um pequeno conforto, aos ouvintes e inspirá-los a continuar seguindo em frente.

Vocês podem deixar uma mensagem para os fãs brasileiros?
HONG EUNCHAE: Somos sempre muito gratas pelo amor que nossos fãs no Brasil nos demonstram, e queremos muito viver essa energia pessoalmente um dia. Esperamos de verdade poder nos apresentar para vocês em breve. Amo vocês!

Ouça LE SSERAFIM