V8: a unit do SEVENTEEN que quer fugir da fórmula do K-pop
THE 8 e VERNON explicam como EDM europeu e hyperpop se fundiram em 'singasong'

V8 com Vernon e The8, do SEVENTEEN (Pledis Entertainment)
Mesmo com o megagrupo de K-pop SEVENTEEN em uma breve pausa devido ao hiato militar, sua mais recente unidade está a todo vapor.
A formação do V8, cujo nome é bastante apropriado, foi, ao que tudo indica, uma escolha óbvia, considerando seus gostos em comum: EDM europeu sofisticado para THE 8 — que vem de uma província costeira da China e trabalha como DJ nas horas vagas — e sons próximos ao hyperpop, surgidos na internet, para o rapper VERNON, de Seul, mas radicado em Nova York. Depois de mais de uma década juntos, os dois membros sabiam, em teoria, o quanto essas influências se complementavam; a questão era como executar essa fusão tão diversa na prática.
Para isso, a dupla contou com a colaboração de Alice Longyu Gao, uma artista experimental que vem remodelando o K-pop como o conhecemos. (Em 2023, ela gravou um trecho de áudio para o TikTok com o The Chainsmokers que serviria de base para o sucesso excêntrico — e influente — de KATSEYE, “Gnarly”.) Gao apresentou V8 a certos produtores de sua lista de desejos, como Dylan Brady, do 100 gecs, entre outros.
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Produzido por Mechatok, o single principal, “singasong”, é tão divertido e despretensioso quanto o título sugere; seu videoclipe, igualmente irreverente, aposta em tudo: fisiculturistas, Transformers em CGI, monster trucks, letra para cantar junto, um cavalo quimérico e — o mais importante — muita dança no estilo shuffling do LMFAO. Mas, seguindo a tradição de pioneiros do gênero como a PC Music, há sentimento por trás dessa fachada exagerada.
Pois, enquanto o K-pop praticamente transformou sua metodologia em uma ciência exata, o V8 partiu em busca de uma expressão genuína. “Não acho que a autenticidade seja algo que se possa calcular ou criar artificialmente”, diz VERNON.
“Mas trabalhos que parecem autênticos são os que mais me tocam. Eles soam, parecem ou passam a sensação de histórias reais — coisas pelas quais as pessoas realmente passam.”
O objetivo deles era capturar esse tipo de magia, acrescenta VERNON, e, no fim das contas, “espero que consigamos alcançar nossos ouvintes da mesma maneira”.

Assim, o álbum autointitulado “V8” carrega tanto as marcas pessoais quanto os sentimentos da dupla: insinuações andam de mãos dadas com o tédio existencial na faixa “girlsnboys”, criada em parceria com Pharrell (“Ela não consegue sair da cama quando está em casa… Acho que as garotas e os garotos estão tão cansados”). Enquanto isso, VERNON e THE 8 expressam uma culpa real na faixa “rat race” — um hino de festa sobre a síndrome do impostor —, colocando um espelho diante da engrenagem que os criou.
“Nós simplesmente fazemos tudo do nosso jeito”, diz THE 8. “Participamos de todas as etapas porque tentamos fazer o que queremos, da maneira que queremos. Acho que, por causa disso, as pessoas conseguirão sentir mais de quem realmente somos.”
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Faixa a faixa de ‘V8’ com THE8 e VERNON
1. “Friend”
Letra de: HansolVernon, THE 8, Robb Roy
Composição de: HansolVernon, THE 8, Robb Roy, Numbernine, MILLENNIUM, kimj
Arranjo de: Numbernine, MILLENNIUM
De quem foi a ideia de escrever sobre a amizade de vocês?
VERNON: A melodia principal foi criada pelo Robb Roy. Quando fazemos o primeiro esboço das melodias, usamos sons aleatórios em vez de palavras reais. Pedimos ao THE 8 para gravar e o som lembrava a palavra “friend” (amigo). Foi aí que a ideia toda surgiu. A música se chama “Friend” e falamos sobre amigos, mas, se você prestar atenção na letra, ela é mais sobre nossos fãs. E “friend” soa meio parecido…
Os fãs certamente vão perceber algumas das referências ocultas na letra. Como foi refletir sobre 11 anos de memórias?
VERNON: Quando começamos a escrever a letra, conversamos sobre que tipo de conteúdo seria algo que só os fãs entenderiam, mas que não soasse estranho demais para outras pessoas ouvirem. Isso nos levou a falar sobre experiências muito pessoais relacionadas ao SEVENTEEN. Eu falo sobre o nosso antigo estúdio de dança verde, que chamávamos de estúdio “Melona” por causa daquele sorvete coreano de melão.
THE 8: Eu também transformei títulos de músicas do SEVENTEEN em parte da letra. E falei sobre uma memória especial envolvendo fãs e rosas amarelas.
Que memória é essa?
THE 8: Houve uma vez em que o SEVENTEEN ficou em primeiro lugar em um programa musical e recebemos um buquê junto com o prêmio. Ao sair do trabalho, corri até os fãs que estavam esperando e dei a eles as rosas amarelas. Foi um momento lindo para mim.
Flores amarelas também são, aparentemente, um símbolo de amizade.
THE 8: Acho que é destino; eu não fazia ideia.
Robb Roy colabora com o SEVENTEEN desde 2022 e trabalhou com vocês dois em projetos solo.
VERNON: Ele sempre foi um grande amigo meu. Ele era designer gráfico, mas entende muito de música. Ele conhecia tantas músicas, e eu adorava o gosto musical dele. Pensei: “Por que não fazemos músicas juntos?” E a conexão foi imediata. Desde então, ele tem levado a música muito a sério e é um colaborador de extrema confiança, tanto para mim quanto para o THE 8.
É mais fácil compor com pessoas com quem vocês têm uma história de longa data?
VERNON: Trabalhar com alguém que te conhece tão bem torna mais fácil criar algo que soe extremamente verdadeiro para você. Acho que os ouvintes também percebem isso. A autenticidade da música.
THE 8: Além disso, a sensação era de que tudo fluía naturalmente — havia um respeito mútuo, e provavelmente continuaremos trabalhando juntos.
Qual é a história por trás do áudio que aparece no início?
VERNON: Quando estávamos quase finalizando a música, senti que ela precisava de algum diálogo no começo. Então, perguntei aos fãs se eles conseguiam encontrar entrevistas que o THE 8 tivesse dado quando era mais novo. Encontrei uma entrevista que ele fez na China, na época em que estava no ensino fundamental e liderava seu grupo de breakdance. O entrevistador perguntou o que ele queria ser quando crescesse, e a resposta imediata dele foi: “Quero ser uma estrela”.
Aquilo me impactou muito, porque eu nunca pensei dessa forma, nem sequer disse algo parecido em toda a minha vida. Isso me fez relembrar quando ele chegou à Coreia para ser trainee, totalmente sozinho. Ele nem falava coreano. Ele simplesmente superou tudo com seu próprio esforço. E veja onde estamos agora.
2. “BEAT”
Letra de: HansolVernon, THE 8, Robb Roy, Alice Longyu Gao
Composição de: HansolVernon, THE 8, Robb Roy, Alice Longyu Gao, Ramzoid, Lucian, Sophie Cates
É algo em que tenho pensado: existem vários artistas de música eletrônica em ascensão — como PinkPantheress e underscores — que são grandes fãs de K-pop, e o K-pop está muito voltado para sonoridades de hyperpop e dance music ultimamente. Por que você acha que esses dois mundos têm tanta afinidade?
VERNON: Deve haver muitas camadas nessa questão. Meu pensamento inicial é que sempre existem pessoas em busca de algo diferente e de nicho. Acho que, para um certo grupo de pessoas [em um momento específico de suas vidas], o K-pop simplesmente “bateu” — houve uma conexão imediata. E isso acabou influenciando a música delas.
Acho que é fácil para o K-pop incorporar essas sonoridades porque, no geral, o K-pop é música para dançar. Todos os grupos de K-pop dançam ao som de suas músicas, então incluir elementos de hyperpop ou música eletrônica parece algo muito natural para o gênero. Mas deve haver muitas camadas nessa questão. Honestamente, eu também não entendo todo esse fenômeno. É algo que também acho muito intrigante.
A Alice Longyu Gao transita pelos dois mundos, especialmente depois de “Gnarly”. O que ela trouxe para este projeto?
VERNON: Ela realmente me ensinou a colaborar com pessoas novas. Ela faz isso o tempo todo, mas eu sou muito novo nesse processo. Felizmente, pude contar com a ajuda da Alice. Ela foi muito gentil e se dedicou de corpo e alma a este projeto; sou muito grato a ela.
Já que o conceito de “B2B” (sets colaborativos entre DJs) aparece em “BEAT”, será que vai rolar um B2B do V8?
VERNON: Eu não toco como DJ, então não vai rolar desta vez. Mas talvez na nossa festa de audição. Vários produtores vão aparecer, então é uma possibilidade.
Eu estava imaginando se veríamos uma fase do VERNON como DJ.
VERNON: Parece divertido. Mas, cara, eu tenho muita preguiça. [Risos.] Estou satisfeito o suficiente apenas ouvindo música no meu celular. Mas talvez num futuro próximo. Talvez.
3. “singasong”
Letra de: HansolVernon, THE 8, Robb Roy
Composição de: HansolVernon, THE 8, Robb Roy, Mechatok
Instrumentos por: Mechatok
Como vocês escolheram “singasong” como o single principal?
VERNON: A gravadora queria “rat race”. Eu queria “singasong”. Eu me sentia extremamente confiante de que essa tinha que ser a faixa de destaque do álbum. Felizmente, o THE 8 concordou comigo, então insistimos para que ela fosse a faixa principal.
O que fez vocês terem tanta confiança nela?
VERNON: Ela é simplesmente muito boa; não sei explicar de outra forma. E é muito cativante. Eu conseguia imaginar a gente trazendo de volta o passo de dança *shuffle* para essa música.
THE 8: Era uma música interessante e que me parecia inovadora. De certa forma, parecia familiar, mas também nova. Eu ficava pensando que me divertiria muito brincando com essa música, tanto visualmente quanto na performance.
“Expression on Your Face”, do Mechatok, foi uma grande inspiração durante a criação do *V8*, e consigo perceber isso claramente nesta faixa. O que chamou a sua atenção nessa sonoridade?
VERNON: Em 2025, “Expression on Your Face” foi a música que eu mais ouvi. Mas não foi algo intencional. Eu simplesmente me via ouvindo a música o tempo todo. Ela é extremamente viciante. Quando vi a oportunidade de trabalhar com o Mechatok, senti que precisávamos fazer isso acontecer.
Ainda não vi o videoclipe, mas ouvi dizer que se passa em um *demolition derby* (competição de carros de demolição). De onde veio essa ideia?
VERNON: Quando apresentamos a ideia do *V8* à nossa gravadora, explicamos que o álbum não seria apenas sobre o motor em si, mas sim sobre o que abastece o motor — o que, no nosso caso, seria a nossa trajetória no SEVENTEEN até hoje. A gravadora interpretou essa ideia e sugeriu aquele visual.
4. “mia”
Letra: HansolVernon, Robb Roy, Han Jung In
Composição: HansolVernon, Robb Roy, Han Jung In, KIRARA
Arranjo: KIRARA, Han Jung In
Então, VERNON, sua faixa solo… como se pronuncia?
VERNON: Em coreano, é “미아” (mia), que significa “criança perdida”. Em inglês, é “MIA”.
Como essa música surgiu?
VERNON: Me recomendaram um remix de EDM de “Song 2”, do Blur. Gostei tanto da música que ela me inspirou a criar algo parecido, o que me fez lembrar da KIRARA. Entrei em contato com ela, apresentei essa referência e o resultado foi “mia”.
Pessoalmente, eu me identifico muito com essa música, porque é uma mensagem para mim mesmo e para todos os meus amigos — para qualquer pessoa que esteja se sentindo perdida. É como um hino que diz: “Vamos colocar a cabeça no lugar”.
“Stephanie Lee” é uma pessoa real?
VERNON: Não, o nome só soa bem. [Risos.]
Como você disse, é algo bastante universal, enquanto muitas das suas letras de rap me pareceram, até então, carregadas de referências específicas ou autorreferenciais. Você notou alguma mudança nas suas prioridades ao compor?
VERNON: Hoje em dia, estou sempre pensando no que quero dizer, na história que quero contar às pessoas. Esse projeto realmente me lembrou de como isso é importante e fundamental. Vamos ver o que mais terei a dizer num futuro próximo.
5. “coloring”
Letra: HansolVernon, THE 8, Robb Roy
Composição: HansolVernon, THE 8, Robb Roy, Numbernine, BADTREE
Arranjo: Numbernine, BADTREE
Li que “coloring” [“컬러링” soa como “caller ring”, ou toque de chamada] é aquele toque que toca para quem está ligando, antes de a outra pessoa atender.
VERNON: Ah, é isso mesmo.
Isso existe só na Coreia? Não conheço muito bem.
VERNON: Não sei. [Acho que] somos o único país que chama isso de “컬러링”. Aquele motivo de toque de chamada me lembrou a maneira como o hyperpop absorve todos esses sons do nosso mundo digital.
VERNON: Olha, não tenho certeza do que inspirou os produtores, sonoramente falando. Mas, pessoalmente, não pensei muito em hyperpop. Pensei mais em baladas de hip-hop coreano. Achei que a música transmitiria uma sensação de familiaridade para muitos coreanos. É assim que vejo a música.
Foi difícil gravar os vocais?
THE 8: O Vernon ficou com a primeira estrofe e eu com a segunda. Fiz um rap melódico em chinês. Mas eu queria que combinasse realmente com a vibe do restante da música, então prestei muita atenção na pronúncia de cada palavra.
VERNON: Muitas músicas de rap melódico são em inglês. Eu queria que o THE 8 fizesse o rap da letra em chinês com um fluxo flexível e suave semelhante; foi um desafio para ele, porque acho que ainda não existem tantas músicas nesse estilo. Mas adoro aquela estrofe. Acho que ele fez um trabalho muito bom.
É interessante como vocês alternam com tanta fluidez entre os três idiomas nativos de vocês.
THE 8: Não estávamos tentando usar três idiomas de propósito. Pensamos muito sobre qual idioma nos permitiria retratar a nós mesmos de forma mais autêntica e expressar nossas emoções com mais sinceridade [em cada momento].
6. “girlsnboys”
Letra de: HansolVernon, THE 8, Pharrell Williams, Rudolph
Composição de: Pharrell Williams, BUMZU, HansolVernon, THE 8, Rudolph
Produção de: Pharrell Williams, BUMZU
“girlsnboys” foge um pouco do padrão deste projeto, já que tem uma vibe mais “old school” do Neptunes. Como foi trabalhar com o Pharrell novamente?
VERNON: Já estive no estúdio com ele duas vezes até agora e, em todas elas, fico extremamente surpreso com o quanto ele participa ativamente do trabalho. Ele traz toda a equipe, mas [em relação à música], as únicas pessoas presentes são o engenheiro de som e ele mesmo. Ele simplesmente abre o laptop, cria a batida do zero e insere todos os vocais. Ele também é muito rápido nisso. Ele faz parecer algo simples. Ver o que ele faz é muito legal. Ele é um verdadeiro mestre no que faz.
A letra mudou bastante em relação à demo que ouvi. [Refrão original: “Sinto falta das garotas, e garotas, e mais garotas.”] O que você queria transmitir com a versão final desta música?
THE 8: Sentimos que, neste momento, todo mundo está simplesmente exausto e esgotado. Estudantes, trabalhadores… todos estão presos a esse período difícil. Queríamos dizer: “Tenham um pouco mais de coragem” e “Vamos superar isso juntos”. Não apenas para quem ouve a música, mas para nós mesmos também. Escrevemos essa letra porque queríamos transmitir muito amor e boas energias a todos.
THE 8, como foi fazer o rap nesta faixa também?
THE 8: Algo nos vocais… Na verdade, ao longo de todo este álbum, acho que descobri uma nova sonoridade para mim. Fiz um estilo mais próximo do rap melódico nesta música e me diverti muito fazendo isso. Gosto muito de rap melódico, então fico feliz por ter tido a oportunidade de explorar mais esse estilo neste álbum.
7. “8DM”
Letra: THE 8, Alice Longyu Gao
Composição: THE 8, Alice Longyu Gao, UHD, Stella Smyth, DPR CREAM, DPR ARTIC, HAKASEEE
THE 8, fale um pouco sobre sua faixa solo.
THE 8: O momento em que realmente me interessei por EDM foi em uma boate underground em Berlim. A partir daí, comecei a estudar e a ouvir mais o gênero. Existem muitos estilos diferentes de EDM, mas, ao criar este álbum, pensei em como produzir EDM com a minha própria identidade — a identidade do THE 8. Eu queria fazer algo mais desafiador e abrangente do que qualquer subgênero específico de EDM; foi assim que cheguei a este título.
Quando você foi a Berlim?
THE 8: Há dois anos, para o Lollapalooza.
Você tem viajado bastante ultimamente para se apresentar como DJ. Que impacto isso teve em você?
THE 8: Você acaba ouvindo uma variedade maior de músicas. Eu queria muito melhorar minhas habilidades como DJ, então continuei indo a boates e sentindo a energia do momento e quais músicas estavam em alta. Assim, fui entendendo minhas próprias preferências aos poucos — e também como poderia usar não apenas a música e a dança, mas toda a performance no palco para me comunicar melhor com os fãs. Pretendo continuar estudando bastante.
A letra sobre gravidade e o mundo girando me lembrou o seu single solo de 2024, “Orbit”. Você se sente particularmente atraído por escrever sobre corpos celestes?
THE 8: Mais do que um interesse específico pelo universo, prefiro usar metáforas e imagens da natureza em vez de ser direto demais nas letras. Acho que é por isso que esses termos e temas aparecem com frequência.
8. “rat race”
Letra: HansolVernon, THE 8, Alice Longyu Gao, Jake Torrey, Robb Roy
Composição: HansolVernon, THE 8, Dylan Brady, Alice Longyu Gao, Jake Torrey, Robb Roy, UHD, Will Not Fear, Rhode, Lodge Boy
Arranjo: Dylan Brady, UHD, Will Not Fear, Rhode, Lodge Boy
Adoro “rat race”. Há um verso que diz: “Nunca tenha um dia ruim / Ou você ficará em último lugar”. Você estava canalizando suas experiências na indústria do K-pop nessa música?
VERNON: Com certeza. Essa letra foi escrita pelo Jake Torrey. Antes de trabalharmos na música juntos, estávamos apenas conversando, e expliquei a eles as ideias que eu tinha para a V8. A Alice sugeriu o conceito de “rat race” [corrida dos ratos]. A partir daí, começamos a escrever a letra. Aquilo resumiu perfeitamente o que eu vinha explicando a eles sobre a minha experiência nesta indústria.
A referência a “Mickey 17” também me chamou a atenção, já que aquele personagem foi criado para ser descartável.
VERNON: Exatamente. É quase como se tivesse sido feito para ser escrito assim. Mickey 17, *rat race*, Mickey Mouse. Tudo se conecta. Eu adoro essa letra.
VERNON, no ano passado você disse que o Dylan Brady era um dos seus colaboradores dos sonhos e, agora, aqui está ele produzindo para a V8. Quem procurou quem?
VERNON: Essa sessão também foi organizada pela nossa grande amiga, a Alice. Ela é demais.
Entre o seu remix para a Charli xcx e essa lista de créditos de peso no álbum, sinto que você tem um talento nato para concretizar seus desejos. Com quem você quer trabalhar a seguir?
VERNON: Sinceramente, neste momento, quero muito focar em mim mesmo e expandir minha capacidade de composição. Foi algo que senti profundamente ao longo de todo este projeto. Só quero explorar o que sou capaz de fazer agora.
[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].
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