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Gilsons explicam conexão de sangue com os Veloso e os desafios do novo álbum

Nos bastidores do ARVO, banda relata descobertas da turnê 'Eu Vejo Luz'

Gilsons

Gilsons lançam novo trabalho (Marina Zab/Divulgação)

Os Gilsons entraram na turnê “Eu Vejo Luz” em um ponto decisivo: o disco já saiu do estúdio, mas ainda está descobrindo sua forma no palco. Com mais de 30 datas anunciadas no Brasil e no exterior, o trio formado por José Gil, João Gil e Francisco Gil circula com o show de “Eu Vejo Luz Em Maior Proporção Do Que Eu Vejo A Escuridão”, segundo álbum de estúdio do grupo, lançado em março.

Em conversa com a Billboard Brasil durante o ARVO Festival, em Florianópolis, os Gilsons falaram sobre esse momento em que as canções deixam de pertencer apenas a quem as escreveu. “A gente vai reconhecendo um pouco das canções através do público. Agora tem esse desafio de trazer as músicas novas e esperar essa resposta. Naturalmente, é isso que vai dando à música uma nova vibração”, disse José Gil.

O disco novo reúne dez faixas e participações de Caetano Veloso, Moreno Veloso, Tom Veloso, Narcizinho, Julia Mestre e Sona Jobarteh. Depois de “Pra Gente Acordar”, trabalho que levou o grupo a festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil e Coala Festival, o trio aparece mais interessado em ampliar a própria linguagem do que em repetir uma fórmula.

No repertório, esse amadurecimento aparece no convívio entre as faixas novas e músicas que já têm resposta imediata do público. No ARVO, canções como “Visão”, “Semeia” e “Bem Me Quer” dividiram espaço com “Várias Queixas”, “Devagarinho”, “Love Love” e “Algum Ritmo”, mostrando como o novo disco começa a ser testado ao lado do repertório que consolidou a banda.

Francisco Gil no ARVO (Toia Oliveira/Divulgação)
Francisco Gil no ARVO (Toia Oliveira/Divulgação)

Para o trio, essa passagem do íntimo ao coletivo é parte central do processo. “Quando a gente está compondo e produzindo, as músicas são só nossas. Elas estão ali, muito pessoais, quase como um bebezinho. Mas, a partir do momento em que a gente lança, elas viram do mundo”, disse Francisco. “Aí cabe ao mundo dar essa reverberação, responder, trocar. Tudo vira uma troca gigante. Essa é uma das coisas mais legais da música.”

A ligação dos Gilsons com os Veloso

O sobrenome Gil, inevitavelmente, acompanha o trio: José é filho de Gilberto Gil, enquanto João e Francisco são netos do cantor (Francisco é filho de Preta Gil). E a relação com a família Veloso, que aparece  no disco em “Minha Flor”, gravada com Caetano, Tom e Moreno, atinge mais camadas do que se pode imaginar a um primeiro olhar. “É curioso, porque as pessoas acreditam que a ligação mais forte vem dos pais, entre Gil e Caetano. Mas existe também uma ligação de sangue entre Dedé e Sandra, que são irmãs”, explicou João. Dedé Veloso, primeira mulher de Caetano e mãe de Moreno, é irmã de Sandra Gadelha, ex-mulher de Gil, a ‘Drão’ da música, é mãe de Preta, Pedro e Maria Gil. “É uma relação de muito tempo. A gente cresceu junto de alguma forma. Eu estudei com o Zeca durante grande parte da minha vida.”