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Entenda como o funk brasileiro foi parar na maior plataforma para DJs do mundo

Ritmo nacional ganhou categoria no Beatport; saiba mais

O baile funk Submundo 808 (@tonyalvves)

O baile funk Submundo 808 (@tonyalvves)

A oficialização do brazilian funk, ou melhor, do funk brasileiro como um gênero próprio dentro do Beatport representa um passo muito importante para a música urbana nacional. O movimento, liderado por Raphael Pujol, diretor de curadoria global da plataforma, deu o protagonismo que a sonoridade brasileira merecia em uma das maiores plataformas de vendas de músicas para DJs.

Em entrevista à Billboard Brasil, o francês contou como descobriu o funk e como o ritmo o impactou ao ter sua primeira experiência direta com as pistas brasileiras, quando passou dois meses no país a turismo.

“Meus amigos me levaram para um Baile Funk e eu achei aquilo louco. Não podia acreditar no quão incrível era. Percebi que era música eletrônica, vi que as pessoas eram muito interessadas e que o ritmo era extremamente popular. Depois dessa festa, comecei a fazer muitas perguntas para os meus amigos e para as pessoas sobre o funk. Foi assim que aprendi sobre a cultura, sobre as festas e sobre os diferentes estilos.”

A plataforma, em parceria com a distribuidora ONErpm, produziu o documentário “Funk do Brasil”, que passa por toda a história da sonoridade.

Um trecho da produção foi transmitido durante o painel liderado por Raphael durante a Hot Beats Music Conference, que acontece entre os dias 21 e 24 de maio no Rio de Janeiro.

Raphael Pujol
Raphael Pujol

O francês também contou à Billboard Brasil que o Beatport já vem mapeando e catalogando movimentos musicais de matriz eletrônica, como o caso do Amapiano, originário da África do Sul, e que o próximo passo era o funk, ainda dentro do plano de expansão da plataforma na América do Sul.

“O Amapiano é um conceito semelhante, um grande movimento de música cultural. Então eu pensei: ‘Cara, nós precisamos também ter a música brasileira’. Afinal, música para dançar é eletrônica, o Brasil é um dos maiores países do mundo, com uma cultura gigante, e nós estamos justamente tentando expandir a América do Sul para o mundo. Isso fez todo o sentido.”

O impacto da categoria de funk brasileiro na plataforma já pode ser comprovado. Os DJs internacionais estão cada vez mais incluindo o ritmo em seus sets, além de artistas nacionais estarem ganhando espaço no circuito europeu e americano da cena eletrônica.

Na visão de Raphael, a sonoridade pode dar um impulso para a dance music mundial.

“Acho que, em escala global, as pessoas estão descobrindo o funk. Cada vez mais artistas e DJs estão usando o ritmo em seus mixes, inserindo acapellas, vocais e elementos musicais do funk em diferentes gêneros. Os fãs de funk e de baile estão crescendo no mundo todo. Na verdade, os próprios artistas brasileiros estão viajando e tocando em Londres, Paris, Estados Unidos e Austrália. Está crescendo muito. Estou feliz de poder contribuir para isso, amo o Brasil e amo essa cultura. Estou muito orgulhoso disso.”