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Natanzinho Lima: ‘São Paulo tem a energia do Nordeste e vai ser o DVD da vida’

Natanzinho Lima (Divulgação)

Natanzinho Lima (Divulgação)

Em 12 minutos, mais de 3 mil ingressos vendidos. O site travou. Os lotes precisaram ser pausados. Em dois dias, o contador já passava dos 15 mil. Não era show de pop star internacional, não era festival com line-up recheado de nomes globais. Era Natanzinho Lima, 22, nascido em Itabaiana, no Sergipe, anunciando que ia gravar um DVD no Anhembi, em São Paulo, levando o brega para um palco que poucos imaginavam que o ritmo um dia ocuparia.

Hoje à noite, diante de 27 mil pessoas, essa ocupação acontece de vez.

Na noite de sexta-feira (22), em coletiva de imprensa o cantor chegou sem cerimônia e falou com a franqueza de sempre. Depois dedicou mais alguns minutos para a Billboard Brasil.

Ele começou relembrando a estreia na cidade: quando voou de avião pela primeira vez na vida, chegou ao local e contou apenas umas oito pessoas de chapéu no público. Havia um frio no ar e quase ninguém conhecia as músicas. Mesmo assim, saiu de lá com uma certeza: “Eu quero fazer um projeto aqui. Só que, para fazer algo em São Paulo, precisava ser do tamanho da cidade”.

Levou alguns anos. Mas o tamanho chegou.

O nome do show diz tudo

“Na Liga em Sampa” não é apenas um título. “Na liga” é uma expressão que o próprio Natanzinho já usava em Fortaleza e no Rio de Janeiro para significar estar animado, no ponto certo, conectado. “Sampa” dispensa apresentações. A junção das duas palavras resume bem o que o artista quer comunicar: o brega chegou à maior metrópole do país.

“Eu levanto a bandeira do brega para mostrar que ele pode chegar a qualquer lugar”, afirmou durante a coletiva. “Até três ou quatro anos atrás, o ritmo não tinha esse valor todo. Ver a galera de São Paulo curtindo o brega é motivo de muita alegria.”

Um palco com cara de bar e alma de caminhoneiro

Para uma gravação dessa magnitude, a cenografia precisava dizer algo sobre quem é Natanzinho Lima, e não apenas sobre o tamanho do evento. Ele foi claro com sua equipe: queria um palco diferente, com painéis de LED, mas que lembrasse a essência de onde tudo começou. “

Eu quero um negócio que lembre caminhoneiro, que tenha cara de bar, uma coisa mais voltada à raiz do brega”, contou. “Não queria algo excessivamente tecnológico ou futurista. Essa é a minha origem e é a galera que me escuta.” O resultado é uma estrutura que equilibra a grandiosidade de uma arena com a intimidade de quem nasceu cantando em barzinhos do interior.

Os convidados e o ídolo que ele mal acreditou que viria

A lista de participações do “Na Liga em Sampa” fala por si: Wesley Safadão, Leonardo, Xand Avião, Belo e o Panda. Cada nome tem uma história dentro dessa noite.

Wesley Safadão é, nas palavras do próprio Natanzinho, “como um pai”.

“Eu amo aquele cara demais, ele mudou a minha vida. Não tinha como fazer esse projeto sem ele”, disse. A condição colocada pela equipe antes de qualquer coisa era simples: “A gente faz o DVD, mas só faz se o Wesley cantar”.

Mas o convite mais pessoal de todos foi o de Leonardo. “Eu o tenho como um grande ídolo”, admitiu Natanzinho. Mesmo com a ajuda do empresário Vanu, amigo do cantor sertanejo há muitos anos, a confirmação só foi levada a sério de verdade quando Leonardo já estava em São Paulo. “Para ser bem sincero, eu só acreditei quando me disseram que ele já estava aqui.”

Belo foi outro que entrou na lista de forma quase cinematográfica. Durante uma sessão de escuta com Safadão e o produtor Diogo, a música soou e o veredicto foi imediato: “Essa música é a cara do Belo”. Ligaram para ele ali mesmo. Belo atendeu do estúdio da Globo, onde gravava a novela, e confirmou na hora. Minutos depois, já tinha mandado mensagem no WhatsApp.

O único nome que ficou de fora e que Natanzinho lamenta abertamente é o de Rey Vaqueiro. “Tentamos até fretar um avião para ele vir e voltar, mas não bateu o horário”, revelou.

“Senti falta porque é um grande amigo e está estourado. O único que faltou mesmo para completar a festa foi ele.”

São Paulo abraçou o brega e Natanzinho sabe disso

Em entrevista exclusiva à Billboard Brasil, quando perguntado se o público paulistano abraçou o brega da mesma forma que o Nordeste, Natanzinho não teve dúvidas.

“Cara, em São Paulo, a hora que a gente sobe no palco o clima é outro. O povo canta do início ao fim, todo mundo de chapéu. Foi justamente por causa dessa recepção que eu quis gravar o meu DVD aqui. São Paulo tem a mesma energia do Nordeste.”

O termômetro, segundo ele, varia de cidade para cidade e até de dia da semana. Mas São Paulo nunca decepcionou.

O que ele quer deixar quando as luzes se apagarem

“Quero que fique a sensação de que foi o melhor show que eles já viram. Quero que as pessoas entendam na prática que ‘viver é diferente de estar vivo’.”

E completou: “Vai ser o DVD da minha vida. Independentemente de acordar cansado ou de ter que viajar para o Rio logo em seguida, vou entregar a melhor performance da minha vida. Quero que as pessoas olhem e digam: ‘O Natanzinho Lima realmente vive o que canta, aquele menino é da liga mesmo’.”

O menino que voou de avião pela primeira vez para fazer um show em São Paulo, quando o público mal chegava a encher um boteco, volta hoje à mesma cidade. Desta vez, com 27 mil pessoas esperando por ele, ídolos de uma vida inteira no mesmo palco e o brega vibrando em cada canto do Anhembi.

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Natanzinho Lima grava o DVD “Na Liga em Sampa” neste sábado (23), no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Ouça grandes sucessos de Natanzinho Lima