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Domingo da Virada Cultural atrai multidões com pop, nostalgia e pagode

Marina Sena, Joelma, Thiaguinho, Seu Jorge e Alexandre Pires foram os destaques

Virada Cultural de SP em 2026. (Foto: Sergio Barzaghi/PrefSP)

Virada Cultural de SP em 2026. (Foto: Sergio Barzaghi/PrefSP)

O domingo (24) da Virada Cultural reuniu multidões em diferentes regiões de São Paulo entre momentos de sol, chuva e frio. Com programação espalhada entre Centro e periferias, a cidade recebeu shows de pagode, samba, rap, MPB, brega, tecnobrega e música latina ao longo de todo o dia.

Gretchen abre manhã ensolarada no Centro

Às 11h, Gretchen abriu a programação da Avenida São João sob céu ensolarado e poucas nuvens. A cantora reuniu um público de diferentes gerações em um show marcado por hits, referências à geração Z e interação constante com a plateia.

A apresentação contou ainda com números de balé aéreo, enquanto fãs batiam leques e cantavam músicas como “Conga, Conga, Conga”. A cantora também aproveitou para negar rumores de rivalidade com Joelma antes de cantar “Voando pro Pará”.

Arlindinho leva sambas-enredo à Freguesia do Ó

Ao meio-dia, Arlindinho embalou o público da zona norte misturando sucessos de Arlindo Cruz, clássicos do Fundo de Quintal e sambas-enredo de escolas cariocas e paulistanas.

O cantor exaltou a presença das escolas de samba na Virada Cultural e relembrou passagens pela região ao lado do pai. Entre os destaques do repertório estiveram “É Hoje” e sambas da Vai-Vai, Rosas de Ouro e Mocidade Alegre.

Demônios da Garoa emocionam fãs mais velhos

Na sequência da programação da Freguesia do Ó, Demônios da Garoa reuniram famílias e idosos em um show carregado de clássicos da música paulistana.

O público acompanhou em coro músicas como “Trem das Onze”, “Tiro ao Álvaro” e “Samba do Arnesto”, além de homenagens a Milton Nascimento e Jorge Ben Jor.

Marina Sena canta para Anhangabaú lotado

Previsto para começar às 14h, o show de Marina Sena teve início às 14h24 no Anhangabaú e protagonizou um dos momentos mais movimentados da Virada Cultural.

Com fãs aguardando desde cedo no local, a apresentação teve registros de desmaios, reclamações sobre distribuição de água e longas filas para acessar o espaço. Em diversos momentos, a cantora interrompeu o show para pedir ajuda aos bombeiros.

Mesmo assim, o público acompanhou em coro músicas como “Por Supuesto”, “Me Toca” e “Numa Ilha”. A apresentação também teve falha técnica no som, rapidamente resolvida pela equipe.

Otto homenageia Reginaldo Rossi

Por volta das 15h, Otto transformou o palco São João em uma celebração da cultura recifense. O cantor apresentou sucessos de Reginaldo Rossi em versões com influência de rock e exaltou a presença nordestina em São Paulo.

O encerramento teve músicas próprias e clássicos ligados a Chico Science e ao Carnaval de Olinda.

Ajulliacosta leva protesto ao palco

No Palco Arouche, Ajulliacosta começou o show às 16h16 e levantou uma bandeira com os dizeres “mulheres vivas” durante a música “Liberdade”, em protesto contra o feminicídio.

Com plateia formada majoritariamente por mulheres jovens e negras, a artista celebrou o espaço do rap feminino nacional e emocionou o público ao agradecer a lotação no centro da cidade.

Thiaguinho desafia chuva no Parque do Carmo

Às 16h30, exatamente no horário previsto, Thiaguinho subiu ao palco do Parque do Carmo no momento em que uma forte chuva começou a cair sobre a zona leste.

Nem o temporal afastou as cerca de 40 mil pessoas que acompanharam o show. O cantor apresentou músicas do disco “Bem Black” e sucessos como “Tá Vendo Aquela Lua”, “Ousadia e Alegria” e “Caraca, Muleke!”, enquanto o público cantava debaixo de sombrinhas e no lamaçal.

Seu Jorge mantém multidão no Centro

Também previsto para as 16h30, o show de Seu Jorge começou com 22 minutos de atraso no Anhangabaú. Mesmo assim, o público permaneceu no local após a apresentação de Marina Sena.

O cantor recebeu a própria Marina para participações em “Pontos de Luz” e “Hágua”. O repertório ainda teve músicas como “Amiga da Minha Mulher” e “É Isso Aí”, acompanhadas em coro pela multidão até o encerramento, por volta das 18h20.

Di Melo lota Theatro Municipal

No começo da noite, Di Melo apresentou um show acompanhado por quarteto de cordas no Theatro Municipal e relembrou músicas marcantes de sua trajetória na black music brasileira.

O público ficou de pé durante “Kilário” e acompanhou com palmas a execução de “A.E.I.O.U”.

Sidney Magal encerra domingo na Freguesia do Ó

Já no fim da tarde e início da noite, Sidney Magal encerrou a programação da Freguesia do Ó distribuindo rosas para fãs vestidas de cigana e relembrando momentos marcantes da carreira.

Entre piadas sobre a própria idade e homenagens a Edy Star, o cantor fez o público dançar ao som de “Sandra Rosa Madalena” e “Vem Quente que Eu Estou Fervendo”.

Céu celebra 20 anos de disco de estreia no Arouche

Encerrando a programação do Palco Arouche, Céu subiu ao palco com cerca de meia hora de atraso e enfrentou falhas técnicas durante a apresentação. Ainda assim, manteve o clima intimista e sensual que marca sua trajetória.

O show integrou a turnê comemorativa dos 20 anos de seu disco de estreia e reuniu músicas como “Malemolência”, “Lenda” e “Varanda Suspensa”. Durante a apresentação, a cantora relembrou o início da carreira e falou sobre o “caderninho” onde escrevia composições no começo da vida artística.

Joelma fecha programação da São João

Encerrando a programação da Avenida São João, Joelma subiu no palco com cerca de 40 minutos de atraso, mas reuniu uma multidão no Centro em um show de quase duas horas dividido entre tecnobrega acelerado, músicas românticas da Banda Calypso e clima de festa popular.

A cantora exaltou a presença da cultura paraense na Virada Cultural, destacou outros artistas do Pará presentes no evento e chamou crianças ao palco antes de encerrar a apresentação com “Voando pro Pará”.

Alexandre Pires fecha Anhangabaú com clima de “pagonejo”

Encerrando a programação do Anhangabaú, Alexandre Pires subiu ao palco às 19h05, cerca de 35 minutos após o horário previsto, e transformou o Centro em uma grande roda de “pagonejo”, mistura de pagode e sertanejo que guia sua turnê atual.

O cantor reuniu sucessos da carreira solo, clássicos do Só Pra Contrariar e releituras sertanejas como “Leilão” e “Ciumenta”. O público acompanhou em coro músicas como “Depois do Prazer”, “Essa Tal Liberdade” e “Que Se Chama Amor” até o encerramento do show, às 20h30.