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Carminho traz turnê inédita ao Brasil em agosto; veja cidades e datas

Cantora se apresenta no Rio, em SP e BH entre 19 e 25 de agosto

Carminho

Carminho (Billboard Brasil)

Carminho chega ao Brasil neste mês com a turnê “Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir”, em quatro apresentações inéditas. A cantora portuguesa passa por Belo Horizonte/MG, no Sesc Palladium, nesta quarta-feira (19); pelo Rio de Janeiro/RJ, no Vivo Rio, no sábado (21); e por São Paulo/SP, no Teatro Cultura Artística, nos dias 24 e 25 de agosto. Os ingressos estão à venda nos sites Sympla, Ticket360 e Inti, respectivamente.

+ Leia mais: Carminho, a restauradora do fado que canta Portugal com alma universal

O show apresenta o repertório do sétimo álbum de Carminho, “Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir”, lançado em 2025 pela Sony Music. O disco reúne composições autorais e reforça a proposta da artista de manter o fado como uma linguagem em constante diálogo com o presente.

Entre as faixas do setlist está “Saber”, parceria com a artista experimental Laurie Anderson, que canta trechos em inglês baseados na poesia de Ana Hatherly. A poeta também é referência em “Balada do país que dói”, música que mistura guitarra portuguesa, mellotron e vocoder.

O álbum ainda traz “Canção à ausente”, com letra do poeta Pedro Homem de Mello, e “Sofrendo da alma”, baseada em versos de Amália Rodrigues. Carminho também deve cantar “Chuva no Mar”, parceria com Marisa Monte, além de “Chovendo na Roseira”, do repertório dedicado a Tom Jobim.

Carminho
Carminho (Billboard Brasil)

Carminho sobre ‘Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir’

Sobre o processo criativo do disco, Carminho explica a relação que mantém com o fado tradicional: “Esse disco é a continuação do trabalho que tenho feito, de pesquisa e de prática sobre o fado tradicional, que eu acredito ser uma língua viva. Ela está aqui para nos servirmos dela, para podermos nos expressar”.

O título do álbum nasceu de um poema do escritor português Antônio Campos Monteiro, encontrado entre manuscritos que pertenceram à fadista Beatriz da Conceição. Para Carminho, a frase representa bem o espírito do trabalho: “Esse poema traz a ambiguidade que eu procurava e a vertigem que me encantou nesta ideia de que se morre muito de amor no fado, mas há sempre a hipótese de resistir”.

A cantora também fala sobre a força da voz feminina dentro da música. “Hoje em dia a mulher tem a oportunidade de se expressar livremente e de ter a sua própria carreira e sua voz. Acredito que, ao continuar nessa jornada, por si só, a voz feminina já é um ato de resistência”, afirma.

O disco homenageia ainda mulheres que marcaram a trajetória do fado, como Teresa Siqueira, mãe de Carminho, além de Beatriz da Conceição e Amália Rodrigues.

A turnê que chega ao Brasil traz cenografia e iluminação novas, além de instrumentos pouco comuns, como Cristal Baschet e Ondes Martenot. Segundo Carminho, a ideia não é reinventar o fado, mas seguir explorando os limites da própria linguagem musical.

Ouça os maiores sucessos de Carminho