Tyga responde críticas por ter feito álbum com inteligência artificial
"$tarface" é o nono álbum de estúdio da carreira do rapper

O rapper Tyga em publicação nas redes sociais (Reprodução/Instagram)
Tyga rebateu as críticas ao seu novo álbum, “$tarface”, incluindo comentários de Doja Cat e uma resenha nota zero da revista “Pitchfork”.
O rapper defendeu o uso de inteligência artificial no disco e minimizou o peso das opiniões negativas.
Questionado sobre o comentário de Doja Cat, que o chamou de “um pênis” por ter feito um álbum com IA, Tyga disse ao TMZ Live: “Olha, eu amo a Doja, mas ela fez um álbum demoníaco.” O rapper não esclareceu a qual trabalho da cantora se referia, mas completou: “Mas eu ainda a amo.”
Sobre a nota zero atribuída pela “Pitchfork”, Tyga descartou a crítica e afirmou desconhecer a publicação: “Eu não sei muito bem o que é a Pitchfork. Tudo o que sei é que o diabo usa um tridente (pitchfork).”
O rapper também voltou a defender o uso de inteligência artificial no álbum, alegando ter escrito todas as músicas sozinho e buscado experimentar um som diferente.
“Eu simplesmente sinto que não existem mais regras. Você não precisa se colocar numa caixinha sobre como as coisas têm que ser criativamente. Estou nessa há mais de 15 anos. Então, depois de um tempo, você só precisa experimentar coisas diferentes.”
Tyga ainda descreveu o personagem por trás do projeto: “Este é o primeiro projeto que as pessoas estão vendo que é completamente diferente de outras coisas que já fiz. Esse personagem, $TARFACE, é um artista completamente separado, com uma estética completamente separada e tudo mais.”
+Leia mais: Tyga admite uso de IA em ‘$TARFACE’ e compara tecnologia ao Auto-Tune
O contexto por trás da polêmica envolvendo Tyga
“$tarface” é o nono álbum de estúdio de Tyga, lançado no fim do mês passado como sequência de “NSFW” (2025). Pouco depois do lançamento, o rapper confirmou ter usado inteligência artificial como “ferramenta” na produção do disco: “Definitivamente usamos IA como ferramenta. E eu sei que as pessoas vão ficar chateadas por eu dizer isso, mas é para onde a tecnologia está indo. Não é diferente de quando o Auto-Tune surgiu. Algumas pessoas eram contra, mas os artistas de verdade pegaram e usaram.”
Questionado sobre onde a tecnologia foi aplicada, ele explicou: “A gente ficou tipo, sabe de uma coisa? Eu preciso de uns sintetizadores dos anos 80 para uma certa parte dessa música. Eu preciso de um solo de guitarra pronto o mais rápido possível. É o que é.” Tyga afirmou que a produção geral e todos os vocais do álbum foram feitos sem IA.
A repercussão negativa cresceu depois que Doja Cat, que já havia trabalhado com Tyga em duas músicas, criticou o álbum durante uma transmissão ao vivo na quarta-feira (12): “Ninguém me perguntou nada sobre o Tyga, mas eu senti vontade de dizer isso. O Tyga é um pênis por fazer um álbum com IA.”
A crítica também partiu da “Pitchfork”, que deu a “$tarface” a menor nota possível, 0/10, descrevendo o álbum como “arrogante, complacente e deprimente” e afirmando que “sua mera existência tornou o mundo um lugar pior”.

TRENDING
- Stray Kids celebra show no Rock in Rio: ‘Vamos aprender com a paixão do Brasil’ 17/08/2026
- Stray Kids conquista 9º topo da Billboard 200 com ‘THIS & THAT’ 16/08/2026
- KCON LA 2026: os melhores momentos até agora 16/08/2026
- Filmagens da cinebiografia dos Beatles recriam a cena histórica de ‘Abbey Road’ 16/08/2026
- Morre pastor e cantor gospel Marquinhos Menezes, aos 56 anos 14/08/2026