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Trilhas sonoras de séries LGBTIAPN+: quando a música vira personagem

De Labrinth em 'Euphoria' ao pop alternativo de 'Heartstopper'

Cena do primeiro episódio de 'Glee'

Reprodução

Tem série que marca pela história. Outras, pela estética. Mas algumas conseguem fazer os dois – e ainda deixam uma trilha sonora impossível de esquecer.

As produções LGBTIAPN+ ajudaram a transformar a música em elemento central da narrativa. Muitas vezes, uma cena se tornou icônica justamente por causa das trilhas sonoras que a acompanhava.

É impossível falar do assunto sem citar “Heartstopper”, da Netflix. A série transformou artistas alternativos em febre global e ajudou a popularizar nomes como Baby Queen, Conan Gray e girl in red dentro de uma narrativa leve, romântica e profundamente conectada com a geração Z.

“Euphoria”, disponível na HBO, foi por outro caminho. A trilha intensa, produzida principalmente por Labrinth, virou praticamente um personagem da série — construindo toda a tensão emocional, o caos e a vulnerabilidade dos personagens através do som.

+ Leia também: Todas as músicas da trilha sonora da quinta temporada de ‘O Urso’

Zendaya, em 'Euphoria'; trilhas sonoras de séries
Zendaya, em ‘Euphoria’ (HBO/Divulgação)

Mas talvez nenhuma série LGBTIAPN+tenha usado a música de forma tão simbólica as trilhas sonoras quanto “Pose”, no Disney+. Além de retratar a cultura ballroom dos anos 1980 e 1990, a produção trouxe clássicos do disco, house e pop que ajudaram a eternizar uma cena cultural inteira.

“Young Royals”, também da Netflix, aposta em pop europeu, canções melancólicas e uma estética mais intimista que acompanha com precisão os conflitos emocionais do príncipe Wilhelm. Já “Sex Education” mistura indie, pop retrô e clássicos emocionais de um jeito muito próprio — resgatando músicas antigas para uma nova geração com uma identidade sonora acolhedora e divertida.

“Glee”, no Disney+, mudou a relação das séries com o pop: os covers viravam hits, entravam nas paradas e recolocavam músicas antigas no topo, apresentando diferentes artistas e discursos sobre identidade para milhões de jovens.

“Veneno”, na Max, apostou em uma trilha dramática e emocional para contar a história de uma das maiores figuras trans da televisão espanhola. E “Looking”, também na HBO, construiu seu clima urbano e intimista com uma seleção indie sofisticada, ambientada nas ruas de São Francisco.

Mais do que músicas boas, essas séries com trilhas sonoras marcantes criaram identidade, emoção e pertencimento através do som e isso muda completamente a experiência de assistir.

Trilhas sonoras de séries LGBTIAPN+