Gilberto Gil, Ivete e Caetano homenageiam Preta Gil em documentário íntimo
'Preta – Eu Não Ando Só' chega à TV Globo com imagens inéditas

Preta Gil (Billboard Brasil)
Na segunda-feira (20), completou-se um ano da partida de Preta Gil, uma das personalidades mais queridas, autênticas e importantes da cultura brasileira. Cantora, atriz, apresentadora, produtora, publicitária, empresária — qualquer lista ainda parece pequena diante de tudo o que ela representou.
Com coragem, humor e uma enorme capacidade de acolhimento, ela transformou a própria vida em uma defesa permanente da liberdade, da diversidade, do direito de existir e da possibilidade de cada pessoa se reconhecer e se amar como é.
Um ano depois, sua história ganhou um registro emocionante no documentário “Preta – Eu Não Ando Só”, exibido pela TV Globo e disponível no Globoplay. A produção integra o projeto “Quanto Mais Preta, Melhor”, criado para celebrar a memória da artista e mostrar quem ela era muito além dos palcos.
Diferente de uma biografia tradicional, o documentário acompanha os últimos anos de vida de Preta por meio de registros extremamente íntimos — grande parte gravada pela própria cantora ou por familiares e amigos, com celulares, durante viagens, tratamentos, encontros e momentos do cotidiano. O resultado é um retrato sensível, honesto e profundamente humano.
Ao longo do filme, acompanhamos parte da luta de Preta contra o câncer, mas a produção faz questão de não resumir sua história à doença. Mesmo nos momentos mais difíceis, o que se destaca é sua alegria, seu senso de humor, sua fé, a força que encontrava nas pessoas ao redor e a vontade de continuar vivendo intensamente.
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Há conversas entre amigos, encontros em família, celebrações, demonstrações de carinho e também momentos de fragilidade — tudo mostrado sem filtros, do jeito que Preta escolheu viver: com verdade.
Além das imagens inéditas, o documentário reúne depoimentos de pessoas que marcaram a trajetória da cantora, como Caetano Veloso, Carolina Dieckmann, Ivete Sangalo, Gominho, Jude de Paula, Malu Barbosa, Marcelo Azevedo, Regina Casé, Angélica e Luciano Huck. Amigos de diferentes fases de sua vida ajudam a compor o retrato de uma mulher que fez do afeto uma de suas maiores marcas.
Já Francisco Gil, Sol de Maria, Flora Gil e Gilberto Gil revelam o lado mais íntimo de Preta Gil: mãe, filha, avó, integrante de uma família que permaneceu unida durante todo o tratamento.
Um dos momentos mais emocionantes é quando Gilberto Gil fala sobre a ausência da filha. Com muita sensibilidade, ele relembra a convivência entre os dois e traduz um sentimento que atravessa todo o documentário: a saudade. É um depoimento delicado, que evidencia não só a dimensão da artista, mas, principalmente, da mulher que fazia questão de estar presente na vida das pessoas.
O título “Eu Não Ando Só” talvez seja a melhor definição da trajetória de Preta Gil. Ela construiu uma verdadeira rede de afeto que permaneceu ao seu lado até o fim — e o documentário mostra exatamente isso: talvez sua maior obra tenha sido a capacidade de reunir pessoas, inspirar carinho e transformar amizade em família.
Mais do que contar uma despedida, “Preta – Eu Não Ando Só” celebra uma vida marcada pelo amor, pela amizade e pela coragem. É um documentário sobre família, sobre afeto, e sobre como a presença de alguém segue viva nas lembranças de quem ficou.
Eternamente, Preta Gil.

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