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TABBER transforma conceito astronômico em metáfora amorosa em novo single

Cantor falou com a Billboard Brasil sobre 'New Moon'

TABBER

TABBER (Hatchingroom/Lily Lee)

TABBER anuncia o lançamento de seu novo single, “New Moon”, com uma proposta conceitual que une astronomia e intimidade. A lua nova – fase em que o satélite se alinha entre o sol e a Terra, tornando-se invisível – serve de base para a canção, que compara o escurecer do campo de visão durante um beijo ao fenômeno lunar.

“Em vez de simplesmente dizer ‘a noite cai’, parti da ideia de nós fecharmos os olhos e criarmos a noite nós mesmos”, explica TABBER para a Billboard Brasil.

O single integra o que o artista descreve como “um registro das coisas que ficam claras na escuridão mais profunda” — uma premissa que ele conecta a um processo de reflexão pessoal. “Na escuridão, até a menor luz se torna visível. Quando você está em escuridão profunda, acaba tendo muitos pensamentos e se refletindo bastante também.”

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Nascido nos Estados Unidos e radicado na Coreia do Sul, TABBER construiu carreira transitando entre culturas e cenas. Em 2025, o artista se apresentou como sub-headliner ao lado de DEAN no festival Head in the Clouds. “Mesmo nos ensaios, eu não tinha noção de quão enorme o show seria. Mas quando subi ao palco, genuinamente não conseguia ver o fim da multidão. Parecia surreal.”

Para 2026, TABBER sinaliza uma mudança de foco na produção musical. “Antes, focava mais em fazer música divertida e mostrar isso às pessoas. Agora, o que se tornou muito mais importante para mim é expressar minha própria história com mais clareza através da minha música.”

Leia a entrevista com TABBER

Billboard Brasil: O conceito de criar a “noite” apenas fechando os olhos é bem bonito. Isso reflete sua abordagem à música em geral? Criar seu próprio mundo em vez de esperar pelas condições certas?
TABBER: Quando escrevo letras, gosto muito de usar metáforas ou abordar as coisas de uma perspectiva diferente. Então, em vez de simplesmente dizer “a noite cai”, comecei com a ideia de fecharmos os olhos e criarmos a noite nós mesmos.

Você descreveu este projeto como “um registro das coisas que se tornam claras na mais profunda escuridão”. O que se torna mais claro para você?
Na escuridão, até a menor luz se torna visível. E quando seus olhos se acostumam à escuridão, você começa a ver as coisas com mais clareza. Acho que é mais ou menos assim. Quando você está em profunda escuridão, acaba tendo muitos pensamentos e também reflete muito sobre si mesmo.

Como você descreveria seu som para alguém que o ouve pela primeira vez?
Sempre que preciso explicar minha música para alguém que a ouve pela primeira vez, costumo descrevê-la como uma montanha-russa. O tipo de música que eu gosto também se move emocionalmente como uma montanha-russa; as emoções oscilam, o ritmo muda constantemente, e acho que isso transparece naturalmente na minha música. Então, para um ouvinte de primeira viagem, eu a descreveria como uma montanha-russa.

Ouça TABBER

Você cresceu em várias cidades nos EUA e eventualmente construiu uma carreira na Coreia. Como toda essa movimentação moldou a maneira como você se vê como artista?
Morei em muitas cidades diferentes, então tive muitas experiências diferentes e me inspirei em todos os tipos de lugares. Acho que isso transparece naturalmente na minha música. Também nunca me senti realmente pertencente a uma cena específica. Sempre fui alguém que tentava criar algo fora disso, algo diferente, então acho que é por isso que me sinto assim. Parece natural para mim.

Você já se apresentou no Brasil, Chile, Paris, Londres, por toda a América do Norte e Ásia. O público influencia a performance? Você sente uma energia diferente dependendo de onde está no mundo?
Já me apresentei em muitos países diferentes, incluindo a Coreia, e olhando para trás, para todas essas experiências, não acho que a sensação de uma apresentação realmente mude dependendo do país. Acho que a atmosfera geral depende mais do meu humor ou estado de espírito no momento, e também das músicas que estou cantando.

Você se juntou ao DEAN como sub-headliner no Head in the Clouds em 2025. Para um artista independente de R&B alternativo, esse é um palco enorme. Como foi esse momento?
Me apresentar no Head in the Clouds foi muito maior do que eu imaginava. Mesmo durante os ensaios, eu não tinha noção da dimensão do show, mas quando subi ao palco, eu realmente não conseguia ver o fim da multidão. Foi surreal. A energia do público também foi incrível, e ver todos curtindo o momento com meus próprios olhos tornou tudo uma lembrança inesquecível.

Você descreveu 2026 como um momento de evolução além das fronteiras musicais. Como isso se traduz na prática? O que você está construindo que não existia antes?
Acho que a ideia de “romper fronteiras musicais” vem da vontade de experimentar coisas novas em vez de simplesmente misturar coisas que já fiz. No passado, eu me concentrava mais em fazer música divertida e mostrar isso para as pessoas. Mas agora, o que se tornou muito mais importante para mim é expressar minha própria história com mais clareza através da minha música.

Qual foi a maior barreira artística que você teve que superar para chegar onde está hoje?
Honestamente, quando se trata da maior limitação artística que tive que superar para me tornar quem sou hoje, não sinto que já tenha feito o suficiente ou passado tempo suficiente fazendo isso para poder falar sobre “limites”. Então, acho que ainda não cheguei ao ponto de definir meus limites.