Rio2C reúne gigantes da música brasileira em debates sobre cultura e mercado
Evento trouxe temas como o business no mundo das festas populares

Rio2C (Divulgação)
O terceiro dia do Rio2C foi embalado por grandes nomes da música brasileira, do samba ao rap, como Zeca Pagodinho, Xamã e Ferrugem. O maior encontro de criatividade, inovação e negócios da América Latina acontece na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, e vai até dia 31 de maio. Com uma grade de programação dedicada à música, o evento trouxe temas como o business no mundo das festas populares, exportação da música brasileira para o mundo e a narrativa da composição.
“Ou é muito bom, ou não é”
No painel “Até Aonde a Vida nos Leva? uma conversa com Zeca Pagodinho e Regina Casé”, o imortal do samba se juntou à voz da cultura popular para celebrar a potência da identidade brasileira. O papo rolou no Global Stage e foi marcado pelo carisma de Zeca, sua trajetória, identidade e a força do samba como tesouro nacional.
Entre histórias, experiências pessoais, música, fé e família, Zeca aconselhou os jovens talentos da música que querem ter uma carreira consolidada: “Pensar e fazer coisas boas, músicas boas e tudo o que fizer, fazer bem. Nada de mais ou menos. Ou é muito bom, ou não é”, disse o artista.
Business da música
No Soundbeats II, o debate “As festas populares como fator acelerador do business da música” reuniu a CMO da Billboard Brasil, Camila Zana, ao lado de Isaac Edington, presidente da Saltur, João Carlos Parente, sócio-fundador da Artes Produções, e Nelson Adão, sócio e diretor da SRCOM. O painel discutiu o impacto econômico das festas populares brasileiras, os investimentos crescentes no setor e como artistas vêm se reinventando por meio de shows, turnês e grandes eventos para ampliar conexão com o público e fortalecer o mercado da música.
O público também teve a oportunidade de vivenciar um verdadeiro intercâmbio cultural durante o evento, que reuniu profissionais e representantes de diferentes países para discutir os caminhos da indústria musical global. A Billboard França participou de um painel dedicado à exportação da música brasileira para o mundo e aos desafios desse processo.
“Estou muito feliz por ter participado deste painel sobre a exportação da música brasileira para o mundo. É uma experiência muito enriquecedora para a Billboard França poder encontrar os maiores nomes da criatividade na América Latina. A discussão permitiu levantar pontos muito interessantes sobre as dificuldades nesse caminho, ao mesmo tempo em que percebemos que grandes artistas do Brasil começam a encontrar seu espaço, especialmente graças às colaborações com artistas europeus”, disse Léa Menanteau, jornalista e responsável editorial da Billboard France.

Do pagode ao rap
Ferrugem e Xamã foram os grandes nomes do palco Story Village, comandado por Zé Ricardo, diretor musical. Em uma conversa sobre a narrativa da composição, eles conversaram sobre como funciona o processo criativo para escrever canções, a pluralidade na música e como ela une diferentes gêneros musicais.
O público também teve a chance de ouvir curiosidades e os bastidores da vida dos artistas. Antes da fama, os dois se conheceram em uma loja de shopping, na zona oeste do Rio, onde Xamã era vendedor e Ferrugem seu cliente. Durante a conversa, descobriram que os dois se chamavam Jason, torciam para o Fluminense, eram de Campo Grande e claro, cantores. Tempos depois, a música foi a responsável por promover esse reencontro.
Durante o papo, eles falaram sobre a importância de aprender e fazer parcerias com artistas de diferentes gêneros. Muitos fazem até mesmo Camps musicais, que são imersões intensivas entre artistas, músicos e compositores para devolverem novos trabalhos e aprenderem novas técnicas. Foi o caso de Ferrugem, quem fez essa imersão com Pedro Sampaio e revelou que em
Breve vai estar também no funk.

“Eu faço música. O estilo é apenas uma caixa que colocam a gente e às vezes a gente nem quer estar. O público muitas vezes acaba destinando o caminho que a gente tem que ir, mas sou meio rebelde e acabo indo para onde quero ir”, comentou o artista.
Xamã muitas vezes se questionou também quando fez uma transição do underground para love songs, mas entendeu que também era possível seguir por caminhos diferentes dentro de um mesmo estilo musical:
“No início era meio mal visto fazer Poesia Acústica, falar de amor, diziam que eu estava abandonando a causa, e não. A gente é uma estrela potente e faz isso também”, conta o rapper durante o painel. Durante uma hora de conversa, os dois compartilharam suas experiências e aprendizados ao fazer parcerias e misturas de ritmos durante o processo criativo.

TRENDING
- RM, do BTS, faz live sincera sobre saúde mental e criação de ‘ARIRANG’ 28/05/2026
- Slayer no Brasil: veja os detalhes do show único em São Paulo 27/05/2026
- NMIXX, Stray Kids, BTS: veja destaques do K-pop no charts da Billboard 27/05/2026
- BTS em Busan: como e onde comprar ingressos para exibição nos cinemas 28/05/2026
- Além do K-Pop: preservando o futuro musical da Coreia do Sul; leia análise 28/05/2026