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Punka apresenta primeiro álbum, ‘SINCERICÍDIO’: ‘Minha essência é o boom bap’

Rapper transforma 10 anos da cena em 17 faixas inéditas

Punka

Punka (@pac.jpg)

Dez anos de corre, 94 títulos em batalhas de rima e um intervalo de quase desistência: é com essa bagagem que Punka chega ao seu primeiro álbum. “Sincericídio”, lançado nesta segunda-feira (1), reúne 17 faixas inéditas produzidas por Granadeiro Guimarães e nove participações especiais.

O projeto é inteiramente boom bap – escolha de quem passou anos sendo cobrada por versatilidade e decidiu, desta vez, ignorar o mercado. “Eu já fiz trap, já fiz drill. Mas minha essência é o boom bap. Não estou nem aí se está em alta ou não, se vai vender ou não. Eu quis falar o que meu coração estava sentindo”, diz a rapper à Billboard Brasil.

As vivências da artista vieram direto para as letras. O álbum percorre violência de gênero, educação, periferia, depressão e família.

Em “Troféus”, Punka fala sobre o custo invisível do sucesso. “As pessoas se preocupam tanto com os troféus, com as palmas, os aplausos. Mas o peso que eles têm na nossa alma é às vezes mais pesado que o próprio troféu”. “Bruxas”, por sua vez, nasceu da raiva. “Escrevi no ódio supremo, contra a misoginia.”

Entre os feats estão Nyak, Maria Preta MC e Beatriz Denaro. Sobre o avanço das mulheres no rap brasileiro, ela cita Duquesa e Ebony como referências, Punka tem orgulho, mas não romantiza.

“A gente tem que ter flow impecável, voz impecável, corpo impecável, roupa impecável, show grandioso com dançarino, para receber, às vezes, a oportunidade de cantar de graça. Enquanto muitos homens botam um moletom, sobem no palco com uma letra mediana e ganham cachê absurdo.”

“A gente nem quer ser boa para eles. A gente quer que as pessoas que são como a gente se reconheçam.”

Ouça ‘SINCERICÍDIO’, álbum de estreia de Punka