Confira melhores momentos de Jay-Z no Roots Picnic 2026
Rapper se apresentou nos Estados Unidos no sábado (30)

Jay-Z pode estar ensaiando retorno para a música (Grosby Group)
Onde você estava quando Jay-Z foi a atração principal do Roots Picnic 2026, na noite de sábado (30), no Belmont Plateau, Filadélfia, nos Estados Unidos? Você estava na plateia agitando uma bandeira da Roc Nation? (As pessoas realmente estavam fazendo isso). Ficou acampado no perfil de algum espectador sortudo que tinha sinal suficiente para transmitir a apresentação ao vivo no Instagram? Ou acompanhou tudo por meio de vídeos e publicações que surgiram na sua linha do tempo das redes sociais, a maioria provavelmente relacionada aos ataques dele a várias pessoas?
Se a sua resposta foi qualquer uma dessas três opções, ou uma alternativa surpreendente, você entendeu a magnitude desse evento. O lendário rapper não aparece em público com frequência hoje em dia, então isso por si só já foi um acontecimento. Adicione convidados especiais, variações ao vivo exclusivas de músicas de sucesso, uma amostra grande, mas simultaneamente compacta, de seu extenso catálogo, e você terá os ingredientes para uma noite especial. Ou deveríamos dizer, o “The Blueprint”?
Mais uma vez, uma colagem específica de rimas improvisadas provavelmente dominará as conversas, mas houve outras coisas que valem a pena discutir. Momentos calorosos tanto para Jay-Z quanto para a Cidade do Amor Fraternal, um pouco de humor e muito mais. Com mais de 30 anos de carreira, o Sr. Carter entende como proporcionar ao público uma experiência memorável.
Não vamos mais prender a atenção do leitor; leia abaixo para ficar por dentro dos sete melhores momentos do show de Jay-Z no Roots Picnic. E se você quiser a lista completa de quais canções ele cantou e com quem se apresentou, confira aqui.
Os ataques não ficarão sem resposta
Jay-Z não perdeu tempo e abordou de cara os vários assuntos incômodos do momento. Ele abriu o show com “Hovi Baby” e imediatamente começou a rimar totalmente à capela para atingir Tory Lanez, o pai do rapper encarcerado, Sonstar Peterson, além de Dame Dash, Ye (anteriormente conhecido como Kanye West), Oschino Vasquez, Jaguar Wright, Nicki Minaj e Drake.
A qualidade do estilo livre fica a critério de quem ouve; ainda assim, há algo a ser dito sobre o fato de ele estar atacando mais uma vez seu antigo rival e cofundador da Roc-A-Fella, enquanto também se dirige a oponentes mais recentes, como o pai de Lanez. “A Roc não está desmoronando / Os duendes ficaram sem pegadinhas / Seu filho em uma prisão federal resmungando algo sobre ter colocado coisa demais na bebida”, rimou ele.
Minaj talvez tenha recebido os versos mais ácidos, o que diz muito porque ele literalmente se conteve. “Aquela senhora voltou a usar aquelas coisas / Ela está tipo, apaixonada por eles / O Ken dela nem consegue… / Cuidar do filho deles….. / Já chega deles”, disparou Jay-Z, como se quisesse ir além, mas soubesse que já havia dito o suficiente.
Claro, o que as pessoas estavam mais interessadas em saber era se o líder da Roc Nation responderia aos ataques de Drizzy em várias faixas de “ICEMAN”, especificamente no sucesso que liderou a parada Billboard Hot 100, “Janice STFU”. Bem, o nome dele não é Janice, então ele não calou a boca.
Jay-Z declarou que nenhum rapper poderia ser seu rival quando o governo é comandado por republicanos do movimento MAGA (uma observação notável, considerando que ele parecia ter interações positivas com Jared Kushner e Ivanka Trump, integrantes desse lado político), antes de tentar colocar Drake em seu lugar de irmão mais novo novamente.
“O jogo acabou, cara, estou 10 passos à frente / Campeão da parada errada / Os caras admiravam o Hov, eu nunca admirei nenhum deles”, rimou ele enfaticamente. Jay-Z está finalmente sentindo o peso de todos os que guardam desdém por ele e ficando irritado, ou está indiferente e procurando fechar a porta para quaisquer possíveis tretas futuras antes mesmo que comecem, ou está em algum lugar entre esses dois extremos. Desnecessário dizer que ele vê e ouve tudo, e não vai sumir em silêncio.
Bilal segurou a onda por Frank Ocean, The-Dream e a família Grammy
Quando a batida de “No Church in the Wild” começou, duas linhas de pensamento surgiram. Primeira: não havia a menor chance de Frank Ocean aparecer, mas se alguém pudesse mover esses cordões, seria um dos articuladores mais notórios da história do hip hop. Bem, isso não aconteceu, mas ele chamou Bilal para assumir o refrão de Ocean e a ponte de The-Dream; o artista de 46 anos fez justiça àquelas partes do disco e foi além, com uma nota especial em falsete semelhante à entrega original e característica de Dream.
A segunda linha de pensamento era de que não havia absolutamente nenhuma chance de Ye estar lá, especialmente depois de ter sido atacado na segunda música do show. Em vez de deixar o verso rodar ao fundo ou cortar a batida antes do tempo, o veterano astuto resgatou seu lendário “Grammy Family Freestyle” de 2006, que estreou originalmente na rádio Hot 97. Embora o público não tenha recebido a apresentação inteira, foi mais do que suficiente e se consolidou como um dos pontos altos do evento.
Meek Mill e Jazmine Sullivan apresentam clássicos em sua cidade natal
Perto da metade do show, as batidas iniciais de “Feelin’ It” ecoaram pelo Belmont Plateau. Em vez de trazer Mecca, no entanto, Jay-Z deu as boas-vindas ao palco para a prata da casa da Filadélfia, Jazmine Sullivan, para cantar o refrão. Conforme a música chegava ao fim, Sullivan começou a mostrar toda a potência de seus vocais, para a alegria de Jay-Z. “Ah, ela está aquecendo”, declarou ele para a multidão.
Isso abriu caminho para a vencedora do Grammy ter um momento só dela, e ela fez valer a pena. A veterana do R&B abençoou o público com uma performance poderosa de sua clássica gravação de 2008, “Need U Bad”. Como algo com a palavra mal no título poderia soar tão bem? Apenas Sullivan conseguiria, e isso foi tudo o que ela precisou fazer antes de deixar o palco.
Mais tarde, as notas de abertura de “Dreams And Nightmares”, de Meek Mill, ecoaram pelos alto-falantes. O artista do projeto Dreamchaser entrou, demonstrou respeito a quem ele chamou de o maior de todos os tempos, e entregou uma performance apaixonada de sua clássica introdução. Embora a essa altura seja seguro presumir que isso seja tão fácil quanto respirar para o artista do álbum “Championships”, houve algo na experiência de acontecer em sua própria cidade que a fez parecer ainda maior do que a vida real. Embora alguns de nós, egoisticamente, quisessem a colaboração deles em “What’s Free”, fez todo o sentido ele figurativamente largar o microfone e sair após aquela apresentação que elevou a adrenalina. O filho da cidade cumpriu a missão.
Todas as três músicas da série ‘Dead Presidents’ receberam respeito
Jay-Z deu ao público uma pequena lição de história sobre a sua série de músicas “Dead Presidents”. Se você não conhece, seremos rápidos. “Dead Presidents I” foi um single promocional de seu álbum de estreia de 1996, “Reasonable Doubt”. Ela nunca entrou no álbum final e foi substituída por “Dead Presidents II”, que apresentava versos diferentes. “Dead Presidents III” foi gravada na época de seu projeto de despedida, “The Black Album”, de 2003, mas supostamente nunca foi finalizada.
A faixa vazou na internet quatro anos depois e, em 2013, por meio de uma sessão de perguntas e respostas com fãs, Jay-Z deu permissão para Young Guru e Just Blaze publicarem a música no Soundcloud de Guru. Antes tarde do que nunca, certo? Bem, de volta ao presente.
Jay-Z perguntou à multidão qual música ele deveria cantar, o que no final das contas não importou, porque ele passou a rimar partes de todas as três. Os aficionados por rap na Filadélfia e em outros lugares, os puristas e os incansáveis perseguidores de sonhos ficaram presumivelmente radiantes com essa realidade.
Reunidos e com uma sensação muito boa
Conforme Jay-Z avançava na segunda metade de seu show, ele caminhou em direção a uma reunião da Roc-A-Fella que muitas pessoas previram que aconteceria, dado o fato de que certos membros da antiga gravadora têm a Filadélfia como lar. “É a Roc, baby, cante a nossa canção de ninar”, cantou ele em “La-La-La (Excuse Me Miss Again)” antes de passar para “You, Me, Him And Her”.
Memphis Bleek subiu ao palco primeiro para apresentar seu verso, seguido pelo colega de parceria e também nativo da Filadélfia, Beanie Sigel. Isso foi apenas o começo, já que Peedi Crakk surgiu em seguida para a faixa de Beans, “Gotta Have It”. Os equipamentos de áudio talvez não estivessem preparados para o que veio a seguir, quando Freeway se juntou à festa para interpretações animadas de “Roc The Mic” e “Flipside”.
O grupo State Property já estava bem representado, mas os Young Gunz entraram com tudo em “Can’t Stop, Won’t Stop”. E, claro, você não pode ter Beans, Free e Jay-Z juntos e não apresentar o hino “What We Do”. Quando tudo terminou, Jay-Z pôde apenas trocar apertos de mão e abraços com seus antigos contratados e expressar como era ótimo estar ao lado de seus irmãos. Foi ótimo para nós também.
Pimpin’ em Paris
Tudo bem, esta foi outra situação em que sabíamos que Ye não iria aparecer, e que seu verso também não seria tocado. Foi tudo normal para Jay-Z, lançando seu verso repleto de frases marcantes em “N—as In Paris” e indo na direção oposta ao hipotético histórico de zero vitórias e 82 derrotas do Brooklyn Nets. E onde o artista do álbum “Donda” estaria em circunstâncias normais (termo usado de forma livre), Jay-Z preferiu levar as coisas de volta aos anos 2000 com seu verso de “Big Pimpin’” sobre a batida de “N—as In Paris”, antes de fazer a transição completa para o estilo de “Big Pimpin’”.
E, em uma reviravolta, ele trouxe a música de volta para “N—as In Paris”, mas prestando uma homenagem especial a Pimp C. “Fumando, bebendo / Mantendo a bebida no meu copo”, rimou ele em honra ao verso do falecido artista na canção. Não sabíamos que precisávamos disso, mas a vida consiste em abraçar o desconhecido e o inesperado.
Jay-Z ainda ama se apresentar
Em um momento da noite, o rapper do Brooklyn perguntou à multidão se eles estavam satisfeitos ou se queriam mais. Algumas pessoas selecionadas começaram a gritar, pedindo para Beyoncé aparecer e cantar. Jay-Z disse educadamente que ela não estava trabalhando hoje e, brincando, demonstrou ofensa com o fato de já ter dado tanto aos fãs e, ainda assim, eles exigirem mais.
Ele perguntou ao público se eles estavam prontos para ir para casa, ao que responderam que não. Ele, no entanto, disse que estava de fato pronto para sair de cena pelo lado esquerdo do palco. Felizmente para os presentes, ele não fez isso. Mais tarde, enquanto apresentava o autoproclamado hino nacional negro, “Public Service Announcement (Interlude)”, ele exclamou várias vezes que sentia falta disso tudo.
E quando tudo foi dito e feito, ele agradeceu à banda The Roots por acompanhá-lo durante a apresentação, agradeceu por inspirá-lo a trazer o seu melhor em cada show e relembrou o álbum ao vivo de 2001, “Unplugged”. O entusiasmo dele era palpável. Um daqueles cenários do tipo “você tinha que estar lá”.
[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].
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