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Pocah celebra Dia do Funk como patrimônio brasileiro: ‘Transforma vidas’

Cantora destaca legado e impacto social do ritmo

Pocah (Reprodução Instagram )

Pocah (Reprodução Instagram )

Pocah aproveitou o Dia Nacional do Funk, celebrado em 12 de julho, para reforçar a importância de reconhecer o gênero como parte da cultura brasileira. Uma das principais representantes do movimento, a cantora destacou o impacto social do funk, relembrou o preconceito enfrentado no início da carreira e defendeu a valorização de quem ajudou a construir a história do ritmo.

“Quando comecei, existia muito julgamento. Muitas pessoas olhavam para o funk como se ele não fosse cultura, como se não fosse música e como se quem viesse desse movimento tivesse menos valor. Eu vivi isso diversas vezes, mas nunca deixei que esse preconceito diminuísse o orgulho que tenho de fazer parte dessa história”, afirmou ela, à Billboard Brasil.

Para a artista, o funk sempre foi muito mais do que entretenimento. Segundo ela, o gênero cria oportunidades, movimenta a economia e oferece novas perspectivas para milhares de jovens em todo o país.

“O funk transforma vidas porque cria oportunidades onde antes muitas vezes só existiam dificuldades. Não transforma apenas a vida do artista. Ele movimenta profissionais, gera empregos, impulsiona negócios e mostra para muitos jovens que é possível sonhar e construir uma carreira por meio da arte”, disse.

Nos últimos anos, o funk ampliou sua presença dentro e fora do Brasil, conquistando espaço em festivais internacionais, rankings globais e campanhas publicitárias. Para Pocah, no entanto, o reconhecimento mais importante vai além dos números.

“É muito bonito ver o funk sendo ouvido no mundo inteiro, artistas internacionais querendo gravar com brasileiros e o nosso ritmo ocupando espaços que antes pareciam impossíveis. Mas acho que o maior reconhecimento acontece quando as pessoas entendem que o funk faz parte da cultura brasileira e merece respeito pela sua história, pela sua potência e por tudo o que representa.”

A cantora também ressaltou que o crescimento do gênero é resultado do trabalho de diferentes gerações de artistas que enfrentaram preconceitos para abrir caminhos.

“Nada do que acontece hoje surgiu do nada. Existe uma história construída por muitas pessoas que acreditaram no funk quando ele ainda era marginalizado. É importante olhar para frente, mas sem esquecer de quem abriu essas portas. Respeitar esse legado é fortalecer o futuro do movimento.”

Como uma das artistas que ajudaram a ampliar o protagonismo feminino no funk, Pocah acredita que o cenário mudou significativamente nos últimos anos, embora ainda existam desafios.

“Durante muito tempo tentaram dizer como uma mulher do funk deveria falar, se vestir ou se comportar. Hoje a gente mostra que pode ser dona da própria narrativa. Ainda existem desafios, mas vejo uma geração de mulheres cada vez mais segura, mais unida e ocupando espaços que antes pareciam inalcançáveis.”

Para a cantora, celebrar o Dia Nacional do Funk também significa reconhecer a força de um movimento cultural que continua transformando vidas e inspirando novas gerações de artistas brasileiros.

Ouça Pocah