Cinebiografia faz catálogo de Michael Jackson disparar
Bilheteria de 'Michael' supera R$ 2,8 bi no mundo

'Michael', cinebiografia de Michael Jackson, estreia dia 23 de abril nos cinemas (divulgação)
A cinebiografia “Michael” passou a marca de US$ 500 milhões (R$ 2.45 bilhões) na bilheteria mundial em sua terceira semana em cartaz. Segundo o site especializado Box Office Mojo, o filme sobre Michael Jackson acumula US$ 577,3 milhões (R$ 2,83 bilhões) no mundo, com US$ 240,4 milhões (R$ R$ 1,18 bilhão) nos Estados Unidos e Canadá e US$ 336,8 milhões (R$ 1,65 bilhão) em mercados internacionais.
O resultado coloca o longa entre os maiores sucessos recentes do cinema musical. De acordo com o Music Business Worldwide, “Michael” é apenas a segunda cinebiografia musical a superar US$ 500 milhões globalmente, atrás de “Bohemian Rhapsody”, filme sobre o Queen que arrecadou US$ 903,6 milhões (R$ 4,42 bilhões) no mundo.
Dirigido por Antoine Fuqua, o filme tem Jaafar Jackson, sobrinho de Michael, no papel principal. A produção acompanha a trajetória do artista desde a infância no Jackson 5 até a turnê “Bad”, no fim dos anos 1980. Graham King, produtor de “Bohemian Rhapsody”, assina a produção ao lado de John Branca e John McClain, coexecutores do espólio de Michael Jackson.
Filme levou Michael Jackson de volta às paradas
O efeito da cinebiografia não ficou restrito aos cinemas. De acordo com dados da Luminate reportados pela Associated Press, os streams do catálogo solo de Michael Jackson nos Estados Unidos subiram 95% no fim de semana de estreia do filme, em comparação com o fim de semana anterior. Foram 31,7 milhões de reproduções entre os dias 24 e 25 de abril, contra 16,3 milhões nos dias 17 e 18 de abril.
O impacto também chegou ao repertório familiar. As músicas do Jackson 5 cresceram 85% no mesmo recorte inicial, segundo a AP. Em levantamento posterior da Billboard, o catálogo do Jackson 5 somou 10,1 milhões de streams na semana de rastreamento, alta de 135%, enquanto The Jacksons avançou 57%, para 4,9 milhões de reproduções.
Na Billboard 200, “Thriller” voltou ao top 10 inicialmente em 7º lugar, com 45 mil unidades equivalentes, e depois subiu para a 5ª posição. A coletânea “Number Ones” também avançou e chegou ao 6º lugar.
“Billie Jean” liderou o movimento entre as faixas do catálogo. A música voltou à Billboard Hot 100 em 38º lugar e registrou 9,4 milhões de streams nos Estados Unidos na semana analisada pela Billboard.
Sony fatura com o sucesso de filme sobre Michael Jackson

O crescimento do catálogo tem impacto direto para a Sony Music. Em 2024, a empresa fechou a compra de metade dos direitos de publicação e gravações de Michael Jackson, em um acordo avaliado em pelo menos US$ 600 milhões pela parte adquirida. A transação foi contestada por Katherine Jackson, mãe do cantor, mas liberada por uma corte de apelações de Los Angeles em agosto de 2024.
Segundo o Music Business Worldwide, o pacote envolve a Mijac, editora que reúne composições de Michael Jackson e catálogos ligados a nomes como Sly & the Family Stone, Curtis Mayfield e Ray Charles. O valor total dos ativos musicais foi estimado em até US$ 1,5 bilhão.
Apesar da bilheteria, “Michael” dividiu a crítica. No Rotten Tomatoes, o filme aparece com 39% de aprovação entre críticos, contra 97% entre avaliações verificadas do público. O consenso crítico do site aponta que a atuação de Jaafar Jackson aproxima o personagem do ícone pop, mas vê a cinebiografia como uma narrativa de “greatest hits”, com pouca investigação sobre o artista.
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