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Mel Lisboa recria Rita Lee no teatro em performance sobrenatural

A atriz e cantora gaúcha brilha no musical dedicado à maior popstar brasileira

Mel Lisboa e Bruno Fraga em Rita Lee – Uma Autobiografia Musical (João Caldas/ Divulgação)

Mel Lisboa e Bruno Fraga em Rita Lee – Uma Autobiografia Musical (João Caldas/ Divulgação)

No universo dos musicais, é comum um performer, famoso ou não, interpretar uma lenda do showbiz. Tiago Abravanel, por exemplo, viveu Tim Maia no espetáculo “Vale Tudo”; Hugh Jackman, o Wolverine de “X-Men”, ganhou o respeito do público da Broadway, em “The Boy from Oz”, biografia de Peter Allen, ex-marido da cantora Liza Minelli, e Rafael Elias colheu elogios em “Djavan –Músicas para Contar”, a respeito do astro alagoano.

Mel Lisboa, por sua vez, destoa dos três tipos acima. Ela não interpreta Rita Lee. Ela É a própria roqueira e popstar paulistana, morta em 2023, no espetáculo “Rita Lee – Uma Autobiografia Musical”. Sucesso absoluto de público e crítica desde a sua estreia, em 2024, ele retorna ao Teatro Porto para mais uma temporada –que, a princípio, deve ir até 30 de agosto. A atuação de Mel chega a um nível assustador: ela lembra a rainha do rock brasileiro em cada gesto, cada sorriso ou cacoete. É uma performance superior à da própria Mel, que também viveu a intérprete de “Esse Tal de Roque Enrow” no musical “Rita Lee Mora ao Lado”, de 2014.

A diferença talvez esteja na fonte desses espetáculos. Enquanto a peça de doze anos atrás era baseada no livro do músico e escritor Henrique Bartsch, a peça atual tem como fonte a autobiografia de Rita, um sucesso monumental de vendas desde seu lançamento, em 2016. Coube ao pesquisador Guilherme Samora costurar as diversas fases da cantora paulistana. Marcio Macena e Débora Dubois assumiram a direção e Marco França e Marco Guimarães ficaram responsáveis pela parte musical. 

Rita Lee Jones (1947-2023) viveu pelas suas próprias regras. Filha do dentista Charles Fenley Jones e de Romilda Padula, a Chesa, ela sempre teve a música presente em sua vida. Foi aluna da celebrada pianista Magda Tagliaferro (1893-1986) e na adolescência criou As Teenage Singers, que mais tarde se uniria ao grupo The Wooden Faces. A formação restante (Rita, o baixista e pianista Arnaldo Baptista e o guitarrista Sérgio Dias) se tornou Os Mutantes, um dos grupos mais importantes do cenário musical brasileiro em todos os tempos.

A carreira da cantora não se resumiu ali. Ela se uniu ao Tutti Frutti, lançando um dos discos mais cruciais do rock autóctone – “Fruto Proibido”, de 1975. A união com o guitarrista Roberto de Carvalho, o grande amor de sua vida, a transformou na maior popstar brasileira mais bem-sucedida da história da música brasileira.

Rita Lee, contudo, também passou por dissabores. Foi expulsa dos Mutantes porque, de acordo com o que conta no livro (e é reproduzido no musical) “não era boa o suficiente” para participar do grupo, que caminhou para o virtuosismo do rock progressivo. Em 1976, foi presa por porte de drogas e nos últimos tempos conviveu com a morte de amigos próximos –o cantor Cazuza, a apresentadora Hebe Camargo, entre outros– e enfrentou com bravura um câncer de pulmão, que viria a matá-la.

Os detalhes da trajetória da cantora são mostrados de modo suave e bem-humorado – como o embate dela com Dona Solange, famosa censora dos tempos da ditadura militar, vivida por Tatiana Tomé. Débora Reis, na pele de Hebe Camargo, é responsável por alguns dos momentos mais engraçados do espetáculo (aliás, ela atuou como backing vocal da banda de Rita Lee). Outros destaques são Fabiano Augusto, como Ney Matogrosso, e Roquildes Júnior, que faz um hilário Gilberto Gil

“Rita Lee – Uma Autobiografia Musical”, além da performance sobrenatural de Mel Lisboa, tem ainda uma grande vantagem: é um dos poucos espetáculos nos quais a plateia pode cantar à vontade. “Eu até estimulo que eles cantem”, disse Mel ao podcast Desculpincomodar. E como a própria Rita cantou, “agora só falta você”.

SERVIÇO

Rita Lee, Uma Autobiografia Musical

Reestreia 18 de abril de 2026.

Temporada: Até 30 de agosto. Sextas e sábados, às 20h; Domingos, às 17h.

 

Ingressos: Plateia: R$220 (inteira) / Balcão e Frisas: R$180 (inteira)

Valor Especial: R$ 50,00 (inteira)

 *O ingresso VALOR ESPECIAL é válido para todos os clientes e segue o plano de democratização da Lei Rouanet, havendo uma cota deste valor promocional por sessão.

 

Classificação: 12 anos.

Duração: 120 minutos.

 

TEATRO PORTO

Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.

Telefone (11) 3366.8700

 

Bilheteria:

Aberta somente nos dias de espetáculo, duas horas antes da atração.

Clientes Cartão Porto Bank mais acompanhante têm 50% de desconto.

Clientes Porto mais acompanhante têm 30% de desconto.

Vendas: www.sympla.com.br/teatroporto

 

Capacidade: 508 lugares.

Formas de pagamento: Cartão de crédito e débito (Visa, Mastercard, Elo e Diners).

Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.

Estacionamento no local: Gratuito para clientes do Teatro Porto.

 

O Teatro Porto oferece a seus clientes uma van gratuita partindo da Estação da Luz em direção ao prédio do teatro. O local de partida é na saída da estação, na Rua José Paulino/Praça da Luz. No trajeto de volta, a circulação é de até 30 minutos após o término da apresentação. E possui estacionamento gratuito para clientes do teatro.