Todo Mundo no Rio: o palco que o mar desenhou recebe Shakira

Shakira (Divulgação)
No dia 2 de maio, Shakira transforma Copacabana no centro da cultura global e reforça a vocação natural da praia como o maior palco a céu aberto do planeta. Depois da apresentação histórica de Lady Gaga no ano passado, o evento Todo Mundo no Rio, apresentado por Corona, entrou de vez para o calendário turístico e cultural da cidade do Rio de Janeiro.
Com público previsto de 2 milhões de pessoas, o show de Shakira é mais um capítulo a ser escrito na história do maior palco do mundo, que já recebeu lendas como Rod Stewart e Rolling Stones no passado. A Praia de Copacabana virou uma categoria própria no mercado musical porque não opera na escala de arena, estádio ou festival: opera na escala de cidade. Mesmo sem turnês internacionais, a praia funciona como infraestrutura de multidão no Réveillon, evento que o Guinness reconheceu como a maior celebração de Ano-Novo de todo o planeta. Na virada para 2026, a Agência Brasil informou 2,6 milhões de presentes. É esse histórico de ocupação contínua, logística pública e visibilidade global que sustenta a ideia de “maior palco do mundo” mais do que qualquer slogan.

Foi numa noite de virada que Rod Stewart entrou para o Guinness, o livro dos recordes, em 31 de dezembro de 1994, com público de 4,2 milhões a 3,5 milhões (dependendo da fonte e do método). Há um detalhe importante: como o show ocorreu no Réveillon, essa conta mistura a força do artista com a vocação da praia para reunir multidões na virada do ano. Ainda assim, o dado é impressionante. É o mesmo caso do show de Tim Maia e Jorge Ben Jor no Réveillon anterior, com público estimado de 3 milhões. E do show de 1995, uma homenagem ao recém-falecido Tom Jobim com Gal Costa, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e Paulinho da Viola, que também reuniu milhões.
Os shows da virada consolidaram Copacabana como território de recordes e deram provas concretas para algo que até então podia soar folclórico: um show ao ar livre no Rio podia superar eventos de massa de qualquer lugar do planeta.

Onde Shakira se encaixa nessa linhagem
Os números ajudam a tirar essa suposição do campo da hipérbole. O Maracanã tem capacidade atual para pouco menos de 80 mil pessoas, Wembley comporta 90 mil, e o maior pico recente de público para um único set em Glastonbury passou de 120 mil com Elton John em 2023. Copacabana, quando entra em modo megashow, trabalha em outra ordem de grandeza: o recorde de Rod Stewart equivale a quase 44 Maracanãs lotados, ou quase 39 estádios de Wembley. A praia eclipsa todos os números dos grandes palcos tradicionais. Quando os Rolling Stones tocaram ali em fevereiro de 2006, para 1,5 milhão de pessoas, a praia deixou de ser apenas cenário de Réveillon e voltou a se afirmar como destino viável para um megashow internacional de rock em pleno calendário regular. Madonna retomou essa trilha em 2024 de forma decisiva. O show marcou o encerramento da “Celebration Tour” e reuniu 1,6 milhão de pessoas, segundo a Reuters; a Pollstar tratou a apresentação como o maior público já reunido para um concerto avulso, justamente porque o recorde de Rod Stewart está ligado ao réveillon.
Lady Gaga ampliou esse argumento em 2025. A Reuters registrou que a apresentação atraiu mais de 2 milhões de pessoas, e depois informou a estimativa da Prefeitura do Rio de 2,1 milhões. Assim, Copacabana virou uma plataforma recorrente de shows gratuitos, capazes de reposicionar o Rio no circuito global de eventos. O que Madonna reabriu, Gaga transformou em política de escala e Shakira promete dar continuidade.
A colombiana chega ao Brasil com a turnê Las Mujeres Ya No Lloran, que começou justamente em 2025 no Estádio Nilton Santos. Ao todo, cerca de 3,3 milhões de ingressos foram vendidos em 86 shows, transformando-se na tour latina de maior bilheteria já registrada. O show costuma ter mais de 20 músicas, chegando a 25. Além das canções de seu disco mais recente, inclui sucessos de diferentes fases de sua carreira, como “Estoy Aquí” e “Hips Don’t Lie”, no repertório de sua apresentação.
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