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Final da Copa do Mundo 2026: confira 8 momentos que a TV não mostrou

Confira os bastidores da Copa do Mundo 2026 que passaram despercebidos

Shakira no show do intervalo da Copa do Mundo 2026

Shakira no show do intervalo da Copa do Mundo 2026 (Grosby Group)

A final da Copa do Mundo 2026 teve o cenário perfeito após um sábado (18) marcado pela fumaça dos incêndios florestais que comprometeram a qualidade do ar e por tempestades que atingiram partes de Nova York. O domingo (19) amanheceu ensolarado e com céu limpo para um evento que atrairia a atenção do mundo inteiro.

Com Espanha e Argentina disputando a primeira decisão totalmente em espanhol desde a edição inaugural do torneio, em 1930 (quando o Uruguai derrotou a Argentina), uma palavra ecoava acima de qualquer outra enquanto torcedores começavam a lotar a Penn Station, em Nova York, para embarcar rumo ao estádio em Nova Jersey: “Vamos!”.

No caminho para o estádio, palco da partida mais importante (e também a mais cara) desta Copa do Mundo de um mês, os torcedores argentinos cantavam sem parar. O mar de camisas de Lionel Messi superava com folga as tradicionais camisas vermelhas da Espanha. Já entre quem apoiava La Roja, predominavam as camisas com o nome e o número da jovem estrela de 19 anos, Lamine Yamal, sucessor de Messi no Barcelona.

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Depois de um trajeto surpreendentemente tranquilo (um alívio diante dos repetidos alertas sobre possíveis congestionamentos e caos no transporte), a facilidade deu lugar a outro problema: o credenciamento da imprensa. Muitos jornalistas ficaram presos do lado de fora do estádio durante horas no início da tarde por causa das novas exigências de segurança.

A Billboard conseguiu entrar a tempo de acompanhar a cerimônia de encerramento antes da partida, comandada por Post Malone, que encerrou sua breve apresentação convidando Swae Lee para interpretar “Sunflower”. Em seguida, o estádio mergulhou na tensão que antecedeu o apito inicial.

Mas esta não foi uma final comum. A edição de 2026 entrou para a história ao receber o primeiro show do intervalo da Copa do Mundo, inspirado no modelo do Super Bowl. Em apenas 11 minutos, nomes como Madonna, BTS, Shakira, Burna Boy, Coldplay, Justin Bieber e outros artistas dividiram o palco em uma apresentação inédita para o torneio.

Confira oito momentos que a TV não mostrou:

Transporte tranquilo, credenciamento caótico

Muito se falou sobre os desafios para chegar de Nova York até East Rutherford, em Nova Jersey, sede da final, principalmente pelos alertas sobre superlotação e pelo preço de US$ 98 da passagem de ida e volta saindo da Penn Station.

Na prática, porém, o deslocamento foi surpreendentemente simples. Centenas de funcionários da FIFA e da NJ Transit orientavam o público durante todo o percurso, incentivando até os cânticos das dezenas de milhares de torcedores. Os trens, inclusive, estavam menos lotados do que em um fim de semana comum rumo a Long Island.

O credenciamento da imprensa, no entanto, contou outra história. Como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que compareceria à partida e participaria da entrega do troféu ao campeão, o esquema de segurança foi reforçado. Muitos jornalistas que cobriram toda a Copa precisaram refazer o processo de credenciamento exclusivamente para a final, o que provocou longas filas e confusão do lado de fora do estádio.

Para quem tinha ingresso, o procedimento de entrada contou apenas com um nível maior de segurança do que o habitual, algo esperado para um evento dessa magnitude. Já para outros setores, a logística acabou sendo muito mais complicada.

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Torcida repleta de celebridades

Além das atrações musicais, o estádio recebeu uma longa lista de celebridades que compareceram apenas para acompanhar a decisão.

Sofia Vergara foi vista circulando pelo saguão reservado à imprensa antes do início da partida. Já durante o primeiro tempo, o telão exibiu nomes como Will Ferrell, Common e Javier Bardem, que receberam pouca reação do público, totalmente concentrado no jogo.

Quem conseguiu arrancar uma resposta um pouco maior foi o casal A$AP Rocky e Rihanna, exibido no telão perto do fim do primeiro tempo, quando a torcida já demonstrava certa ansiedade antes do intervalo.

Após o show do intervalo, apenas Beyoncé e Jay-Z apareceram nas telas do estádio. Mas, naquele momento, a partida já havia ganhado intensidade suficiente para que a atenção permanecesse exclusivamente dentro de campo — e os cinegrafistas rapidamente entenderam o recado.

Chris Martin preparou o estádio para o show

Chris Martin, vocalista do Coldplay e curador do primeiro show do intervalo da história da Copa do Mundo 2026, apareceu nos telões cerca de 20 minutos antes do início da partida.

Falando em espanhol, o cantor convidou o público a cantar e dançar com as apresentações que aconteceriam após os primeiros 45 minutos de jogo.

Quem estava nas arquibancadas também encontrou uma surpresa em cada assento. Todos os porta-copos continham uma pequena bandeira colorida acompanhada de um bilhete com a instrução: “Por favor, levante e acene com esta bandeira quando vir as instruções nos telões durante o final do show do intervalo.”

No verso, outra mensagem agradecia ao público: “Obrigado por ser uma parte essencial do primeiro show do intervalo da Copa do Mundo 2026. Com carinho, Chris Martin, Coldplay”.

Pausa para hidratação virou pista de dança

As pausas para hidratação implementadas pela FIFA, realizadas na metade de cada tempo para que atletas possam beber água e receber orientações das comissões técnicas, dividiram opiniões ao longo desta Copa do Mundo 2026.

Muitas pessoas criticaram a medida por interromper o ritmo tradicional de uma partida, disputada em dois tempos de 45 minutos com um cronômetro que nunca para. No estádio, porém, esses cerca de três minutos ganharam outro significado.

O DJ aproveitou cada pausa para transformar as arquibancadas em uma grande pista de dança, com torcedores aparecendo no telão enquanto acompanhavam as músicas.

No primeiro tempo, a escolhida foi “The Ketchup Song (Aserejé)”, do Las Ketchup, canção espanhola que faz referência a “Rapper’s Delight”. Já na segunda etapa, foi a vez de “Live Is Life”, da banda austríaca Opus, um dos maiores sucessos europeus da década de 1980.

A Argentina tomou conta das arquibancadas

Muito se falou ao longo da Copa do Mundo 2026 sobre a presença massiva da torcida argentina nos estádios, e a final confirmou essa impressão.

Cerca de dois terços do público presente vestiam as cores da Argentina, algo perceptível desde antes do apito inicial. Durante a mensagem exibida por Tom Cruise nos telões, saudando as duas seleções, o apoio aos argentinos foi muito mais intenso.

À medida que o jogo avançava, o clima nas arquibancadas também mudava. Os torcedores da Argentina demonstravam cada vez mais ansiedade, enquanto a torcida espanhola encontrava sua voz depois de abrir o placar na prorrogação. Nos minutos finais, gritos de “olé!” acompanhavam cada troca de passes da Espanha.

Perto da área destinada à imprensa, uma torcedora argentina parecia representar o sentimento de milhares de pessoas no estádio. Visivelmente abatida, ela foi ficando cada vez mais silenciosa conforme a partida caminhava para o fim, como se estivesse presenciando uma grande injustiça esportiva. Depois do cartão vermelho de Enzo Fernández, já na reta final do tempo regulamentar, mal conseguia olhar para o gramado.

O show do intervalo foi uma correria!

A decisão da FIFA de realizar um show do intervalo pela primeira vez na história da Copa do Mundo recebeu críticas antes mesmo da bola rolar. O principal motivo era a interrupção de um ritual tradicional do futebol, que prevê apenas 15 minutos de descanso entre os tempos.

Na prática, porém, o intervalo durou cerca de 29 minutos, e assistir a toda a operação acontecendo ao vivo foi uma experiência impressionante.

Cinco minutos após o fim do primeiro tempo, um enorme mapa-múndi multicolorido cobriu o gramado. Logo depois, Gustavo Dudamel entrou em campo com sua orquestra, enquanto Madonna surgia debaixo das arquibancadas em um buggy conduzido pelos brasileiros Ronaldo e Ronaldinho.

A cantora abriu espaço para Dudamel reger “7 Nation Army”, que rapidamente deu lugar a “Dynamite”, do BTS, com os integrantes do grupo surgindo da parte inferior do campo.

Na sequência, as câmeras se voltaram para Jason Sudeikis e Brendan Hunt, da série “Ted Lasso”, responsáveis por apresentar Justin Bieber, que apareceu sozinho, acompanhado apenas por um violão.

Depois da apresentação de Bieber, o foco mudou novamente para Shakira e Burna Boy, antes de o Coldplay encerrar o espetáculo com uma performance que também contou com a participação dos Muppets, transformando o gramado em uma celebração multicolorida da palavra “amor”.

Aleatório? Com ​​certeza. Confuso? Definitivamente. Divertido? Sim. Era um pouco difícil de acompanhar dentro do estádio, mas Bieber, em particular, se saiu muito bem, e tudo se somou a um turbilhão de ação que quase causou vertigem, com dançarinos dando lugar a artistas que, por sua vez, davam lugar a mais cantores e uma mistura de cores e energia. Para uma primeira apresentação, talvez tenha sido um pouco maximalista — mas, afinal, esta é a Copa do Mundo. Você esperava algo diferente?

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A trilha sonora aumentou ainda mais a tensão

Com o placar empatado em 0 a 0 e a decisão caminhando para a prorrogação, a tensão tomou conta do estádio. O DJ aproveitou o momento para aumentar ainda mais a expectativa do público.

Nos últimos 15 minutos antes da disputa por pênaltis, começou a tocar “The Final Countdown”, clássico da banda sueca Europe, transformando a reta final da partida em uma experiência ainda mais dramática.

A escolha da música parecia perfeita para o momento, acompanhando a pressão crescente sobre as duas seleções.

A Espanha fez festa

O título da Espanha foi comemorado intensamente pelos torcedores presentes no estádio.

Mesmo quem apoiava a Argentina permaneceu nas arquibancadas durante boa parte da cerimônia de premiação, acompanhando a entrega do troféu. Uma pequena confusão envolvendo jogadores durante a partida pouco alterou o clima de celebração.

Entre os gritos de “España!”, estavam canções de Bad Bunny (“Nuevayol”) e o icônico “Y Viva España”, uma das músicas mais celebradas no mundo hispânico, que aparentemente todo o estádio cantou junto. Além disso, o artilheiro e melhor em campo, Ferran Torres, posou para fotos com Shakira após o apito final, enquanto Messi chorou em campo ao receber sua medalha de vice-campeão. Uma ótima maneira de encerrar um momento histórico para a seleção espanhola.

[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].