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KondZilla fala sobre missão no ‘Estrelas da Casa’: ‘Não basta viralizar uma vez’

Produtor retorna ao reality com papel fixo e semanal para guiar participantes

KondZilla

KondZilla entra para elenco do 'Estrelas da Casa' (Pedro Dimitrow/Divulgação)

Após participar de uma oficina na primeira temporada do “Estrelas da Casa”, reality musical da Globo, KondZilla retorna ao reality com uma participação fixa e semanal, guiando os participantes desta edição em missões digitais.

Em entrevista, o produtor falou sobre a proposta do programa, a novidade da formação de um grupo musical nesta temporada e a importância da atuação digital para artistas.

“Fiquei muito feliz com o convite. Na primeira temporada, participei de uma oficina e pude sentir de perto o quanto aquele ambiente transforma realmente a visão dos participantes sobre a carreira. Agora voltar com uma participação fixa é uma responsabilidade ainda maior”, afirma KondZilla.

Para KondZilla, a força do programa está em formar artistas completos, e não apenas grandes vozes. “O programa forma artistas completos, que precisam cantar, se comunicar, criar conexão com o público e entender o mercado.”

A nova temporada de “Estrelas da Casa” estreia no dia 25 de agosto.

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Veja a entrevista com KondZilla

Billboard Brasil: Você esteve no “Estrelas da Casa” na primeira temporada, ministrando uma oficina, e volta agora com uma função fixa, semanalmente. Como você recebeu o convite para integrar o elenco? Fale um pouco sobre a sua relação com o reality, o que acha da premissa do Estrelas de lançar novos talentos e, este ano, um grupo musical, por favor.

KondZilla: Fiquei muito feliz com o convite. Na primeira temporada, participei de uma oficina e pude sentir de perto o quanto aquele ambiente transforma realmente a visão dos participantes sobre a carreira. Agora voltar com uma participação fixa é uma responsabilidade ainda maior.

Eu acredito muito na proposta do “Estrela da Casa” porque ele não procura apenas grandes vozes. O programa forma artistas completos, que precisam cantar, se comunicar, criar conexão com o público e entender o mercado.

E acho muito interessante a novidade desta temporada, de formar também um grupo musical. O mercado sempre teve espaço para grandes grupos, mas hoje eles precisam nascer já entendendo posicionamento, identidade e construção de comunidade. É um desafio diferente e muito atual.

KondZilla
KondZilla entra para o elenco do ‘Estrelas da Casa’ (Pedro Dimitrow/Divulgação)

O que você pretende levar para os participantes desta temporada nas missões digitais? Que ensinamentos acha essenciais para serem passados nesses poucos encontros?

Quero mostrar que as redes sociais não são um complemento da carreira. Elas fazem parte da carreira. Hoje, um artista precisa entender como contar sua história, como transformar momentos do dia a dia em conteúdo e como criar uma comunidade de fãs, não apenas buscar números.

Em poucos encontros, meu objetivo é fazer com que eles pensem estrategicamente. Não basta viralizar uma vez. É preciso construir uma narrativa consistente para que as pessoas queiram acompanhar aquela carreira durante muitos anos.

KondZilla, qual é a importância da atuação digital para um cantor, na sua opinião?

Hoje, o digital é uma das principais portas de entrada para qualquer artista. A música continua sendo o centro de tudo, mas é através do conteúdo que o público conhece quem está por trás daquela música. O artista que consegue criar uma relação genuína com a audiência aumenta muito suas oportunidades, seja em streaming, shows, publicidade ou novos projetos. O digital deixou de ser divulgação. Hoje ele faz parte do próprio produto artístico.

Esta temporada traz três talentos enormes da música nacional acompanhando a jornada dos cantores: Anitta, Belo e Junior. Na sua visão, como a presença deles pode complementar o seu trabalho com os participantes?

Acho que é uma combinação muito rica porque cada um representa uma dimensão diferente da carreira artística. Eles trazem a experiência do palco, da interpretação, da longevidade e da construção musical. Eu entro com uma visão mais voltada para posicionamento, audiência, conteúdo e estratégia de carreira.

No fim, são perspectivas que se complementam. O artista de hoje precisa cantar bem, fazer boas escolhas musicais e também entender como construir uma marca forte.

Para você, quais características são determinantes para um grupo em início de carreira conseguir se posicionar estrategicamente no mercado musical?

Primeiro, identidade. O público precisa entender rapidamente quem aquele grupo é. Depois, consistência. Não adianta aparecer uma vez e desaparecer. Também acho fundamental que exista uma divisão clara de papéis, profissionalismo e uma visão de longo prazo. Hoje, os grupos que crescem são aqueles que conseguem equilibrar talento artístico com disciplina, estratégia e produção constante de conteúdo.

O que o público que vai acompanhar o reality pode esperar de Kondzilla no “Estrelas da Casa”?

Pode esperar muita troca de experiência prática. Ao longo dos últimos 15 anos, tive a oportunidade de trabalhar no desenvolvimento de centenas de artistas e acompanhar de perto como uma carreira realmente é construída. Quero dividir aprendizados que vêm da prática, mostrar os erros mais comuns e ajudar os participantes a enxergar oportunidades que talvez eles ainda não estejam vendo. Meu objetivo é que cada missão deixe um aprendizado que eles possam levar para o restante da carreira, independentemente do resultado dentro do programa.