Gaby Amarantos chega aos 47 anos como potência criativa
Do tecnobrega ao afrofuturismo, ela segue moldando o som do Brasil
Hoje, 1º de agosto, celebramos Gaby Amarantos — artista que não apenas canta, mas reinventa os sentidos da música brasileira. De Belém do Pará para o mundo, Gaby é força criativa que carrega nas batidas da aparelhagem o som do futuro com raízes profundas na floresta, nas águas, nos batuques e nos becos.
Foi com “Treme” (2012) que ela apresentou ao país um novo pop: com cheiro de tacacá, com grave de tecnobrega, com corpo, política e coração. Depois veio “Purakê” (2021), disco que reafirmou sua vocação para a inovação e autenticidade, um manifesto sonoro que ecoa a Amazônia como potência, e não como estereótipo.
Em entrevista ao programa Cabos e Cases, Gaby resumiu com poesia o próprio percurso: “Parece que eu pavimentei uma estrada e agora estou desfilando nela.”
E de fato está. Mas quem caminha com ela também desfila: fãs, artistas, produtores, toda uma cena que se reconhece nesse Brasil vibrante, plural e futurista que ela ajuda a construir.
Gaby nos lembra que a música não nasce de um plano, nasce do movimento. E seu movimento é único: ribeirinho, dançante, ancestral e visionário. É aparelhagem com alma e satélite. É canto de resistência em forma de festa.
Feliz aniversário, Gaby Amarantos! Valeu por abrir caminhos, seguimos dançando com você.





