Gabriel Gonti celebra 9 anos de carreira com álbum ao vivo ‘De Perto’
'A caminhada vale a pena', diz ele em entrevista à Billboard Brasil

Gabriel Gonti (Walisson Vitor)
Natural de Patos de Minas (MG), Gabriel Gonti construiu sua trajetória no pop brasileiro com leveza, parcerias afetivas e uma sonoridade que dialoga com a nova MPB. Em entrevista à Billboard Brasil, ele fala sobre o projeto, as parcerias, o legado que quer construir e os próximos passos.
Com mais de 50 milhões de reproduções nas plataformas digitais, passagens pelo Rock in Rio e pelo South by Southwest, e uma produção assinada por Maria Rita, o cantor e compositor lança agora “De Perto” — seu quarto álbum e o primeiro gravado ao vivo, que celebra nove anos de carreira.
“Quero passar virtudes boas, trazer conforto, paz e uma sensação de esperança. Me preenche muito ter esse papel”, diz o cantor.
“Quero ser um artista que não desiste de cantar pensando nisso, para que as pessoas se identifiquem na rotina delas e se sintam genuinamente abraçadas através das mensagens das canções.”
Ouça Gabriel Gonti
Billboard Brasil: “De Perto” é seu primeiro álbum gravado ao vivo e chega nos seus 9 anos de carreira. O que mudou no Gabriel artista desde 2017?
Gabriel Gonti: O que mais mudou foi a forma como eu enxergo a minha trajetória. Hoje consigo olhar para trás e ver músicas lançadas lá em 2019, como “Nuvens”, “A Gente Se Dá Bem” e “Cores Novas”, continuando a tocar as pessoas e criando conexões reais. Ver que o público acompanha esse trabalho desde o começo, desde o “Eterno Viajante”, de 2017, é o que me dá prazer e o gás necessário para seguir acreditando que tudo isso faz sentido. O “De Perto” traz justamente essa ideia de aproximar as pessoas das músicas… Pegamos algumas das canções mais emblemáticas da carreira e criamos arranjos para complementar as cinco faixas inéditas que marcam essa nova era.
Você foi o primeiro artista produzido por Maria Rita no projeto “Odoyá”. Como essa experiência moldou sua visão musical?
Essa experiência me preenche muito. Trabalhar com uma pessoa com a bagagem que ela tem e que também carrega toda a bagagem da mãe dela, é algo marcante. A música tem um espírito muito bonito, um desejo utópico de ir para uma ilha deserta onde o amor governa. A gente sabe que essa não é a realidade diária, mas a Maria Rita veio para abrilhantar muito essa produção. Para mim, é um marco que coloco na memória como uma lembrança constante de que a caminhada vale a pena.
Do Rock in Rio ao South by Southwest, passando pelo Rio2C… Como você absorve experiências tão diferentes em palcos tão distintos?
Por mais que sejam momentos pontuais, cada um deles vira um marco na carreira. No Rock in Rio, abrimos o festival à tarde, com as pessoas ainda chegando, e mesmo assim foi uma experiência indescritível… A realização de um sonho que fica para sempre na memória. No Rio2C, fomos um dos artistas escolhidos entre centenas de inscrições, com curadoria do Zé Ricardo e mais 20 profissionais da indústria, e ainda vencemos a votação popular. Sentimos que agradamos tanto à crítica quanto ao público. Já no South by Southwest, estávamos lá em 2022 em um grupo de apenas seis artistas brasileiros. São pontos de estrela na nossa caminhada que me preenchem e me dão força nos dias de dúvida e recomeço.

“Teletransporte” nasceu de uma fase de amor à distância real. Quanto de autobiográfico existe nas outras faixas do álbum?
O álbum é muito pautado no que eu vivo. “Teletransporte” eu fiz pensando na Nina e no nosso relacionamento à distância — embora hoje a gente já more junto e tenha dado passos adiante na nossa relação. “Tô na Praia” fala de momentos felizes, dias de sol, aquele recorte bonito da vida no Rio de Janeiro. E “Descomplica” fala sobre descomplicar as relações e os amores. É um projeto muito pessoal.
Você tem construído uma rede de parcerias ao longo da carreira. O que você busca num parceiro de palco ou de estúdio?
Busco conexões reais. As parcerias servem para trocar conhecimento e experiências, e minha carreira é muito pautada nisso desde o começo. A canção com a Ana Gabriela, por exemplo, chegou a lugares que eu nem imaginava e virou símbolo de relacionamento para muitas pessoas e até trilha de casamentos. Gravar “Descomplica” com a Anna Pêgo, que tem uma voz linda e também é de Minas Gerais, traz essa bagagem dos novos artistas mineiros que somos. No fim das contas, eu acabo sendo um resumo das minhas inspirações, do que ouço, leio e compartilho.
+ Leia também: De Uibaí para o topo: como Simone Mendes se tornou a maior voz solo do sertanejo
Seu próximo álbum se chama “Segredos da Sorte”. Como está sendo esse processo criativo?
Ainda está em um processo bem embrionário, mas quero criá-lo com bastante calma. A música “Segredos da Sorte” já existe e traz o conceito de que nós fazemos a nossa própria sorte. Acredito que o universo retribui as nossas atitudes. Então o álbum quer mostrar essas ações, escolhas e virtudes. Não existe um segredo oculto: o segredo das conquistas da vida se resume às nossas escolhas, saber onde depositar energia, nos relacionamentos e no amor. Sonoramente, vai trazer minha raiz misturando influências de pop, bossa nova, rock e folk.
Qual é o legado que você quer deixar na música?
Quero passar virtudes boas, trazer conforto, paz e uma sensação de esperança. Me preenche muito ter esse papel. Quero ser um artista que não desiste de cantar pensando nisso, para que as pessoas se identifiquem na rotina delas e se sintam genuinamente abraçadas através das mensagens das canções.
Ouça ‘Quero em Dobro’, de Gabriel Gonti
TRENDING
- Dua Lipa abre biblioteca de livros censurados em Portugal 27/06/2026
- NTX inicia 3ª turnê pelo Brasil: ‘Não existiríamos sem os fãs brasileiros’ 27/06/2026
- O Brasil voltou a ouvir o Nordeste 26/06/2026
- Veja o setlist da turnê de retorno do Kid Abelha, ‘Eu Tive Um Sonho’ 27/06/2026
- Rumo às Eliminatórias: Superbet une música, moda e emoção na 1ª fase da Copa 26/06/2026