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Ex Slipknot diz que estava impedido legalmente de lançar músicas

Jay Weinberg diz que "não tinha capacidade legal" para novos trabalhos

Jay Weinberg, ex-baterista do Slipknot

Jay Weinberg, ex-baterista do Slipknot (Reprodução/Instagram)

Jay Weinberg, ex-baterista do Slipknot, revelou que passou anos sem poder lançar oficialmente parcerias musicais por conta de restrições legais, mesmo compondo material com outros artistas nos bastidores. Segundo ele, parte desse repertório vinha sendo desenvolvida desde 2013.

Weinberg deixou o Slipknot em 2023, após a banda tomar uma “decisão criativa” de seguir em outra direção. Ele havia entrado no grupo dez anos antes, em 2013, e na época da saída disse estar “com o coração partido e pego de surpresa” pela decisão. No início deste ano, revelou ainda achar o episódio “confuso”.

Desde a saída do Slipknot, Weinberg somou diferentes projetos: entrou para o Suicidal Tendencies, gravou com o Fuming Mouth e uniu forças com a banda canadense Softcult na faixa “Drown Fountain”. Ele também formou sua própria banda, a Portraits of an Apparition, e começou a trabalhar em material solo.

Em entrevista ao podcast “Loyal to the Craft”, o baterista contou que boa parte dessas músicas vinha sendo desenvolvida silenciosamente há anos, e só está sendo lançada agora por conta das tais restrições legais. 

+Leia mais: Eloy Casagrande, o toque brasileiro no heavy metal do Slipknot

Questionado sobre o motivo da demora para finalmente lançar esse repertório, Weinberg comentou as limitações que enfrentou para colaborar com outros músicos: “Sem dar atenção demais a nenhuma situação específica, não ter a capacidade legal de fazer música com outras pessoas certamente foi difícil, porque eu vejo a música, pelo menos a criação e o compartilhamento dela, como algo com essas duas facetas.” 

Ele não deu grandes explicações sobre as restrições, mas afirmou que podia colaborar “em privado”, só não tinha permissão para lançar essas músicas publicamente.

Weinberg também falou sobre o peso emocional de manter esse material guardado: “Embora eu estivesse extremamente focado em um aspecto da minha vida criativa e feliz por fazer isso, uma pequena parte do meu eu criativo estava, sim, morrendo, porque essas coisas significam muito para mim.”

Ele completou: “São músicas que, mesmo 13 anos depois de terem surgido pela primeira vez, ainda me deixam com vontade de me esforçar para levá-las até o fim, e é gratificante emocionalmente para mim colocá-las no mundo.” 

No álbum solo de estreia, Weinberg já lançou o single “Sandstone”, com participação de George Clarke, do Deafheaven, e mais recentemente “Drone Operator”, com o grupo NOWHERE2RUN, formado por integrantes do Code Orange.

Mudanças recentes na formação do Slipknot

O atual baterista do Slipknot, Eloy Casagrande, revelou no outono passado que a banda trabalha em material novo: “Estamos cozinhando. Desde que entrei na banda, temos trabalhado em algumas ideias novas. Ficamos trocando riffs de guitarra, batidas de bateria, então estamos sempre fazendo algo. Também tivemos algumas sessões de jam”, disse o brasileiro ao “Drummer’s Review”. 

O Slipknot também confirmou, na última sexta-feira (14), a saída do tecladista e DJ Sid Wilson, após quase três décadas na banda. 

Em comunicado, o Slipknot afirmou: “. Desejamos a ele o melhor em seus futuros empreendimentos.” Wilson, conhecido como o “número 0”, havia entrado na banda em 1998, pouco antes do lançamento do álbum de estreia homônimo do grupo.

Outras saídas marcaram a trajetória do Slipknot nos últimos anos: em 2019, a banda se separou do percussionista Chris Fehn, em meio a um processo judicial em que ele alegava não ter sido devidamente pago por mais de 20 anos de gravações com o grupo. Craig Jones, integrante desde 1996, também deixou a banda em 2023.

Ouça o trabalho solo de Jay Weinberg