Iron Maiden, funk e mais: 10 docs musicais para ver no In-Edit Brasil 2026
De Iron Maiden a Fernanda Abreu: veja trailers de filmes que estarão no festival

Fernanda Abreu no ensaio do disco "Da Lata" (Walter Carvalho/ Divulgação)
Especializado em temas musicais, o festival de cinema In-Edit Brasil 2026 chega nesta quarta-feira (17) à sua 18ª edição com uma programação que atravessa rock, funk, punk, jazz, country, flamenco e pop. O evento acontece em São Paulo até 28 de junho, com sessões gratuitas. Cinesesc, Cinemateca, Cine Bijou, Spcine Olido, Cine Matilha, Cineusp e Casa de Francisca são alguns dos pontos de exibição.
A Billboard Brasil selecionou 10 títulos para quem quer mergulhar de cabeça na programação. A lista inclui o clássico “This Is Spinal Tap”, marco do falso documentário musical, além de filmes sobre Fernanda Abreu, Alceu Valença, Odair José, Iron Maiden, funk carioca, punk brasileiro e a cena alternativa .
“This Is Spinal Tap”
Quando assistir: 20 de junho, às 15h, na Cinemateca Brasileira; 27 de junho, às 14h, no Spcine Olido.
Dirigido por Rob Reiner, “This Is Spinal Tap” é um daqueles filmes que ultrapassaram o próprio assunto. Lançado em 1984, o falso documentário acompanha a banda fictícia Spinal Tap durante uma turnê desastrosa pelos Estados Unidos, com bastidores caóticos, decisões ruins e egos fora de escala. O trabalho satiriza os códigos do gênero: a pose de estrela, a grandiosidade vazia, as capas constrangedoras e as brigas internas. É uma comédia, mas também uma leitura precisa sobre a mitologia do rock. A sessão faz parte de uma homenagem ao diretor, assassinado pelo próprio filho em dezembro de 2025.
“Fernanda Abreu – Da Lata 30 Anos”
Quando assistir: 18 de junho, às 18h30, no CineSesc; 25 de junho, às 19h, no Cine Joia; 26 de junho, às 19h30, na Cinemateca Brasileira; 28 de junho, às 15h, no CCSP – Spcine Sala Paulo Emílio.
“Fernanda Abreu – Da Lata 30 Anos” parte de um álbum específico para chegar a um retrato maior da música pop brasileira. Lançado em 1995, “Da Lata” consolidou uma mistura de pop eletrônico, funk, samba e Rio de Janeiro que marcou a trajetória da cantora depois da Blitz e ajudou a reposicionar sua imagem na cena nacional. O documentário de Paulo Severo trabalha com material registrado nos anos 1990 e depoimentos atuais de personagens ligados à criação do disco. A sessão de 25 de junho, no Cine Joia, será seguida de show da artista.
“Heartworn Highways”
Quando assistir: 19 de junho, às 18h30, no Cine Bijou; 28 de junho, às 15h, na Cinemateca Brasileira.
Clássico de 1976, “Heartworn Highways” é um registro central da cena outlaw country nos Estados Unidos. O filme acompanha nomes como Townes Van Zandt, Guy Clark, Steve Earle e David Allan Coe em momentos de criação, convivência e performance, sem transformar essa geração em peça de museu. Em vez de organizar a história com narração explicativa, James Szalapski observa conversas, encontros caseiros, apresentações e bastidores.
“The Best Summer”
Quando assistir: 21 de junho, às 20h30, no CineSesc; 28 de junho, às 20h, na Cinemateca Brasileira.
“The Best Summer” olha para o verão australiano de 1995 como cápsula de uma época. Dirigido por Tamra Davis, o filme reúne imagens de shows, bastidores e viagens com Beastie Boys, Sonic Youth, Foo Fighters, Pavement, Rancid, Beck e Bikini Kill, entre outros nomes da música alternativa dos anos 1990.
“VIVO 76”
Quando assistir: 23 de junho, às 20h45, no CineSesc; 26 de junho, às 18h30, no Spcine Olido; 27 de junho, às 17h, na Cinemateca Brasileira.
“VIVO 76” coloca Alceu Valença no centro de uma investigação sobre um disco e um período pré-forró. Dirigido por Lírio Ferreira, o documentário se debruça sobre “Vivo!”, terceiro álbum do cantor e compositor pernambucano, lançado em 1976, para revisitar influências, processos e interpretações das canções.
O próprio Alceu conduz parte dessa viagem, que passa pela psicodelia pernambucana dos anos 1970 e por um ambiente em que música, literatura, cinema e artes visuais se cruzavam com frequência. A sessão de 23 de junho, no CineSesc, terá presença do diretor e equipe.
“Di’Anno: Iron Maiden’s Lost Singer”
Quando assistir: 20 de junho, às 19h, na Cinemateca Brasileira; 21 de junho, às 18h, no Spcine Olido; 25 de junho, às 21h, no Cine Bijou.
Paul Di’Anno foi o vocalista dos dois primeiros discos do Iron Maiden e teve papel decisivo na formação da identidade inicial da banda. “Di’Anno: Iron Maiden’s Lost Singer”, dirigido por Wes Orshoski, acompanha esse personagem a partir de uma perspectiva menos gloriosa do que a narrativa tradicional do heavy metal costuma oferecer.
O filme olha para a ascensão, a saída do Iron Maiden e os anos posteriores, marcados por problemas de saúde, instabilidade financeira e tentativas de reconstrução pessoal e artística – até a morte em 2024. No mesmo dia da sessão na Cinemateca, em 20 de junho, o festival também terá show tributo a Paul Di’Anno.
“Botinada! A Origem do Punk no Brasil”
Quando assistir: 21 de junho, às 19h30, na Cinemateca Brasileira.
Dirigido por Gastão Moreira, “Botinada!” é um dos principais registros sobre o nascimento do punk no Brasil. Lançado em 2006, o documentário reconstrói a primeira fase do movimento, quando informação, equipamento e espaço eram escassos, mas a urgência política e sonora era alta. O filme mostra como o punk brasileiro precisou atravessar censura, ditadura, precariedade e ruído de comunicação para existir. A cena aparece como uma cultura feita por garotos de subúrbio, com guitarras, fanzines, brigas, alianças e contradições. A exibição terá presença do diretor.
“September Songs: The Music of Kurt Weill”
Quando assistir: 18 de junho, às 19h, no Cine Bijou; 26 de junho, às 20h, na Cinemateca Brasileira.
“September Songs: The Music of Kurt Weill” não é uma cinebiografia convencional. O documentário de Larry Weinstein parte da obra do compositor alemão, parceiro de Bertolt Brecht, para construir um mosaico de interpretações feitas por artistas de diferentes gerações e linguagens. A lista de participantes já justifica a sessão: Lou Reed, Nick Cave, PJ Harvey, Elvis Costello, Teresa Stratas. O filme mostra como Weill segue sendo reapropriado por artistas que vêm do rock, da música erudita, da performance e do teatro.
“Vou Tirar Você Deste Lugar”
Quando assistir: 18 de junho, às 19h, na Casa Natura; 19 de junho, às 17h30, na Cinemateca Brasileira; 21 de junho, às 16h, no Spcine Olido; 28 de junho, às 17h, no CCSP – Spcine Sala Paulo Emílio.
“Vou Tirar Você Deste Lugar” revisita Odair José, artista popular que foi tratado durante muito tempo como figura menor por parte da crítica e da elite cultural brasileira. O documentário de Dandara Ferreira parte justamente desse descompasso entre sucesso popular, incômodo moral e apagamento simbólico. Nos anos 1970, Odair cantou temas como aborto, prostituição, religião e desejo em um país atravessado pela ditadura e pela censura. Sua obra alcançou milhões de pessoas, especialmente nas classes populares, mas também foi empurrada para uma zona de “cafonice” por setores que preferiam ignorar sua força. A primeira sessão, na Casa Natura, acontece no mesmo dia de um show de Odair José dentro da programação paralela do festival.
10. “Massa Funkeira”
Quando assistir: 20 de junho, às 16h, na Cinemateca Brasileira; 25 de junho, às 16h, no Spcine Olido; 27 de junho, às 17h, no CCSP – Spcine Sala Paulo Emílio.
“Massa Funkeira” entra na lista pelo alcance imediato do tema. Dirigido por Ana Rieper, vencedora do In-Edit Brasil em 2012 com “Vou Rifar Meu Coração”, o documentário mergulha no universo do funk carioca a partir do corpo, da dança, das letras e da sexualidade. A sessão de 20 de junho, na Cinemateca Brasileira, terá presença da diretora.
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