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Becky Armstrong estreia na música com ‘SKIN’ e revela lado íntimo da carreira

Cantora fala sobre música, sensibilidade e o próximo capítulo artístico

Becky Armstrong

Becky Armstrong (Divulgação)

Após conquistar o público como atriz em produções que ajudaram a impulsionar o fenômeno global das séries “Girls Love”, Rebecca “Becky” Armstrong inicia oficialmente uma nova fase da carreira. A artista tailandesa-britânica lançou “SKIN”, seu primeiro single sob o selo WILD Group, acompanhado de um videoclipe cinematográfico que mergulha em temas como saudade, perda e a dificuldade de seguir em frente após o fim de uma relação.

Produzida por Rory Noble, com composição assinada por Keenan Te, Josh McClelland e Carl Strom, a faixa também conta com direção criativa de Sorn, ex-integrante do grupo de K-Pop CLC, responsável por conduzir a identidade artística do projeto. O resultado é uma balada pop melancólica, construída sobre instrumentação acústica e atmosfera etérea, que apresenta uma faceta inédita da artista ao público.

Mas, para Becky, encontrar justamente essa primeira música foi o maior desafio.

“Escolher o primeiro single sempre é a parte mais difícil, porque é a primeira impressão que as pessoas terão de você como artista musical”, conta, em entrevista exclusiva à Billboard Brasil. “Nós ouvimos muitas demos, muitas mesmo. E quando escutei ‘SKIN’, senti que cada palavra fazia sentido. Simplesmente parecia a escolha certa.”

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E a sensação faz sentido quando se ouve a música. Enquanto boa parte da audiência conheceu Becky através das personagens que interpretou ao longo dos últimos anos, “SKIN” não fala sobre alguém criado para a ficção. Pela primeira vez, ela usa a música para apresentar quem existe fora dos roteiros.

“Como atriz, você interpreta uma personagem por um período de tempo e depois precisa deixá-la ir. Já como cantora… essa sou eu. Acho que é um lado meu que os fãs ainda não conheciam. Algumas pessoas sabem que eu sou sensível, mas após ouvir ‘SKIN’, talvez entendam que eu sinto tudo de uma forma muito profunda.”

Essa diferença entre interpretar emoções e vivê-las se tornou uma das principais linhas narrativas que conduzem o lançamento. Durante a conversa, Becky explica que “SKIN” fala sobre o espaço entre permanecer e seguir em frente — aquele momento em que o amor já acabou, mas ainda deixou marcas. Apesar do “limbo emocional”, ela evita transformar essa dor em uma história específica.

“Todo mundo experimenta algum tipo de perda ao longo da vida. Isso faz parte de crescer. Não é sobre quem machucou alguém, mas sobre como essas experiências moldam quem você se torna.”

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Entre a introversão e a indústria do entretenimento

A sinceridade da faixa também conversa com um aspecto pouco explorado da personalidade de Becky Armstrong. Embora seja uma das artistas mais reconhecidas da nova geração do entretenimento tailandês — transitando entre televisão, alta moda, festivais internacionais como Cannes e a Semana de Moda de Paris — ela admite que continua sendo, essencialmente, uma pessoa introvertida.

Becky Armstrong
Becky Armstrong (Divulgação)

“A indústria faz você se tornar uma pessoa extrovertida. Você conhece pessoas diferentes todos os dias, precisa estar presente o tempo todo. Mas eu continuo tentando permanecer fiel a quem eu sou. Se eu sou uma pessoa sensível, então essas são as minhas emoções.”

Essa honestidade também guiou a construção do videoclipe. Segundo a artista, a proposta nunca foi fazer um vídeo centrado nela própria, mas criar uma narrativa visual. “Ele é muito cinematográfico. Muito artístico. Sempre gostei de contar histórias dessa forma. Os olhos conseguem transmitir tudo: felicidade, tristeza… era isso que eu queria mostrar.”

O fenômeno ‘Four Seasons’ e um novo momento

Embora “SKIN” marque oficialmente sua estreia como cantora, Becky chega à música já como um dos rostos mais conhecidos da expansão global do entretenimento tailandês.

Grande parte dessa projeção veio através das séries Girls Love protagonizadas ao lado de Freen Sarocha, parceria que se tornou uma das mais populares do gênero e ajudou a consolidar uma audiência internacional extremamente engajada.

Mais recentemente, a dupla voltou a protagonizar “Four Seasons”, produção que rapidamente se transformou em um dos maiores sucessos de audiência do universo GL e reforçou o alcance global das duas atrizes, ampliando ainda mais a presença do soft power tailandês fora da Ásia.

Para Becky, acompanhar esse crescimento internacional da indústria é quase tão emocionante quanto vivê-lo. “A Tailândia cresceu muito. Existem tantos artistas talentosos, atores, atrizes… pessoas realmente prontas para mostrar seu trabalho ao mundo. Nunca imaginei que teria oportunidades como ir a Paris, Cannes ou tantos outros lugares. Tudo isso também foi um grande aprendizado.”

Essa expansão também passa pela música. Além da estreia com “SKIN”, Becky Armstrong já confirmou que o single será apenas o primeiro passo de um EP previsto para os próximos meses.

“Estamos planejando um EP com quatro ou talvez cinco músicas. Depois disso, provavelmente uma mini turnê. Acho que vai ser muito empolgante porque nunca se sabe em qual país eu posso aparecer.”

Uma artista além das telas

Entre gravações de filmes, séries, campanhas de moda e os estudos em Direito — pausados temporariamente devido à intensa agenda —, Becky parece construir uma carreira baseada justamente na multiplicidade.

Quando questionada sobre como consegue equilibrar tantas áreas diferentes, a resposta é direta, apesar de não ser tão simples. “Eu amo cantar. Amo atuar. Amo a moda. É isso que me faz acordar todos os dias querendo trabalhar. Acho que essa é a mentalidade que nossa geração deveria ter: fazer aquilo pelo qual você realmente é apaixonado.”

No fim das contas, “SKIN” talvez seja menos sobre um primeiro single e mais sobre uma primeira apresentação de uma artista plural em referências e entregas, que basicamente cresceu sob os holofotes.

Depois de anos emocionando o público por personagens, Becky Armstrong finalmente entrega uma obra em que não existe roteiro entre ela e quem está ouvindo. A artista que milhões conheceram pelas telas agora convida o público a conhecer alguém diferente: não uma protagonista de ficção, mas a própria Rebecca — sensível, introspectiva e disposta a transformar sentimentos em música.

Ouça Becky Armstrong