Fãs decifram o enigma Tool no Lollapalooza 2025
Pela primeira vez no Brasil, banda trouxe rock progressivo para o festival

Tool no Lollapalooza 2025 (Sidinei Lopes/observadordaimagem)
Banda de Los Angeles, Califórnia, o Tool no Lollapalooza 2025 fez sua primeira e hipnotizante apresentação no Brasil neste domingo (30).
Boa parte do público começou o show sentado na grama, em frente do palco Samsung, do Autódromo de Interlagos .
Porém, quando o grave do baixo de Justin Chancellor bateu no peito e a cabeça começou a balançar, todos entenderam que havia uma missão além da contemplação para curtir o show do Tool.
E quem já era fã do Tool sabia que o show é um enigma que exige dedicação. Basta fazer uma busca pelo Google para ver teorias sobre as letras e arranjos da banda.
O grupo se uniu em 1990 e conta com Maynard James Keenan (vocal), Adam Jones (guitarra) e Danny Carey (bateria). Em 1995, o já citado Justin Chancellor se juntou ao grupo.

Como foi o show do Tool no Lollapalooza 2025
Músicas densas e longas. Para a geração TikTok que decora apenas o refrão das músicas, o Tool é um desafio de mais de 10 minutos em algumas canções.
No telão, projeções psicodélicas e visuais abstratos ajudavam a decifrar a charada do grupo.
É curioso como o vocalista Maynard James Keenan fica meio escondido, no fundo do palco e com pouca luz. Isso ajuda a prestar mais atenção na versatilidade de sua voz.
“É um conceito legal. Eu não vi muito o vocalista, mas é um consolo ouvir a boa música. Valeu demais”, disse Luciana Secco, 47, revisora de texto. Ela trouxe sua filha Isabela, 17, para conhecer o Tool.

O grande destaque no posicionamento do palco fica para a bateria de Danny Carey. O músico aproveita o privilégio para entregar virtuosismo e muita energia nas baquetas.
O som do Tool faz menção ao rock progressivo e tem influência do King Crimson.No entanto, é importante acompanhar as transformações. No primeiro álbum “Undertow” (1993), a banda tinha uma sonoridade heavy metal. Já em seu quinto e mais recente álbum “Fear Inoculum” (2019), o Tool flerta com as cores do progressivo.

Na segunda música apresentada no Lolla, “Jambi”, do álbum “10,000 Days” (2006), o Tool chamou a guitarrista brasileira Jéssica di Falchi, ex-integrante da Crypta, para uma participação. Mais um afago para os fãs brasileiros. Veja um trecho no vídeo, abaixo.
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Murilo Mak, 54, gerente de loja, conta a alegria de ver a banda no Brasil: “Jamais imaginei que eles viessem ao país. O show aqui do Lollapalooza foi um espetáculo de arte pura”.
Ele continua a análise: “Desde o início tinha um pouco de rock progressivo. Mas o progressivo é meio pé no saco, sabe? Eles são mais abrangentes do que isso”.
O amigo de Murilo, Marcelo Yamaguti, 59, fotógrafo, teve uma grata surpresa.
“Eu não conhecia o Tool e o Murilo me chamou a atenção para ouvir. É surpreendente, pesado e fora da curva atual”

O Lollapalooza ainda contou com o show histórico do Sepultura e com o sexy appeal do cantor Justin Timberlake. O festival conseguiu mesclar as diferente gerações e ofereceu um cardápio variado para quem quis degustar o melhor da música feita ao redor do mundo.
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