Timbalada celebra energia do Fortal: ‘Tudo vira Carnaval’
Grupo falou à Billboard Brasil antes de comandar trio elétrico

Timbalada é um das atrações do pós-Carnaval em São Paulo (Lucas Ramos / Brazil News)
Acostumada à folia de Salvador, a Timbalada levou sua mistura de percussão, axé e ancestralidade ao Fortal 2026, o maior Carnaval fora de época do Brasil. Antes de arrastar milhares de foliões em cima do trio elétrico, Denny Denan e Buja Ferreira conversaram com a Billboard Brasil sobre a experiência de tocar na micareta cearense, a missão de levar alegria ao público e a diferença entre apresentações em palco e no trio.
“Tudo começou em Salvador”
Ao comparar o Carnaval da capital baiana com o Fortal, a banda destacou que as micaretas nasceram a partir da tradição construída em Salvador, mas ganharam características próprias em diferentes regiões do país.
“Eu acho que tudo é Carnaval. Tudo vira Carnaval, porque, na verdade, tudo começou em Salvador, no Carnaval de Salvador, e isso foi para as micaretas em todo o Brasil. Lógico que não é a mesma coisa de Salvador, porque cada lugar tem o seu modo de fazer as festas. Salvador é aberto, então tem uma diferença, mas acredito que a alegria é a mesma. A nossa disposição de tocar é a mesma e a gente está aqui em cima do trio para isso, para fazer as pessoas felizes.”
Com 35 anos de história, a Timbalada afirmou que continua movida pela mesma missão que inspirou sua criação.
“A nossa missão aqui na Terra é passar alegria ao povo através da música. A Timbalada é um movimento cultural e social em que a sinceridade é a nossa grande força. Estamos aqui para seguir os nossos antepassados e lembrar as histórias de Carlinhos Brown. Quando ele inventou a Timbalada, foi nessa missão de passar alegria e levar a história do tambor para as pessoas sentirem tudo isso que é a Timbalada. São 35 anos de cultura, arte e ancestralidade.”
+Leia mais: Xanddy e Durval Lelys falam sobre Fortal 2026 e hits que não podem faltar
Repertório muda de acordo com o público
Poucas horas antes da apresentação no trio, o grupo havia realizado um show em um palco tradicional. Questionada sobre a preparação de repertórios diferentes para cada formato, os integrantes explicaram que preferem deixar a condução do espetáculo acontecer de forma espontânea.
“Tudo é natural na Timbalada. Eu não gosto de seguir o repertório. Vejo as músicas e, de repente, um olhar diferente do público me faz entender que naquele momento tenho que cantar uma música ou outra. Não tem uma regra, mas o repertório segue os nossos longos 35 anos de história, com muitas músicas cravadas no coração e na mente das pessoas. Realmente fica no olho, fica no natural.”
Essa liberdade também faz parte da relação construída com o público ao longo das décadas. Segundo a dupla, surpreender quem acompanha os shows é um dos objetivos de cada apresentação.
“Exatamente. Hoje vai ser alegria, paz e percussividade”, concluiu.
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